quinta-feira, agosto 22, 2013
segunda-feira, novembro 12, 2012
Parque e Ermida do Monte do Castelo
Excelente imagem que tive o grato prazer de adquirir recentemente e que mostra a capela da Senhora do Castelo de um ângulo hoje impossível de fotografar.
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segunda-feira, outubro 15, 2012
Um trecho do parque de Nª. Sª do Castelo
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quarta-feira, fevereiro 22, 2012
Quarta feira de cinzas
Foi recordando o passado que o presidente da assembleia- geral da Sociedade Musical Vouzelense apelou à unidade e iniciativa dos vouzelenses para ultrapassar os obstáculos do presente. Sabe do que fala. Há cerca de seis décadas que acompanha as coletividades locais que só graças ao engenho e à solidariedade dos seus dinamizadores se mantiveram à tona da água. Já por aqui recordamos o espírito que animou os pioneiros da Associação de Futebol "Os Vouzelenses", com objetivos que iam muito para além das quatro linhas. Idêntico exemplo encontramos em todas as outras: poucas ou nenhumas ajudas oficiais, muita vontade coletiva.
Talvez valha a pena recordar um pouco da história do Monte Castelo. Até 1908, não passava de um cabeço despido de vegetação, bem registado em muitas imagens já aqui publicadas. Depois, um grupo de homens decidiu lançar mãos ao sonho e começar a "desenhar" o que hoje lá se encontra. Há registos de trabalhos individuais de construção de miradouros, limpeza de espaços, plantação de árvores. É verdade que a Comissão de Iniciativa, criada em finais da década de vinte, deu um importante impulso à obra, mas o fundamental continou a dever-se à vontade coletiva. Procurem-se os arquivos do "Correio de Vouzela" (antecessor do atual periódico local) e lá encontram o registo de vouzelenses que, na altura, estavam a criar, nos seus quintais, as árvores que constituiram o início da mata. O sentimento de pertença por parte da população era tal que, na década de 50, quando se decidiu transferir a gestão do Castelo para os (então) poderosos Serviços Florestais, ninguém conseguiu calar a revolta, traduzida numa violentíssima polémica que, apesar dos tempos que se viviam, encheu, durante anos, páginas e páginas do "Notícias de Vouzela".
Numa época de imediatismos e de pouca reflexão, talvez valha a pena olhar um pouco para o passado e, com a sua ajuda, encontrar as coordenadas, tentar perceber como outras crises foram enfrentadas através da vontade coletiva que se impôs por entre a selva de interesses das diretivas "oficiais". Porque, tal como hoje, a resolução dos problemas não foi conseguida por um qualquer governo, mas antes... apesar dele.
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Zé Bonito
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sexta-feira, fevereiro 18, 2011
Ermida do Monte Castelo
Pelo que vamos lendo, o Monte Castelo manteve-se um cabeço despido até cerca de 1908. Depois, a iniciativa de muitos foi construindo o que hoje conhecemos, através de caminhos nem sempre fáceis de percorrer. Foi uma verdadeira iniciativa popular que vale a pena ser conhecida. Nem que mais não seja para que se não perca a memória de uma construção colectiva que muitos pensam sempre ter existido, enquanto outros a condenam à rotina de facto consumado, vazio de significado, ao ponto de terem retirado o espaço das Festas que ostentam o seu nome. Na foto, a ermida no início da arborização.
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quarta-feira, junho 10, 2009
Alguém anda a brincar com o fogo
E com esta nos vamos, durante uns dias que reservámos para a nobre posição de "papo para o ar", contribuindo para a redução da "pegada ecológica" do Pastel de Vouzela- só nobres intenções. Até para a semana.
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Zé Bonito
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quarta-feira, março 18, 2009
Mais uma vez, no Castelo
Já alguns leitores nos tinham chamado a atenção para o estado do Castelo, mas quisemos confirmar. Foi o que fizemos no passado sábado e aqui damos conta. Menos grave, mas a merecer, também, atenção, o facto de terem sido destruídas marcas do percurso pedestre.
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quarta-feira, fevereiro 11, 2009
Quando o Zé do Telhado subiu ao Monte Castelo- histórias de uma casa
Quem chega ao largo do chafariz do Monte Castelo e olha em frente, vê uma casa de pedra, meio encoberta pela mata de um verde tão intenso que ali se julga ser a porta que dá acesso ao mundo da lenda. Há quem jure ser aí que, nas manhãs frias de Inverno, quando os escassos raios de sol filtrados pela neblina, reflectem nas gotas de orvalho depositadas na folhagem, se juntam faunos e moiras encantadas, chorando amores perdidos e escarnecendo da cobiça dos homens.
Entrando no terreno mais firme da história recente, sabe-se que o edifício nem sempre teve o tratamento que merecia e o espaço envolvente aconselhava. No entanto, de acordo com aquela espécie de fatalidade que permite aos de fora verem melhor o que está à frente dos nossos olhos, viveu um momento de glória ao ser escolhido para habitação do famoso Zé do Telhado, no filme realizado por Armando do Carmo Miranda. Estava-se nos anos 40 (o filme estreou-se no Coliseu do Porto a 15 de Dezembro de 1945) e o papel principal foi entregue a Virgílio Teixeira.
Por entre quadrilheiros e outros figurantes, vários vouzelenses participaram nas filmagens que aqui recordamos a partir do blogue do cinéfilo Paulo Borges. Esta ligação (clicar aqui) orienta para a cena onde melhor se vê a casa do Castelo, mas muito mais pode ser apreciado a partir da coluna da esquerda e do motor de busca de “Os anos de ouro do cinema Português”.
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domingo, janeiro 13, 2008
Acontece no Castelo
Ao fundo o Monte Castelo: uma mancha florestal que importa proteger, um espaço único que exige cuidados
Não sei o que possa justificar, nem quem é o responsável. Sei que não se faz. Na subida para o Castelo, logo após o cruzamento para o Caritel, toda a encosta do lado direito foi arrasada- é o termo. Todas as árvores cortadas, os restos da lenha deixados ao abandono, a terra solta. Alguém devia estar à espera de um Inverno sem vento e sem chuva. Ou de um milagre.
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sexta-feira, janeiro 04, 2008
“Mostrar Portugal aos portugueses”
"Clicar" nas imagens para ampliar. Estas e muitas mais, aqui
Estava-se em 1930. António Ferro dirigia a revista “Ilustração Portuguesa”, perseguindo o objectivo de “mostrar Portugal aos portugueses”(1). Ensaiava, então, a estratégia que, mais tarde, a partir de 1933, iria aplicar à frente do Secretariado de Propaganda Nacional e que ficaria ligada a iniciativas como a participação nas exposições internacionais de Paris (1937), Nova Iorque e São Francisco (1939), o concurso “A Aldeia mais Portuguesa de Portugal” (realizado em 1939 e onde o concelho de Vouzela marcou presença), a Exposição do Mundo Português (1940).
De acordo com a orientação nacionalista então dominante, procurava-se transmitir uma imagem idealizada de Portugal que sustentasse o pretendido “orgulho português” e adoçasse os olhos com que nos viam do estrangeiro- ao fim e ao cabo, três décadas de democracia não foram suficientes para alterar este fascínio pelo mito.
Foi precisamente António Ferro o autor da ideia. Uma mão- cheia de notáveis, homens da comunicação social, foram metidos num comboio e levados a conhecer o Portugal profundo. Curia, Luso, Bussaco, Aveiro, Vale do Vouga, São Pedro do Sul, Vouzela: “Três dias no Paraíso”. Da viagem, saíram reportagens no Diário de Notícias, Notícias Ilustrado, Eva e Ilustração. São desta última as imagens e as citações que se publicam.
Depois de percorrerem o Vale do Vouga- “três horas de encantamento”- dirigiram-se a São Pedro do Sul. Encontraram o balneário das Termas aberto, mas o hotel fechado. Parece que hoteleiro e câmara andavam de “candeias às avessas”. Manifestaram o seu desagrado, os excursionistas, porque se tratava de “um rincão magnífico do paraíso que o esquecimento turístico aniquilará”. A pressão parece ter resultado, tal como era prometido nos acalorados e obrigatórios discursos que remataram o almoço. E o jornalista adornava: “Em redor, a natureza impressionável e magnânima, desentranha-se em maravilhas alheia às maldades dos homens que a matam com o seu veneno”.
Ainda junto ao balneário, registaram o fascínio pelo Dr. Trinta, director das termas: “Um médico à antiga, bela figura de apóstolo, alegre, bem humorado, enamorado da sua terra e da sua obra. Trinta como este e estava São Pedro na primeira fila das termas peninsulares, que bem o merece!”
Já de regresso a Aveiro, uma paragem em Vouzela onde foram recebidos por uma comitiva dirigida por João António Gonçalves de Figueiredo que teve direito a caricatura. Dirigiram-se ao Castelo- “que não inveja o Bussaco”- e mais uma vez a paisagem a impor-se aos sentidos do articulista: “(...) o mais belo panorama que os meus olhos ainda viram, o rio Vouga no fundo da taça, preguiçoso, o marau, às voltas de capricho. Serrazes a um lado, São Pedro a outro, a cadeia de montanhas, em toda a volta, a recortar o céu magnífico”.
Na despedida, umas taças de Lafões, “vinho fresco, alado, surpreendente (...), um vinho que deve ser, se a minha guela ressequida me não engana, o melhor de Portugal todo (...)”. Parece que estavam trinta e muitos à sombra.
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(1)- in, Dicionário de História do Estado Novo, direcção de Fernando Rosas e J.M. Brandão de Brito, vol. I, 1996, pág. 356
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segunda-feira, maio 21, 2007
Há 75 anos, chegava a água canalizada ao Monte do Castelo
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Zé Bonito
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sexta-feira, janeiro 19, 2007
Do Castelo às águas do Vouga
Foto: Guilherme Figueiredo2. O “esvaziamento” do Centro de Saúde de Vouzela, em proveito das recentemente criadas Unidades de Saúde Familiar, é uma medida difícil de compreender, seja qual for o ângulo por que a analisemos. Na verdade, fica a ideia de que apenas se procuram reduzir despesas imediatas, “atacando” uma terra que se pensa ter reduzido poder reivindicativo, devido ao progressivo decréscimo da sua população. No entanto, também deve ser uma lição, mostrando que é tempo de pensar os equipamentos a uma escala mais alargada, ultrapassando tacanhas fronteiras de “bairro” e encarando a região de Lafões como Amorim Girão a definia: “um todo homogéneo e correspondendo (...) a uma verdadeira região natural”. O ordenamento do território agradece e as vozes das nossas gentes serão mais rápidas a atingir...o coração dos decisores.
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