Mostrar mensagens com a etiqueta crise do petróleo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta crise do petróleo. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, maio 05, 2010

Um combate que continua a valer a pena

Na sequência de uma reunião realizada com a Rede Ferroviária de Alta Velocidade e com algumas das empresas envolvidas, o executivo camarário de Vouzela defendeu que se dê prioridade ao eixo Aveiro-Salamanca. Esta posição foi justificada com o facto dessa ser a principal porta para a troca de mercadorias com a Europa, de estabelecer ligação com os portos de Aveiro e Leixões e de servir uma região onde não existe opção ferroviária.

Claro que aos argumentos da Câmara, podemos acrescentar outros tantos. Claro que não temos ilusões sobre o peso que a região (e até o país...) pode conseguir na decisão sobre a "alta velocidade". Claro que não basta ver o comboio passar a duzentos e tal à hora para que isso se traduza numa mais-valia para estas terras. Sobretudo, é claro que, no actual contexto, já deve ser tarde para influenciar o final da história. No entanto, mais vale tarde do que nunca e se a posição da autarquia for um impulso para a criação de uma opinião pública local audível e favorável à opção ferroviária, tem o nosso apoio.

Longe de nós pretender solucionar o imbróglio que por aí vai em torno do TGV. Já uma vez aqui divulgámos um estudo de 2003 e outro de 2007, mas a nossa preocupação esteve sempre mais orientada para as "velocidades baixas", as mais adequadas ao ritmo de quem nos visita: defender o comboio como um dos componentes de um plano integrado de desenvolvimento regional; olhar para o futuro, antecipando consequências do agravamento do preço do petróleo e dos problemas ambientais- foi isso que sempre nos animou.

De qualquer modo, fazemos votos para que a "locomotiva" tenha iniciado a sua marcha. Agora é preciso alimentar a "fornalha", acelerar progressivamente "acertando a agulha" com toda a região (todas as forças económicas, sociais, políticas e culturais), fazer deste objectivo um autêntico projecto regional com o necessário grupo de pressão. Já agora, sem construir "castelos no ar" e sem "pôr o carro à frente dos bois", não será disparatado começar a desenhar cenários que nos permitam estar em condições de aproveitar o sonho, caso ele se concretize. Também talvez valha a pena pensar num "plano B", que mantenha o comboio nas prioridades locais, independentemente do TGV (até rima...). Para quem está interessado em percorrer os trilhos do desenvolvimento sustentado, este é um combate que continua a valer a pena.

sábado, abril 17, 2010

Mãe Natureza mete filhos na ordem

" Cerca de 16 mil voos foram cancelados só no dia de hoje na Europa, na sequência do encerramento do espaço aéreo de vários países devido à nuvem de cinza vulcânica proveniente da Islândia". - RTP.


Já fez mais para ultrapassar a crise energética do que todos os governos do mundo...

sexta-feira, julho 04, 2008

Poupar energia

Van Gogh

Os funcionários municipais (city employees) de Birmingham (no estado de Alabama, Estados Unidos), vão ter os seus horários de trabalho semanais concentrados em quatro dias. A medida tem por objectivo responder ao aumento do preço dos combustíveis, e recupera ideias já adoptadas aquando da crise do petróleo dos anos 70. Contudo, calcula-se que as suas consequências vão muito além, permitindo uma significativa redução nas emissões poluentes, uma diminuição do congestionamento do tráfego, etc.

De acordo com os responsáveis locais, os trabalhadores receberam bem a proposta. Na prática, vão trabalhar dez horas diárias durante os quatro dias (mais 2 do que o horário normal), havendo uma rotatividade que garanta o funcionamento dos diversos serviços durante cinco dias por semana.

Outros serviços e outras localidades estão a estudar a adopção dos 4 dias semanais de trabalho (não confundir com o que foi recentemente aprovado em Portugal).

sexta-feira, junho 20, 2008

A malta dá uns toques

Não, não vamos falar da selecção. Mas, tal como no futebol custa ver desaproveitar oportunidades, impedindo a afirmação de talentos indiscutíveis, também nas restantes áreas isso acontece. A malta até dá uns toques, mas...

O vídeo que aqui mostramos, não é novo, mas é nosso. Melhor, é sobre uma criação da Escola Superior de Tecnologia de Viseu, que adaptou um motor eléctrico a um automóvel de série. Numa altura em que o nosso primeiro-ministro discursou para os parceiros europeus sobre as vantagens dessa opção, talvez fosse de explicar porque não arranja maneira de dar força a projectos como este (sim, há mais).

Já agora, que tal adaptar um motor eléctrico àquele comboio de faz de conta que passeia pelo concelho, transformando-o num verdadeiro transporte público que compense as futuras limitações de estacionamento no centro da vila? Enfim, não será um lance de génio, mas sempre são... uns toques.

quarta-feira, junho 11, 2008

Pela estrada fora

Foto: Guilherme Figueiredo

Como se já não bastasse o que nos custa encher o depósito do automóvel, a luta das transportadoras ameaça impedir-nos de o fazer. É em momentos destes que trocávamos uns bons quilómetros de auto-estradas, por uma rede bem estruturada de caminho-de-ferro. Os cientistas fartaram-se de avisar, os ambientalistas (esses lunáticos!!!) também- de nada valeu, nem vai valer. Mal termine o protesto e seja normalizada a oferta de combustível, aí estão mais não sei quantos quilómetros de alcatrão como grande projecto nacional. Da mais modesta freguesia, até ao centro mais populoso, desenvolvimento é sinónimo de cimento e alcatrão. Até à próxima, ou, melhor dizendo, às próximas.

Aliás, essa é das poucas certezas que podemos ter: vão surgir novas dificuldades em encher o depósito do carrinho, seja por causa do preço, seja por limites ao seu consumo. Não é a primeira vez que acontece. Já em 1973 houve restrições à circulação automóvel e já nessa altura se sabia que outras “crises” viriam. Entretanto, uns esqueceram-se, outros fizeram-se esquecidos.

Mas este protesto pode clarificar o conceito de diálogo social do nosso governo. Os professores desceram à rua numa manifestação com 100 mil participantes. Resultado: o governo manobrou com alguns sindicatos e quase tudo ficou na mesma. A CGTP reuniu 200 mil manifestantes protestando contra a precariedade e as alterações na legislação laboral. Resultado: o primeiro-ministro afirmou que os números não o impressionavam. Se houver cedências significativas às transportadoras, a lição só pode ser uma: não chega protestar; é preciso bater forte. Onde dói!