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sábado, maio 10, 2008

Para guardar em local seco-III

(Foto: Pastel de Vouzela)

Ideias de outros que interessa guardar. Para consumir mais tarde ou para reproduzir em futuras sementeiras.

Só foi pena não se terem lembrado disto antes de venderem património ao desbarato

É o fim dos bairros sociais. E da solução dos problemas habitacionais através da entrega de uma casa. Em vez de mandar construir mais fogos para as 40 mil famílias que têm necessidade imediata de habitação, o Estado deverá dinamizar o mercado de arrendamento e ser ele próprio a adquirir ou arrendar imóveis, para constituir uma bolsa de fogos com que possa resolver algumas das carências habitacionais detectadas- Público.

Construtores e banca, uma aliança explosiva

Importa referir que no final dos anos 80 a diminuição das taxas de juro e a folga no rendimento disponível das famílias foi completamente absorvida pelo aumento especulativo do preço das casas que beneficiaram apenas duas entidades: os construtores e a banca. Os Governos foram cúmplices desta situação quando dispunham de mecanismos de regulação que não quiseram usar- pedra do homem

PINtem-nos de verde

A miopia dos PIN’s só tem equivalente na miopia de muitos dos nossos empresários. Juntos vão destruir de forma irreversível um património único que deveria e poderia ser preservado. O bem comum também passa por aqui e não é incompatível com o mercado regulado e bem encaminhado- Ladrões de Bicicletas.

Um debate decisivo para o Mundo Rural

Nadir Bensmail mostra como a produção 'moderna' para os mercados internacionais mantém no essencial as estruturas sociais existentes (o recurso ao trabalho assalariado desqualificado, a concentração da propriedade, etc.); inversamente, discute como a associação entre produtores e uma postura mais consciente dos consumidores pode conduzir não apenas à preservação da diversidade cultural, mas também a modelos de desenvolvimento do sector agrícola mais sustentáveis, em termos ambientais, sociais e económicos. Ou seja, paradoxalmente, a produção 'tradicional' pode revelar-se mais progressista do que a produção 'moderna', desde que enquadrada por uma atitude crítica por parte de produtores e consumidores. O mesmo tipo de lógica é facilmente extensível à generalidade dos produtos tradicionais- Ladrões de Bicicletas.

quinta-feira, outubro 04, 2007

Lindo serviço...

Integrada na “Quinzena da Habitação” (iniciativa no âmbito da presidência portuguesa da União Europeia), foi feita a divulgação pública de parte do trabalho da equipa responsável pelo Plano Estratégico da Habitação (PEH). As conclusões finais só estão previstas para o próximo mês de Março, mas existem já indicadores que merecem reflexão.

De tudo quanto foi divulgado, o mais surpreendente talvez tenha sido o facto de ainda faltarem perto de 200 mil fogos para responder às necessidades da população (Público, 3/10/2007). Lindo serviço. Andámos nós a “cimentar” o país de lés a lés e chegamos à triste conclusão que ainda não chega! É desta que nos lançamos à conquista de Espanha...

Será interessante analisar o relatório final, mas pensamos que a perversão esteja relacionada com o êxodo rumo ao litoral, tendo havido excesso de construção precisamente onde não era necessária. Isto reaviva a polémica sobre a capacidade da iniciativa privada, por si só, conseguir responder às necessidades de uma área socialmente tão importante como a da habitação, para além de deixar de rastos os critérios dos nossos autarcas.

As restantes conclusões divulgadas, vão ao encontro da percepção que vamos tendo do fenómeno: necessidade de privilegiar a reabilitação, peso excessivo da compra da habitação devido à falta de um mercado de arrendamento (provocando um endividamento equivalente a 117% do rendimento das famílias!), ineficácia da política social. Registe-se pela sua importância, o facto de cerca de 20% da população portuguesa não ter condições para aceder à habitação sem apoio.

Os trabalhos do grupo responsável pelo PEH podem ser acompanhados aqui. Pela semelhança com a realidade de Lafões, chamamos a atenção para a síntese das conclusões do Fórum Regional de Vila Real (aqui).