quinta-feira, dezembro 06, 2012
sexta-feira, dezembro 16, 2011
Só os eleitos os sabem fazer...
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Zé Bonito
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quinta-feira, agosto 04, 2011
Os pasteis de Vouzela merecem mais um esforço
Foto de Margarida MaiaA propósito dos pasteis de Vouzela:
Haver confraria até há e reconhece-se o esforço que tem feito na divulgação da riqueza gastronómica de Lafões. O que não tem havido é o apoio necessário para que alguns obstáculos sejam ultrapassados e a certificação passe a proteger aquela que é, sem qualquer espécie de favor, uma das maravilhas da doçaria portuguesa: os pasteis de Vouzela.
Ainda recentemente, aquando da selecção para o concurso das "7 maravilhas da gastronomia portuguesa", muitos vouzelenses ficaram surpreendidos pelo facto dos seus pasteis não fazerem parte da escolha final. Se tivessem acompanhado o processo de afirmação das restantes opções, o "peso" das personalidades envolvidas e o investimento feito na sua divulgação, facilmente percebiam o que se passou.
Ora, os pasteis de Vouzela são muito mais do que uma mera iguaria regional. São um cartão de visita, um património que nos identifica. Por isso, tudo o que lhes diga respeito deve merecer o máximo esforço e o máximo cuidado. Divulgá-los e certificá-los é uma forma de proteger a sua qualidade (impedindo imitações que, a pouco e pouco, começam a aparecer), mas também é uma forma de impor uma imagem de rigor, de honestidade da nossa região. Daí, justificar a mobilização de todos e não apenas dos "eleitos" que deitam as mãos à massa.
Sabemos que existem receios sobre esse processo. Muitos, infundados (como os que dizem respeito à divulgação do processo de fabrico); outros, facilmente ultrapassáveis (como o trabalho exigido). Nada que uma conversa franca com as pessoas certas não consiga ultrapassar. Os pasteis de Vouzela merecem esse esforço. De todos nós.
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Zé Bonito
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segunda-feira, dezembro 06, 2010
Foi uma vez, há quatro anos
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CP
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quinta-feira, abril 01, 2010
Pastel destacado
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Zé Bonito
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sábado, outubro 17, 2009
Coisas d'amar
- Coisas d'amar
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Trinta e três
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quarta-feira, abril 08, 2009
O pastel de Vouzela e a teoria económica
Sobre os nossos pasteis, o leitor informado sabe mais: sabe que só os pode adquirir em Vouzela. Isso mesmo. Não se usam truques manhosos, que é como quem diz, nada de conservantes. Por isso, se lhos quiserem vender em qualquer outro lado, mesmo acenando com um preço mais baixo, o mais provável é estar a ser enganado. Quer isto dizer que o pastel de Vouzela não tem concorrência. Façam lá o que quiserem, vão produzi-los à Tailândia, fabriquem-nos em série nas mais modernas indústrias, ofereçam-nos a metade do preço e o resultado é sempre o mesmo: não são pasteis de Vouzela.
Numa altura em que se “descobriu” que tudo importamos e (quase) nada produzimos; em que se dão voltas ao miolo à procura de estratégias que façam os mercados repararem em nós, nada melhor do que... um pastel de Vouzela. Apoiar o que temos de mais característico, de único e que só cá pode ser encontrado, parece ser o caminho a seguir, seja no turismo, na agricultura ou noutro sector qualquer. Só assim será possível evitar concorrentes muito mais poderosos e, como se diz em linguagem futebolística, "jogar no espaço vazio". Mas, não parece ser isso que se está a fazer- dizemos nós, que nada percebemos de economia e apenas sabemos qualquer coisita de... pasteis.
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Zé Bonito
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quarta-feira, dezembro 24, 2008
Sim, nós sabemos: pastéis de Vouzela são Património Cultural. Da Humanidade-dizemos nós.
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Zé Bonito
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segunda-feira, dezembro 15, 2008
A famosa Avenida ... "Pastel de Vouzela"

Muito se tem falado ultimamente neste blog dos projectos para a Avenida João de Melo...esta imagem provavelmente dos anos 20 do século passado dá-nos uma visão não muito usual dos postais da época...habitualmente as fotografias eram tiradas no sentido contrário, a partir da ponte do Caminho de Ferro.
Adivinhamos nesta imagem à direita algum "Pastel de Vouzela" no forno...
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Luís Filipe
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sábado, dezembro 06, 2008
E vão dois
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Zé Bonito
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quinta-feira, dezembro 06, 2007
Início
É uma espécie de início. Um quase “antes de tudo”. A imagem foi conseguida por volta de 1910 no que era o Largo da Feira, antes da construção da Ponte, antes da construção do Mercado, antes do Palácio da Justiça, antes do desenho do Parque da Senhora do Castelo, antes de... tanta coisa que simboliza a Vouzela dos nossos dias. Foi a partir daqui que se foi fazendo obra do sonho de muitos, num equilíbrio constante entre o edificado e o natural, entre as necessidades quotidianas dos seus habitantes e a consciência da importância da atracção turística. Tinha-se noção da delicadeza do espaço e dos riscos das intervenções excessivas. Vouzela, tal como o seu pastel, é um folhado fino que não está ao alcance de qualquer dente.
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Zé Bonito
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segunda-feira, novembro 12, 2007
Vouzela e Tentúgal: dois pasteis, uma causa comum
Caiu-nos há tempos na caixa do correio, o curioso “mail” que transcrevemos tal como nos chegou:“Porque não um post dedicado ao quase desconhecimento geral da população portuguesa face aos pastéis de vouzela versus pastéis de tentúgal, dado que estes são muito semelhantes na forma, mas os primeiros muito superiores em tudo o resto? Em miúda, os meus pais traziam para casa, de longe a longe, uns pastéis folhados deliciosos com um creme de ovos ainda melhor. Não morámos em Vouzela, por isso suponho que isto acontecesse quando por acaso por lá passavam. Quando fui estudar para Coimbra, senti uma enorme alegria ao verificar que os tais pastéis se encontravam nas montras de qq pastelaria. Não tardou muito que decidisse, numa tarde, pedir um desses pastéis para recordar... Foi a desilusão! Conheci os tentugais...Nunca mais comi um tentúgal, tal deve ter sido a desilusão que o meu estômago sentiu naquele dia. Mas hoje continuo a tentar saber onde é que é possível encontrar pastéis de Vouzela para além de Vouzela.”
A verdade é que tudo gira em torno de ovos, farinha, manteiga e açúcar- o resto bebe na imaginação, no gosto e no engenho de quem os criou. Ambos nascidos na rica doçaria conventual, são indiscutivelmente obras abençoadas que, pelo caminho da boca, nos enriquecem o espírito.
A semelhança aparente entre os pastéis de Vouzela e os de Tentúgal, sempre alimentou um conjunto de crenças pouco documentadas e uma rivalidade sem qualquer sentido- ao fim e ao cabo, a diversidade é, ela própria, a maior riqueza. Estratégias comerciais diferentes, provocaram um maior conhecimento dos que são feitos lá para os lados de Montemor-o-Velho e levaram muitos vouzelenses a defenderem promoção semelhante para os da terra. Puro engano. Como se conclui do escrito da nossa leitora, nem sempre o que está mais ao alcance nos oferece a melhor qualidade.
Saídos da inspiração das freiras do Convento das Carmelitas de Tentúgal, só muito tarde adoptaram o nome da terra como identificação. A proximidade de Coimbra permitiu-lhes beneficiar da divulgação feita por professores e estudantes universitários que, sobretudo a partir da segunda década do século XX, tinham por hábito visitar Tentúgal para provar a iguaria. Se nesta fase os benefícios conseguidos pela terra foram indiscutíveis, já o mesmo não se pode dizer da opção industrial. Hoje, encontram-se pasteis de Tentúgal em toda a parte, quase todos os portugueses os provaram, mas a verdade é que poucos os conhecem. Os verdadeiros. Esses, tal como os de Vouzela, só mesmo no local.
Os pasteis de Vouzela não são melhores, nem piores- são diferentes. Isso basta. Um dos produtos mais conhecidos da região, verdade se diga que não são satisfatoriamente conhecidos e divulgados por ela. A sua história está pouco estudada e a sua origem perde-se nas curvas do tempo, tal como o convento que os criou. É, pois, um dos principais veículos promocionais de Vouzela com considerável margem de progressão. Até porque se lhe disserem que os pode provar numa qualquer área de serviço, ou numa pastelaria fora da terra, desconfie. Os verdadeiros pastéis, de Vouzela e de Tentúgal, não têm conservantes, nem são compatíveis com a frieza da produção industrial. Ainda bem. Um bom motivo para nos visitar(em).
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Zé Bonito
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sábado, dezembro 09, 2006
Sai uma caixa de dúzia!
O segredo está no folhado. Finíssimo, estaladiço, só os “eleitos” o sabem fazer e poucos o sabem comer. Exige dentada firme, noção de medida, paladar apurado, tempo. Os pasteis genuínos não se encontram em áreas de serviço, ou ao virar da esquina. É preciso procurá-los e merecê-los. Em Vouzela.Mas, há os que se atrapalham com o folhado, que até o sacodem, lambões, indo direitos ao recheio. Para esses, aconselhamos a Bola de Berlim. Com creme. Também há quem gostasse de ver o Pastel de Vouzela transformado noutra coisa qualquer. Talvez, até, com cobertura de morango, ou encimado por uma rodela de kiwi. Um “pedaço” do tipo “faça você mesmo”, à disposição numa qualquer prateleira de supermercado em embalagens de celofane. Desses não temos, nem queremos. No pastel e em Vouzela, interessa-nos o que têm de único, de diferente. Pedras, flores, pessoas. Interessa-nos o verde da paisagem, a leveza das águas, o som do silêncio, a frontalidade das gentes. E o finíssimo folhado, claro- é esta a riqueza de Vouzela. O resto não passa da mediocridade dos adoradores de “donuts” e de “Reboleiras” universais.
O espaço que hoje abrimos, está à disposição de todos os que queiram reflectir sobre Vouzela e a região de Lafões. Não pretende ser isento- tomamos partido, sem rodeios ou cedências- mas respeita (quase) todas as opiniões. À mesa, vai sentar-se gente que conhece Vouzela e dela usufruiu plenamente. Gente que experimentou os rios, o espaço livre, que aprendeu com as pessoas. Mas gente que tem assistido ao progressivo domínio dos fãs do folhado de microondas, das urbanizações canhestras, dos que se envergonham do seu passado rural. O “Pastel de Vouzela” está disponível para reflectir sobre tudo isso, com dentada firme, mas aberto a outros paladares, até porque não recusamos um “caladinho”, uma fatia de folar ou um caçoilinho. Quem for servido, que faça o favor de se sentar. A conversa vai começar. Com Vouzela em fundo, já que, apesar de todas as asneiras de que tem sido vítima... continua linda!
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Zé Bonito
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quarta-feira, dezembro 06, 2006
Da Feira ao Monte cavalo
Nestes limites acontece Vouzela.Do concelho se falará por não menos importante.
Importa reter que em Vouzela a sabedoria das pedras é tanta que dos homens pouca história reza,mas reza...e é tambem dessas histórias de amor e preconceito,orgulho e inveja,sensibilidade e maledicência ,bem como todos os titulos de filmes com drama ,que o vosso manel vaca vai tentar dizer,mais sobre o amor e traição claro ,pois sempre fizeram parte do imaginário vivido e muito vivenciado de entre a feira e o monte de cavalo.
Lá iremos ...Beijos do manel
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manuel vaca
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