Mostrar mensagens com a etiqueta chãs. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta chãs. Mostrar todas as mensagens

domingo, agosto 07, 2011

Bem lembrado


Lembrou-se o nosso conterrâneo "Humano és". Foi há um ano, no domingo das Festas do Castelo, 80 anos depois da inauguração das Chãs. Histórias que convém não esquecer.

quarta-feira, agosto 04, 2010

Nas Chãs, com direito a camarote

Equipa da Sociedade Musical Vouzelense no campo das Chãs, com a bancada de madeira em fundo

Andava o mundo aos tiros lá pelos idos de 40, quando por estas terras se viveu um surto tal de enriquecimento que a muitos fez corar de vergonha. "O mal de uns é o bem de outros", seria a explicação do fenómeno que torto nasceu e nunca se endireitou: o volfrâmio. Mestre Aquilino comparou-o ao maná bíblico e são muitas as histórias de charutos acesos com notas, ou de reluzentes canetas de ouro a ornamentar o bolso de peito de analfabetos. A verdade é que já durante a 1ª Guerra Mundial a loucura foi tão grande, que o próprio Monte do Castelo foi esventrado e a estrada romana levantada na busca do metal e em plena década de 50, os poucos automóveis registados no concelho de Vouzela, ainda tinham significativa concentração nas freguesias da mineração. Adiante.

Numa antecipação do que se viria a registar cinquenta anos mais tarde, aquando da boom da "política de betão", o futebol beneficiou da abundância. Muito dinheiro foi investido na contratação de jogadores e o campos das Chãs foi melhorado. Um dos melhoramentos, foi a construção de uma vistosa bancada em madeira trabalhada, com geral e camarotes de onde se imagina sair o fumo dos charutos acesos- quem sabe?- com notas de conto.

É essa bancada que se mostra na imagem, durante a festa comemorativa do XII aniversário da Sociedade Musical Vouzelense, em 14 de Fevereiro de 1943. Em primeiro plano, a garbosa equipa de músicos que, pelo "porte atlético", imaginamos ser a dos "casados". Exibem o equipamento emprestado pela Associação de Futebol "Os Vouzelenses" e... a sombra do fotógrafo.


Esta e outras curiosidades podem ser encontradas na publicação com que "Os Vouzelenses" decidiram comemorar os seus 80 anos de vida: "Imagens com histórias". Vai ser lançado durante as Festas do Castelo, registando a inauguração das Chãs que, graças ao capital dos seus fundadores e ao trabalho voluntário de muitos populares, abriram pela primeira vez as "portas" no domingo das festas de há 80 anos. Lá estaremos, no "Jardim", local onde os registos dizem ter nascido o clube, numa altura em que era conhecido por Alameda da Corredoura e ornamentado por tílias. Com textos de Fausto Carvalho, Gil Campos, Girão de Almeida e João Abílio Martins, é um trabalho da Deriva Editores. Arranjos gráficos da "nossa" Filipa e tratamento de imagem da FotoBela. Dia 7 de Agosto, pelas 16 horas.

quinta-feira, outubro 30, 2008

Para além das “quatro linhas”

(Lápide comemorativa dos 50 anos do campo, que esperamos não se perca no meio do entulho das obras e encontre local condigno no novo espaço)

Chãs é o nome por que é conhecido o campo de futebol de Vouzela. Construído em 1930 com o objectivo de criar um espaço para a prática desportiva, está associado à criação da Associação de Futebol “Os Vouzelenses” que, na realidade, começou por ser muito mais do que um clube de futebol. Vai agora ser requalificado. Esperamos que a iniciativa vá muito para além das “quatro linhas”.

Ainda há não muitos anos, era uma zona predominantemente rural, no caminho que leva à foz do rio Zela. Depois, foi lá construída a Cooperativa Agrícola de Lafões e, mais recentemente, a Escola Profissional. Por um daqueles mistérios da nossa história recente, o local foi-se degradando, atingindo mesmo níveis inadmissíveis de desleixo. Quando se começou a falar na construção de novos equipamentos desportivos (piscina coberta, por exemplo), pensámos que se iria aproveitar para arrumar a casa, fazendo ali uma área de lazer, respeitando as características paisagísticas ainda dominantes. Assim não entenderam os responsáveis locais.

Hoje, no meio do verde e do que resta de algumas quintas, num percurso que devia ser uma das imagens de marca da vila, mas para onde se insiste em empurrar uma “expansão” pouco pensada, deparamo-nos com imagens como a que a fotografia ilustra.


Ficamos a torcer para que os 743 mil euros “sem IVA” que constituem o preço base do concurso público para a requalificação das Chãs, tenham a garantia de um projecto válido de arquitectura que respeite as características do meio e vá para além das “quatro linhas”.