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quarta-feira, agosto 15, 2012

Vamos dar um mergulho a outro lado... e o Vouga corre lá em baixo

Rio Vouga- Arrabidazinha- Foto de Guilherme de Figueiredo

"Melhor água, saneamento e higiene são cruciais para promover a saúde humana e o desenvolvimento"- Margaret Chan, diretora-geral da Organização Mundial de Saúde em comentário ao relatório da ONU "Progress on Drinking Water and Sanitation, 2012".

Pois é, o Vouga corre lá em baixo. Quase quatro mil crianças morrem diariamente por doenças associadas à falta de qualidade da água? Pois, coisas que acontecem... aos outros. Talvez assinar uma petição ou acender uma vela ao santo. Grande parte do país está em seca extrema? Malandros dos espanhois que já nada de jeito mandavam quanto a ventos e casamentos e agora até a água fecham... E o Vouga corre lá em baixo, ignorado pelos mesmos poderes que se queixam da falta de iniciativa privada e de recursos. "Ah, sim, o turismo e coisa e tal".

Passando mais um ano sem mergulharmos no Vouga, vamos dar um mergulho a outro lado. Regressamos a tempo das vindimas, como de costume.

segunda-feira, janeiro 23, 2012

quinta-feira, janeiro 27, 2011

Ter ideias não custa um cêntimo

"(...) custa ouvir o silêncio sobre a recuperação do nosso Vouga"

Através da candidatura da Câmara Municipal de Vouzela à medida "Valorização Ambiental dos Espaços Ambientais" (Programa de Desenvolvimento Rural- PRODER), vão ser investidos cerca de 78 mil euros na requalificação dos rios e ribeiras do concelho. Boas notícias, mas... pede-se mais.

Um concelho que tem como principal trunfo o património natural e edificado, deve entender a sua preservação com uma prioridade. É ele que nos diferencia e permite ganhar vantagem no que à oferta de bens e serviços de qualidade diz respeito. Não são necessárias grandes "obras", entendidas como arranjos e construções demasiadas vezes de gosto duvidoso. Apenas é necessário permitir, a quem nos procura, o uso pleno dos nossos espaços.

A iniciativa da Câmara vai nesse sentido e, por isso, a elogiamos. Mas podia ser mais arrojada, acrescentando iniciativas que estimulassem a recuperação do património edificado que está nas mãos de particulares, como já por diversas vezes aqui propusemos. Para além disso, importa organizar as diversas iniciativas do concelho, de modo a preencher o calendário e a criar "pacotes" de oferta articulados entre si (a este respeito, vale a pena pensar na ideia do deputado municipal Fausto Carvalho, no sentido de afastar a iniciativa Doce Vouzela das Festas do Castelo, organizando-a numa estação mais propícia ao consumo de calorias; vale também a pena estar atento ao projecto Viajando por Besanas). Por último, e apesar de sabermos que é responsabilidade de outros, custa ouvir o silêncio sobre a recuperação do (também) nosso Vouga. A este respeito, os nossos responsáveis autárquicos bem podiam falar um pouco mais alto...

Vivemos tempos difíceis em que vai faltar o dinheiro outrora esbanjado. Numa região com graves carências estruturais e pouca oferta de emprego, é absolutamente necessário que surjam iniciativas que permitam respirar, que dinamizem e organizem as actividades económicas, que mobilizem. Ter ideias não custa um cêntimo. Se todos nos sentirmos com direito a dá-las, não hão de faltar.

quinta-feira, agosto 12, 2010

Vamos ali e já voltamos

Rio Vouga. Foto de José Campos

Chamaram-lhe o "Nilo português" em tempos de maior compreensão sobre a utilidade das coisas. O Vouga. Aqui em Vouzela, na sua margem esquerda, conhecemo-lo com as características de rio de montanha. Antes, até São Pedro, é um espelho de água espraiado pelas terras em planalto. Sonharam torná-lo navegável, projectaram-lhe mil e uma decorações, depois esqueceram-no, a partir do momento em que a distância deixou de seleccionar o que nos cai no prato. Só os esgotos continuaram a conhecer-lhe a morada e umas ETARes mal amanhadas com que se "afogaram" uns fundos. Ao fundo! Foram-se os mergulhos da rapaziada, mas ficaram algumas das mais deslumbrantes paisagens que a "Mãe Natureza" pariu. E a esperança. Esperança de que, um dia, as gentes do seu vale façam um cordão humano a exigir o fim da ocupação daquelas águas pelo desleixo e pela ignorância. Para já, dispensamos relvados nas margens, mobiliário para merendas ou quaisquer decorações. Apenas queremos uma informação honesta e acessível sobre a qualidade das suas águas.

Como habitualmente acontece por esta altura, vamos ali e já voltamos. Antes das vindimas, como sempre. O "Pastel" continua com o folhado fino do costume e a exigir dentada firme. Mas, até Setembro, é para ser saboreado mais lentamente. Boas férias para os que se podem dar a esses "luxos" e o nosso abraço solidário a todos os outros.

segunda-feira, outubro 05, 2009

A velha ponte no Vouga...

 


Esta ponte é uma relíquia...o postal tem dezenas de anos!
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quinta-feira, agosto 13, 2009

Memória

Zona da Foz. O salto era para o outro lado

Não precisava de grande desafio. Chegava-se à beira da ponte da Foz, media o salto e projectava-se, em prancha, mergulhando com elegância. Outros havia que se atiravam de pés, outros ficavam pelas desculpas, a maioria assistia. Era um ritual de verão. Quando todos se juntavam, vindos de toda a parte, gozando todo o tempo do mundo e a liberdade de um espaço que só tinha por limite a força das pernas. Ninguém tinha automóvel.

Memórias de um Vouga, quando era bem mais do que isso- uma memória. Com ela rumo a outras margens. Regresso marcado para muito antes das vindimas e da "sementeira" das Autárquicas. Até lá, continuamos no ritmo próprio da época, que é como quem diz, "quando acontecer". Boas férias com muito ar puro e amplos horizontes- os vírus detestam espaços abertos.

segunda-feira, maio 11, 2009

Ainda o Vouga...

1960's

Colecção Passaporte "LOTY"

1920's

Edição de Dias & Rocha - Vouzela


(pormenor)

segunda-feira, abril 27, 2009

Passeios no Vau

Existem bastantes postais de Vouzela das décadas de 1910 (provavelmente anteriores) e de 1920, relativos à zona do Vau nas margens do Vouga. Este é um deles.

1910's

UNION POSTALE UNIVERSELLE
Edição da Casa da Montanha - Castela

Tantos postais levam-me a pensar que este recurso turístico esteve em alta há um século atrás. Por algum motivo deixou de ser interessante ao longo dos tempos. É pena. A paisagem é maravilhosa. O ar é puro e fresco. O som das águas e dos passarinhos é relaxante.

Será que estes barcos tinham o seu próprio capitão vestidinho a rigor?

Se fosse médico este seria com certeza um dos locais terapêuticos que mais receitaria para a cura das maleitas actuais. A prescrição seria a seguinte:
  1. Cortar silvas para chegar ao rio (faz suar, liberta toxinas, combate o sedentarismo diminuindo assim o colesterol);
  2. Observar a natureza (comprovado anti-stress, aumenta os conhecimentos científicos libertando o cérebro dos telejornais negativos e da crise);
  3. Relaxar à beira rio (cada hora de descanso vale por duas de sono);
  4. Comer Pastéis de Vouzela (aumenta a produção da hormona da felicidade);
  5. Regressar (esse é que é o problema).

segunda-feira, março 23, 2009

Trecho do Vouga - O Vau

 

 

 

 
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"Vouzela, 31-8-923

Minha (...)

Daqui por 2 horas, parto para o Caranulo, fazendo a primeira étape. Se ao fim de 8 dias não receberes carta minha, é por que fui comido pelos lobos.
Encomenda-me a todos os Santos da tua devoção.
Saudades deste (...)"
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