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quarta-feira, junho 17, 2009

Pormenores-III

A ideia começou a ser concretizada em 1914, quando a Comissão Municipal "deliberou que se adquirisse terreno para a praça (...) num ponto central da vila"(1). Mas, fazendo juz à nossa longa experiência em "falta de recursos", em 1927 ainda se andava às voltas com as obras, a partir de um projecto do Arquitecto Raul Lino. Assim nasceu o nosso mercado, ainda em funcionamento, bem no centro da actual Avenida João de Melo.

Para além dos objectivos para que foi pensado, albergou diversas actividades, mantendo-se como um dos mais significativos edifícios construídos em Vouzela no século XX. Hoje, com o primeiro módulo destinado a sede da Associação Empresarial de Lafões, foi "ornamentado" com um desnecessário letreiro luminoso, daqueles "embalados" em tubagem de plástico. Para quem muito depende da imagem, aconselha-se maior atenção aos pormenores. Este é dos tais que destroem os melhores ângulos.

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(1)- in, Vouzela- A Terra, os Homens e a Alma

sábado, julho 26, 2008

Para guardar em local seco-V

Registam-se declarações de Gil Ferraz, presidente da Associação Empresarial de Lafões (AEL), à Gazeta da Beira de 17 de Julho de 2008. Para consumir mais tarde ou para reproduzir em futuras sementeiras:

Falta (...) uma estratégia para a Região; falta (...) articulação entre os agentes locais; falta (...) ligação aos Centros de Saber; falta (...) articulação entre os agentes económicos.

(...)

A ligação das nossas empresas às Universidades, Politécnicos e Centros Tecnológicos é precisamente um dos vectores fundamentais para a actividade empresarial que são prioritários para a AEL. Este vai ser um dos temas fundamentais que vamos desenvolver neste próximo QREN.

(...)

“em termos empresariais e sociais, os três concelhos funcionam muitas vezes como se fossem um só concelho. (...) No entanto se continuarmos com divisões, com a estratégia da “festa da aldeia” (sem desprestígio para nenhuma festa de aldeia), não vamos a lado nenhum. (...) Do meu ponto de vista, era possível ter, a nível da região, um calendário de eventos de qualidade nacional durante o ano.

(...)

A nossa Região, pela sua beleza natural, localização estratégica e capacidade humana, tem enormes potencialidades. É pena que, por falta de articulação entre os agentes de desenvolvimento local, não se consiga fazer muito mais. Acho que aqueles que na Região assumem lugares de destaque, deveriam trabalhar mais em parceria. (...) Do meu ponto de vista, deveríamos deixar de pensar só concelho a concelho e passarmos a pensar na Região de Lafões.