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quinta-feira, dezembro 06, 2012

Meia dúzia


Na verdade, preferimos a caixa de dúzia. Esta, deixa-nos a sensação de algo ficar incompleto, pela metade. Mas, para já, é o que se arranja. Oferecêmo-la a todos os que nos têm acompanhado nesta caminhada que começou em 6 de dezembro de 2006 e que, três dias depois,  anunciava a pretensão de refletir sobre Vouzela e a região de Lafões "com dentada firme, mas aberto a outros paladares". Uma referência especial aos que estiveram na origem deste projeto e a todos quantos lhe deram forma: Manel Vaca, Noz, Moira Encantada, Trinta e três, CP, Luís Filipe, Zé de Lisboa, Slatkavoda, Clarinha.

sexta-feira, dezembro 16, 2011

Só os eleitos os sabem fazer...

Foto de Margari
a
da Maia

"Aquela delícia conhecida como “Pastéis de Vouzela” merece, sem margem para dúvidas, a coroa de ouro!Falámos com a família Castanheira que faz estes famosos pastéis há mais de sessenta anos. De origem conventual, a receita foi fornecida à família Castanheira por uma senhora que trabalhou num convento.A família terá tido acesso à “ receita,” já que falamos da forma ímpar de fazer uma delícia também ela invulgar em termos de qualidade e originalidade, por uma feliz coincidência e, justiça seja feita, por um gesto de boa vontade duma defunta senhora, conhecida por “Cardoza”.Dá-se como certo que a lúcida e feliz matriarca da família Castanheira terá recebido esse bem guardado segredo de um irmão; irmão esse, que por sua vez o recebeu da referida senhora” Cardoza”. E porquê? Perguntará o leitor.Ora bem. Estávamos noutros tempos. A gratidão não de publicitava; praticava-se! Esse senhor, fruto de serviços que terá prestado à dita “Cardoza” e sua família, foi recompensado com o tal “segredo,” ou seja: a forma de confeccionar esta maravilha!Depois… bem depois foi ele mesmo quem transmitiu esse valioso tesouro a sua irmã, envolvendo toda a Família Castanheira nesta maravilhosa arte de bem fazer ao paladar, e que, até hoje, tem perdurado, dando fortes garantias de continuar nas gerações seguintes. Para já, passou para uma filha e genro, já vai num neto… e assim irá continuar, para a felicidade de todos quantos, hoje e no futuro, provem esta “delícia dos deuses”- Associação Portuguesa de Profissionais em Comércio Externo.

quinta-feira, agosto 04, 2011

Os pasteis de Vouzela merecem mais um esforço


A propósito dos pasteis de Vouzela:
"Tenho, entretanto, muitíssima pena que em Vouzela não haja uma confraria ou instituição que, de forma empenhada e efectiva, trate da salvaguarda deste belo património gastronómico regional, como sucede em Tentúgal".

Haver confraria até há e reconhece-se o esforço que tem feito na divulgação da riqueza gastronómica de Lafões. O que não tem havido é o apoio necessário para que alguns obstáculos sejam ultrapassados e a certificação passe a proteger aquela que é, sem qualquer espécie de favor, uma das maravilhas da doçaria portuguesa: os pasteis de Vouzela.

Ainda recentemente, aquando da selecção para o concurso das "7 maravilhas da gastronomia portuguesa", muitos vouzelenses ficaram surpreendidos pelo facto dos seus pasteis não fazerem parte da escolha final. Se tivessem acompanhado o processo de afirmação das restantes opções, o "peso" das personalidades envolvidas e o investimento feito na sua divulgação, facilmente percebiam o que se passou.

Ora, os pasteis de Vouzela são muito mais do que uma mera iguaria regional. São um cartão de visita, um património que nos identifica. Por isso, tudo o que lhes diga respeito deve merecer o máximo esforço e o máximo cuidado. Divulgá-los e certificá-los é uma forma de proteger a sua qualidade (impedindo imitações que, a pouco e pouco, começam a aparecer), mas também é uma forma de impor uma imagem de rigor, de honestidade da nossa região. Daí, justificar a mobilização de todos e não apenas dos "eleitos" que deitam as mãos à massa.

Sabemos que existem receios sobre esse processo. Muitos, infundados (como os que dizem respeito à divulgação do processo de fabrico); outros, facilmente ultrapassáveis (como o trabalho exigido). Nada que uma conversa franca com as pessoas certas não consiga ultrapassar. Os pasteis de Vouzela merecem esse esforço. De todos nós.

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Foi uma vez, há quatro anos


Mapa turístico dos distrito de Viseu- anos 30 (?)
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Há quatro anos e até parece que foi ontem. Um grupo de pessoas, descontente com o rumo que as coisas levavam em Vouzela, decidiu tentar criar condições para que se reflectisse sobre o concelho e a região, apresentando alternativas àquelas que eram (e continuam a ser) as orientações dominantes. Assim nasceu o "Pastel de Vouzela". No dia 6 de Dezembro de 2006, o nosso Manel Vaca dava o mote do que por aí temos escrito, retirando as lições da "sabedoria das pedras", mas privilegiando, sempre, "os homens". Histórias de amor, enriquecidas pela chegada de novos amigos, mas também com a dor de os vermos partir. Alguma coisa mudou no "Pastel de Vouzela" ao longo destes quatro anos. Pouca mudou em Vouzela. Por isso, o descontentamento inicial mantém-se. Os nossos objectivos, também. O nosso sincero agradecimento a todos quantos nos têm acompanhado.
A equipa do Pastel de Vouzela

quinta-feira, abril 01, 2010

Pastel destacado

Os leitores são assim mesmo: estragam-nos com mimos. Recebemos, há dias, um mail que perguntava "ó amigos, vocês não falam nada disto?". E o "isto" era um "link" para uma referência feita pelo Aventar aos pasteis de Vouzela e... a esta vossa casa. De facto, ainda não tínhamos visto, nem agradecido. Já o fizemos. Mas queremos chamar a atenção para a iniciativa do Aventar, atento aos chamados "blogues locais" através de um destaque a que chamou "Volta a Portugal em Blogues". Vale a pena acompanhar- a iniciativa e os blogues locais.

sábado, outubro 17, 2009

Coisas d'amar

"A Maria de Lourdes Modesto disse numa entrevista que este (os pasteis de Vouzela, pois então) era o melhor doce do país. E se ela o diz..."
- Coisas d'amar

quarta-feira, abril 08, 2009

O pastel de Vouzela e a teoria económica

Foto de Margarida Maia

Já se imaginou a confundir um pastel de Vouzela com uma bola de Berlim? Oliver Sacks descreveu o caso do homem que confundiu a mulher com um chapéu, mas o nosso objectivo é outro. Claro que ninguém confunde um pastel de Vouzela com uma bola de Berlim, nem sequer com um pastel de Tentúgal, depois de os ter provado. E não confunde, porque são produtos diferentes. Pode gostar mais de um do que de outro, pode até comer um a seguir ao outro, mas sabe que são diferentes, recorrendo a técnicas e artes diferentes, apesar de todos partirem de farinha, açúcar e ovos.

Sobre os nossos pasteis, o leitor informado sabe mais: sabe que só os pode adquirir em Vouzela. Isso mesmo. Não se usam truques manhosos, que é como quem diz, nada de conservantes. Por isso, se lhos quiserem vender em qualquer outro lado, mesmo acenando com um preço mais baixo, o mais provável é estar a ser enganado. Quer isto dizer que o pastel de Vouzela não tem concorrência. Façam lá o que quiserem, vão produzi-los à Tailândia, fabriquem-nos em série nas mais modernas indústrias, ofereçam-nos a metade do preço e o resultado é sempre o mesmo: não são pasteis de Vouzela.

Numa altura em que se “descobriu” que tudo importamos e (quase) nada produzimos; em que se dão voltas ao miolo à procura de estratégias que façam os mercados repararem em nós, nada melhor do que... um pastel de Vouzela. Apoiar o que temos de mais característico, de único e que só cá pode ser encontrado, parece ser o caminho a seguir, seja no turismo, na agricultura ou noutro sector qualquer. Só assim será possível evitar concorrentes muito mais poderosos e, como se diz em linguagem futebolística, "jogar no espaço vazio". Mas, não parece ser isso que se está a fazer- dizemos nós, que nada percebemos de economia e apenas sabemos qualquer coisita de... pasteis.

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Sim, nós sabemos: pastéis de Vouzela são Património Cultural. Da Humanidade-dizemos nós.

Foto: Margarida Maia

Claro que sabemos. Só os eleitos o sabem fazer, poucos o sabem comer- mas vale a pena tentar. O pastel de Vouzela vai integrar uma lista de produtos "que não se podem perder". Claro. Nem sempre um acto de cultura se desfaz na boca.

segunda-feira, dezembro 15, 2008

A famosa Avenida ... "Pastel de Vouzela"



Muito se tem falado ultimamente neste blog dos projectos para a Avenida João de Melo...esta imagem provavelmente dos anos 20 do século passado dá-nos uma visão não muito usual dos postais da época...habitualmente as fotografias eram tiradas no sentido contrário, a partir da ponte do Caminho de Ferro.

Adivinhamos nesta imagem à direita algum "Pastel de Vouzela" no forno...

sábado, dezembro 06, 2008

E vão dois


Foi há dois anos que iniciámos esta aventura. No dia 6 de Dezembro de 2006, estava um mau tempo danado, o nosso Manel Vaca abria as hostilidades, prometendo cortar a direito nas histórias desta terra onde "a sabedoria das pedras é tanta que dos homens pouca história reza, mas reza". Por aqui tem "rezado", com o jeito disponível e com a vossa ajuda que muito agradecemos. O Pastel de Vouzela, reflecte as características deste (ainda belo) recanto de Portugal. Talvez mais os defeitos do que as virtudes, mas não desistimos. Ao fim e ao cabo, se a variante para as Termas demorou mais de quarenta anos a ser pensada e, mesmo assim, deixa muito a desejar, temos o direito de reclamar algum tempo mais, para alcançar os objectivos a que nos propusemos: dinamizar o debate com a elegância do nosso folhado, mas com a firmeza de dentada necessária para apreciar os nossos pasteis. Os tais que "só os eleitos sabem fazer e poucos sabem comer". Muito obrigado por nos acompanharem.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Início

Largo da Feira e Igreja Matriz

É uma espécie de início. Um quase “antes de tudo”. A imagem foi conseguida por volta de 1910 no que era o Largo da Feira, antes da construção da Ponte, antes da construção do Mercado, antes do Palácio da Justiça, antes do desenho do Parque da Senhora do Castelo, antes de... tanta coisa que simboliza a Vouzela dos nossos dias. Foi a partir daqui que se foi fazendo obra do sonho de muitos, num equilíbrio constante entre o edificado e o natural, entre as necessidades quotidianas dos seus habitantes e a consciência da importância da atracção turística. Tinha-se noção da delicadeza do espaço e dos riscos das intervenções excessivas. Vouzela, tal como o seu pastel, é um folhado fino que não está ao alcance de qualquer dente.

Foi precisamente há um ano que o nosso Manel Vaca inaugurou o espaço deste “Pastel”. Era quarta-feira e, talvez influenciado pelo mau tempo que se fazia sentir, foi directo ao “recheio”, que é como quem diz, à alma das coisas. Dava-se corpo a uma ideia simples, com o objectivo de reflectir sobre Vouzela e a região em que se insere. Sobre as “pedras” e sobre os homens. Pastel de Vouzela porque nada melhor para simbolizar a elegância de tudo quanto a “Mãe Natureza” nos legou e que alguns souberam enriquecer. Outros não. A causa continua a valer a pena, mas o objectivo está longe de ser alcançado. Agradecemos aos que nos têm acompanhado e garantimos “fornadas” para muitos mais. Use e abuse.

segunda-feira, novembro 12, 2007

Vouzela e Tentúgal: dois pasteis, uma causa comum

Caiu-nos há tempos na caixa do correio, o curioso “mail” que transcrevemos tal como nos chegou:

“Porque não um post dedicado ao quase desconhecimento geral da população portuguesa face aos pastéis de vouzela versus pastéis de tentúgal, dado que estes são muito semelhantes na forma, mas os primeiros muito superiores em tudo o resto? Em miúda, os meus pais traziam para casa, de longe a longe, uns pastéis folhados deliciosos com um creme de ovos ainda melhor. Não morámos em Vouzela, por isso suponho que isto acontecesse quando por acaso por lá passavam. Quando fui estudar para Coimbra, senti uma enorme alegria ao verificar que os tais pastéis se encontravam nas montras de qq pastelaria. Não tardou muito que decidisse, numa tarde, pedir um desses pastéis para recordar... Foi a desilusão! Conheci os tentugais...Nunca mais comi um tentúgal, tal deve ter sido a desilusão que o meu estômago sentiu naquele dia. Mas hoje continuo a tentar saber onde é que é possível encontrar pastéis de Vouzela para além de Vouzela.”

A verdade é que tudo gira em torno de ovos, farinha, manteiga e açúcar- o resto bebe na imaginação, no gosto e no engenho de quem os criou. Ambos nascidos na rica doçaria conventual, são indiscutivelmente obras abençoadas que, pelo caminho da boca, nos enriquecem o espírito.

A semelhança aparente entre os pastéis de Vouzela e os de Tentúgal, sempre alimentou um conjunto de crenças pouco documentadas e uma rivalidade sem qualquer sentido- ao fim e ao cabo, a diversidade é, ela própria, a maior riqueza. Estratégias comerciais diferentes, provocaram um maior conhecimento dos que são feitos lá para os lados de Montemor-o-Velho e levaram muitos vouzelenses a defenderem promoção semelhante para os da terra. Puro engano. Como se conclui do escrito da nossa leitora, nem sempre o que está mais ao alcance nos oferece a melhor qualidade.

Saídos da inspiração das freiras do Convento das Carmelitas de Tentúgal, só muito tarde adoptaram o nome da terra como identificação. A proximidade de Coimbra permitiu-lhes beneficiar da divulgação feita por professores e estudantes universitários que, sobretudo a partir da segunda década do século XX, tinham por hábito visitar Tentúgal para provar a iguaria. Se nesta fase os benefícios conseguidos pela terra foram indiscutíveis, já o mesmo não se pode dizer da opção industrial. Hoje, encontram-se pasteis de Tentúgal em toda a parte, quase todos os portugueses os provaram, mas a verdade é que poucos os conhecem. Os verdadeiros. Esses, tal como os de Vouzela, só mesmo no local.

Os pasteis de Vouzela não são melhores, nem piores- são diferentes. Isso basta. Um dos produtos mais conhecidos da região, verdade se diga que não são satisfatoriamente conhecidos e divulgados por ela. A sua história está pouco estudada e a sua origem perde-se nas curvas do tempo, tal como o convento que os criou. É, pois, um dos principais veículos promocionais de Vouzela com considerável margem de progressão. Até porque se lhe disserem que os pode provar numa qualquer área de serviço, ou numa pastelaria fora da terra, desconfie. Os verdadeiros pastéis, de Vouzela e de Tentúgal, não têm conservantes, nem são compatíveis com a frieza da produção industrial. Ainda bem. Um bom motivo para nos visitar(em).

sábado, dezembro 09, 2006

Sai uma caixa de dúzia!

O segredo está no folhado. Finíssimo, estaladiço, só os “eleitos” o sabem fazer e poucos o sabem comer. Exige dentada firme, noção de medida, paladar apurado, tempo. Os pasteis genuínos não se encontram em áreas de serviço, ou ao virar da esquina. É preciso procurá-los e merecê-los. Em Vouzela.

Mas, há os que se atrapalham com o folhado, que até o sacodem, lambões, indo direitos ao recheio. Para esses, aconselhamos a Bola de Berlim. Com creme. Também há quem gostasse de ver o Pastel de Vouzela transformado noutra coisa qualquer. Talvez, até, com cobertura de morango, ou encimado por uma rodela de kiwi. Um “pedaço” do tipo “faça você mesmo”, à disposição numa qualquer prateleira de supermercado em embalagens de celofane. Desses não temos, nem queremos. No pastel e em Vouzela, interessa-nos o que têm de único, de diferente. Pedras, flores, pessoas. Interessa-nos o verde da paisagem, a leveza das águas, o som do silêncio, a frontalidade das gentes. E o finíssimo folhado, claro- é esta a riqueza de Vouzela. O resto não passa da mediocridade dos adoradores de “donuts” e de “Reboleiras” universais.

O espaço que hoje abrimos, está à disposição de todos os que queiram reflectir sobre Vouzela e a região de Lafões. Não pretende ser isento- tomamos partido, sem rodeios ou cedências- mas respeita (quase) todas as opiniões. À mesa, vai sentar-se gente que conhece Vouzela e dela usufruiu plenamente. Gente que experimentou os rios, o espaço livre, que aprendeu com as pessoas. Mas gente que tem assistido ao progressivo domínio dos fãs do folhado de microondas, das urbanizações canhestras, dos que se envergonham do seu passado rural. O “Pastel de Vouzela” está disponível para reflectir sobre tudo isso, com dentada firme, mas aberto a outros paladares, até porque não recusamos um “caladinho”, uma fatia de folar ou um caçoilinho. Quem for servido, que faça o favor de se sentar. A conversa vai começar. Com Vouzela em fundo, já que, apesar de todas as asneiras de que tem sido vítima... continua linda!

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Da Feira ao Monte cavalo

Nestes limites acontece Vouzela.Do concelho se falará por não menos importante.
Importa reter que em Vouzela a sabedoria das pedras é tanta que dos homens pouca história reza,mas reza...e é tambem dessas histórias de amor e preconceito,orgulho e inveja,sensibilidade e maledicência ,bem como todos os titulos de filmes com drama ,que o vosso manel vaca vai tentar dizer,mais sobre o amor e traição claro ,pois sempre fizeram parte do imaginário vivido e muito vivenciado de entre a feira e o monte de cavalo.
Lá iremos ...Beijos do manel