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domingo, agosto 26, 2012

S. Frei Gil

Postal do início da década de 1920.


segunda-feira, setembro 17, 2007

Rua da Ponte

Vista geral (juramos que a foto foi retirada daqui, apesar do endereço estar desactivado)

Igreja de São Frei Gil e início da rua com o mesmo nome (imagens da Região de Turismo Dão Lafões)

Casa dos Távoras e pormenor da rua. Em frente, a mancha verde da Costeira (fotos de José Campos e da Região de Turismo Dão Lafões)

Ponte romana sobre o rio Zela (fotos de Vouzela, Antiga Capital de Lafões e Seus Arredores e da Região de Turismo Dão Lafões)

Fonte da Nogueira. Imagem dos anos 60 (José Campos)

Desenvolve-se pelas duas margens do rio Zela e é um dos mais antigos núcleos populacionais que deram origem à vila. Vulgarmente conhecida por Rua da Ponte ou Bairro da Ponte, é um exemplo perfeito da harmonia entre a vegetação luxuriante e as solenes edificações em granito. É, também, um encontro com três pilares da memória dos homens: Fé, História e Lenda. Começa na Igreja de São Frei Gil (ver também aqui), continua pela rua com o mesmo nome, passa o rio por uma ponte romana e termina na Fonte da Nogueira, refúgio de moura encantada que faz cair de amores todos quantos nela bebam. Pelo caminho encontram-se casas brasonadas de diferentes épocas, destacando-se a que terá pertencido aos Távoras- ostenta, ainda, o seu brasão picado, preço menor do muito que pagaram pelos azedumes do Marquês de Pombal.

Visita obrigatória para os que queiram conhecer Vouzela, aqui se encontra (ainda) o segredo da harmonia que outrora dominou toda a região: a envolvente verde da zona da Costeira, realça o edificado, mas impõe o domínio da natureza. Com pouco tempo para estes pormenores, os poderes locais já lhe quiseram acabar com o estilo, projectando-lhe estradas e urbanizações. Não sei se por influência do santo, se da moura, não conseguiram. A conhecer enquanto dura.
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PS: As imagens foram colhidas nos anos 30, 60 e na actualidade.

segunda-feira, maio 14, 2007

São Frei Gil, o "Fausto Português"- um conto de Eça de Queirós

Desde sempre, estas terras foram férteis em personagens que deram sentido à máxima de Aquilino Ribeiro: “morra o homem e fique a fama”. Mulheres e homens que fintaram o rigor da História e atingiram uma dimensão épica no coração do povo. Há 742 anos, no dia 14 de Maio de 1265, morreu em Santarém um desses homens. Chamava-se Gil Rodrigues de Valadares e dele se disse ter sido “Fausto”- porque fez um pacto com o Diabo- e “Santo”, primeiro pela “voz do povo” e, depois, pela Igreja (foi canonizado em 1749).

A reconstituição/recriação da vida e da lenda de São Frei Gil, sempre atraiu estudiosos e escritores nas mais diversas épocas. Um deles, foi Eça de Queirós. No dia do nosso feriado municipal, dedicado ao Santo (e “Fausto Português”), parece-nos ser a altura ideal para divulgar o escrito (inacabado) do grande escritor.

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PS: A partir de agora, mais uma "caixa de dúzia" disponível na coluna da direita.

sábado, abril 14, 2007

Capela de São Frei Gil

Tem mais esta villa hua Capella de S. Frey Gil natural desta mesma villa que he administrada pellos moradores della... Beatificado pella Igreja Romana e santificado pella vós do povo foi Religioso da Ordem dos Pregadores... esta seu corpo sepultado em o Convento de S. Domingos da Villa de Santarem e nesta Capella esta a Imagem do ditto Sto.
Tem mais hum sacrario onde esta hua reliquia do ditto Sto. Que he o queixo de baixo com alguns dentes que faz muitos millagres assim nesta freguesia como nas circumvezinhas está esta Reliquia metida em hum cofre de prata com suas vidraças fechada no divino Sacrario com tres chaves esta mais na dita capella a Pia em que foi Baptizado o ditto Sto...- Padre Manoel Lopes, 1732, in Vouzela- A Terra, os Homens e a Alma, Vouzela, 2001

Apesar da fachada em "estilo D. João V", não se sabe ao certo a data da construção da Capela. Dúvidas que alimentam a lenda, tal como sucede com o próprio "Fausto Português", de seu nome Gil Rodrigues de Valadares (1185- 14 de Maio de 1265). Estudou medicina em Paris, professou na Ordem de São Domingos e faleceu em Santarém. Foi canonizado em 1749.