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domingo, outubro 24, 2010

Por quem os ventos sopram

"Ao procurar os accionistas das empresas da “associação de energias renováveis” encontramos todas as grandes empresas energéticas europeias, sozinhas ou em parcerias (E.on, EDF, GDF-SUEZ, Endesa) com algumas empresas nacionais (caso da EDP e da Martifer). Não é difícil perceber que ganhamos mais com a Martifer do que com a EDF, com os seus centros de investigação e produção localizados em França, pois não? No entanto, como a The Economist referia há umas semanas, este mercado prepara-se para ser tomado por uma vaga de aquisições e fusões devido aos cortes nos apoios públicos a este sector. Martifer vs EDF e imaginem quem compra quem. Mais, uma breve pesquisa nos sites destes produtores mostra-nos como a parte mais sensível da tecnologia das turbinas é, nos casos em que consegui chegar à informação (Gerneg, Martifer e EDP Renováveis), alemã e dinamarquesa. Não consegui encontrar nos sites destas empresas quaisquer esforços para desenvolver esta tecnologia. Provavelmente, não é rentável". Nuno Teles, Ladrões de Bicicletas

quinta-feira, março 05, 2009

Ideias simples, simples ideias

Retirado daqui


Por outro lado imaginemos que o Estado decidia que em todas as cantinas de escolas, hospitais, quartéis , prisões mais de 50% dos produtos seriam produtos de época e produzidos a menos de 200 Km de distância (duas típicas medidas a adoptar para uma alimentação mais sustentável). Não falo já de procurar reduzir os produtos processados, sejam eles conservados quimicamente, pelo frio ou de outra maneira qualquer (...)- Ambio.

Pois é. Ideia tão simples que, de certeza, já está na agenda do Conselho de Ministros. Assim como não deve tardar a notícia de que os tais novos edifícios escolares vão ser todos equipados com painéis solares e sistemas de aproveitamento das águas pluviais e de reciclagem das águas residuais. Isto, para já não falar da monitorização da qualidade do ar e da utilização de materiais de construção de reduzido impacto ambiental. Mais: ninguém duvida de que os estímulos à instalação de painéis solares, vão ser alargados a todos os portugueses, esclarecidas todas as dúvidas e, por uma vez, sem suspeitas e trapalhadas afins. E só devem estar à espera do aproximar das eleições para anunciar que todos os edifícios sob a responsabilidade do Estado (ou, pelo menos, os mais usados) vão ser alvo de obras de modo a reduzir o seu consumo de energia. Também já deve estar no bloco de notas do nosso primeiro-ministro, a directiva para que a frota automóvel de todos os serviços seja constituída por viaturas de baixo consumo e passe, obrigatoriamente, a reutilizar os pneus, através da recauchutagem.

Ideias simples, que mexem na Economia, reorientando consumos, estimulando actividades e acrescentando-lhes valor. Ideias simples, que “conciliam” economia com ambiente. Ideias simples, de quem sabe que os exemplos vêm de cima. Talvez merecessem mais do que serem... simples ideias.

quinta-feira, julho 17, 2008

Estava-se mesmo a ver...

Vítor Constâncio falou e disse: é preciso discutir a opção nuclear: Não fosse curta a memória dos homens e de consumo rápido as notícias dos “media” e todos se recordariam de que Durão Barroso já tinha dito o mesmo. Há mais de um ano.

Perante o aumento do preço do petróleo e o agravamento da crise ambiental, exigiam-se medidas mais decididas que combatessem o desperdício, reduzissem o consumo e estimulassem opções alternativas. Ora, entre nós, para além das eólicas de reduzido efeito imediato e de um regulamento para edifícios novos (em vigor desde o início deste mês) de cuja aplicação prática já muitos duvidam, nada se fez. E devia, já que é consensualmente reconhecida a ineficiência energética da maioria das nossas unidades industriais e da nossa construção, não se investe em alternativas ao transporte individual rodoviário e é chocante saber que usamos menos a energia solar do que países como a Áustria ou a Alemanha- se há “pecado” de que o “bloco central” não pode ser acusado, é o de enervar interesses instalados.

Por isso, não causam admiração as declarações de Durão e Constâncio. Estão de acordo com o que defendem enquanto paradigma de crescimento, e contam com o apoio dos que bem sabem que até a morte pode ser uma oportunidade de negócio. Assim a tenham (a oportunidade). Mas... isso depende de nós.

sexta-feira, julho 11, 2008

O carro eléctrico

"(...) tinha a vantagem de ser transporte colectivo, sector que, inexplicavelmente, o governo continua a ignorar".

Nos finais dos anos 70, soube-se que a estação espacial Skylab ia cair na Terra, sendo imprevisível o local. Tratava-se de uma estrutura enorme de não sei quantas toneladas, o que causou alguma apreensão. Consta que, nessa altura, aproveitando o nervosismo dominante, houve uns patuscos que decidiram vender...capacetes anti- Skylab. Parece que fizeram algum negócio.

A leva anunciadora do nosso governo, fez-nos recordar este episódio. Confrontados com o desespero de uma população que passa dificuldades, agravadas pelo brutal aumento do preço do petróleo, eis que o governo tira da cartola uma série de projectos e de promessas, para dar a entender que tem a situação controlada. Capacetes anti-Skylab.

Um dos projectos, foi o do carro eléctrico. Cerimónia pública virada para as câmaras, José Sócrates anunciou o protocolo assinado com a Renault-Nissan . Estes constroem a viatura e o governo compromete-se a criar condições para o carregamento e mudança das baterias do automóvel e garantir benefícios fiscais. Imposto automóvel limitado a 30%, disse José Sócrates e aqui começaram as dúvidas. Porquê 30%, se a lei actual isenta por completo “veículos não motorizados, bem como os veículos exclusivamente eléctricos ou movidos a energias renováveis não combustíveis”?

Depois, para quem, como nós, nem a bateria do portátil consegue ter em condições, essa história da autonomia de 200 quilómetros, mais equipamento especial para mudar bateria que leva, no mínimo, 26 minutos a carregar, fez uma enorme confusão. Não será que se estão a construir aeroportos para a Passarola de Bartolomeu de Gusmão? É que, projectos de viaturas movidas através de energias mais ou menos alternativas, é coisa que não falta. Um desses projectos, até está a ser desenvolvido com o apoio da Câmara Municipal do Porto. Não serve? O governo não sabia? Pode garantir que o protocolo agora assinado é a melhor solução? Tudo parece meio precipitado, sem grande critério, só para mostrar que se faz alguma coisa.

Por tudo isto e até prova em contrário, o único carro eléctrico que nos convence é precisamente aquele com que uns tantos iluminados quiseram acabar, já depois de se conhecerem os efeitos do primeiro choque petrolífero. Além do mais, tinha a vantagem de ser transporte colectivo, sector que, inexplicavelmente, o governo continua a ignorar.

sexta-feira, julho 04, 2008

Poupar energia

Van Gogh

Os funcionários municipais (city employees) de Birmingham (no estado de Alabama, Estados Unidos), vão ter os seus horários de trabalho semanais concentrados em quatro dias. A medida tem por objectivo responder ao aumento do preço dos combustíveis, e recupera ideias já adoptadas aquando da crise do petróleo dos anos 70. Contudo, calcula-se que as suas consequências vão muito além, permitindo uma significativa redução nas emissões poluentes, uma diminuição do congestionamento do tráfego, etc.

De acordo com os responsáveis locais, os trabalhadores receberam bem a proposta. Na prática, vão trabalhar dez horas diárias durante os quatro dias (mais 2 do que o horário normal), havendo uma rotatividade que garanta o funcionamento dos diversos serviços durante cinco dias por semana.

Outros serviços e outras localidades estão a estudar a adopção dos 4 dias semanais de trabalho (não confundir com o que foi recentemente aprovado em Portugal).

sexta-feira, junho 06, 2008

Para guardar em local seco-IV

Ideias de outros que interessa guardar. Para consumir mais tarde ou para reproduzir em futuras sementeiras.

A auto-suficiência que não temos

Os números de auto-suficiência da produção alimentar do país não são brilhantes, excepto no caso do leite e do vinho, em que a produção excede o consumo interno. Entre os cereais, o arroz ainda é aquele onde se atingem taxas mais elevadas, chegando aos 74 por cento. Nos restantes, o panorama é desolador: o trigo situa-se em cerca de dez por cento e o milho em menos de 33 por cento.
(...)
toda a produção animal intensiva depende de rações e, neste caso, o país importa 80 por cento de matéria-prima (cereais) utilizada nesta indústria
-
Público.

Agro-urbanismo

Assistimos ao aumento continuado dos preços de bens alimentares em consequência de um fenómeno de escassez à escala global. As preocupações perante esta nova realidade começam a tomar forma em diversas propostas de modelos de exploração agrícola no território das cidades. De dimensão local ou expressão utópica, vale a pena conhecer o fruto de algumas destas investigações em dois artigos recentes (...)- ler a partir de A barriga de um arquitecto.

Preservação dos lençóis freáticos

Muitas vezes, quando ouvimos falar na contaminação das águas, surge logo a imagem de que algo de grave ocorreu na água que existe à superfície. No entanto, da pouca água doce disponível (aproximadamente 3%), 30% são águas subterrâneas. Na nossa região, as águas subterrâneas são exploradas utilizando poços e furos artesianos, maioritariamente para uso privado. Muitas vezes, esta exploração torna-se abusiva, devido à falta de controlo no que diz respeito à abertura e exploração dos furos, contribuindo para uma diminuição de volume dos aquíferos- Desenvolvimento Sustentado.

Pela preservação do vale do rio Paiva- petição

Somos um grupo de cidadãos mobilizados de forma simples e humilde, empenhados na defesa e preservação do vale do Rio Paiva, classificado como um Sítio de Importância Comunitária (S.I.C.) da Rede Natura 2000, e que abrange os concelhos de Castelo de Paiva, Cinfães, Arouca, Castro Daire, S. Pedro do Sul, Vila Nova de Paiva, Satão, Sernancelhe e Moimenta da Beira.

Os subscritores deste Manifesto lançam um grito de alerta para a necessidade urgente da preservação dos habitats do bacia hidrográfica do rio Paiva, para que todo este Património possa ser entregue aos vindouros em bom estado de conservação (...)- ver aqui, com petição para assinar.

Há países assim

Com campos eólicos enormes, no mar. Há países assim, com a visão e com os recursos para a concretizar.
A partir do Quinta do Sargaçal, chegamos aqui. Para ver como os outros pensam as energias alternativas.

Sinais preocupantes

Richard Corbett, a British Labour MEP, is leading the charge to cut the number of party political tendencies in the Parliament next year (...)- Telegraph, a partir daqui.