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segunda-feira, março 04, 2013

Tirem as mãos da nossa água!

Para ver as legendas em português, passe com o rato sobre a parte inferior do filme e, quando aparecer a barra com as diversas opções, clique em "cc".

É um bem essencial e escasso, logo, um potencial negócio de lucro certo e nulos riscos. Num momento de crise como o que vivemos, a pressão para se arranjarem uns "cobres" com a sua privatização é grande, a que a péssima gestão pública, como a que tem sido feita em Vouzela, cria condições favoráveis. Os problemas vêm depois: aumento do preço, dúvidas sobre a qualidade e, sobretudo, um bem essencial e escasso que sai do controlo público. Numa região de muitos recursos mal aproveitados e mal tratados, convém estar alerta e conhecer as teias dum negócio que devemos recusar. Também interessa saber o que sobre o assunto têm a dizer os candidatos à direção do município. Porque, se o governo pode ser despedido ao som da "Grândola", convém começar a pensar no "E Depois do Adeus".

sexta-feira, julho 23, 2010

Metam as barbas de molho!

"Nas contas da SEMA – Associação Empresarial de Estarreja, Murtosa, Sever do Vouga e Albergaria-A-Velha, o tarifário aplicado ao comércio, serviços e indústria representa aumento de custos na ordem dos 100 por cento para água e de 300 por cento no saneamento"- Notícias de Aveiro

segunda-feira, agosto 11, 2008

Ao sabor da corrente

Rio Zela, junto à Foz. Mais imagens, aqui, aqui, aqui , aqui, aqui e aqui

O som da água a correr, por entre o silêncio geral. A frescura de um mergulho num fundão de águas límpidas, daquelas de ver o fundo. Sim, ainda é possível, mas é necessário procurar... e guardar segredo. Talvez por não justificarem inauguração oficial, com nome na lápide e discurso, os nossos recursos hídricos têm sido ignorados pelas "autoridades competentes". Não tardará muito, e isso mesmo será dado como justificação para os privatizar. Aproveite enquanto pode. E proteste.

As imagens que aqui deixamos, são do rio Zela. Rio de montanha, segue o seu curso desde Adsamo, freguesia de Ventosa, até se encontrar com o Vouga, nos limites de Vouzela, sede de concelho que lhe deve o nome (sobre isso se irá falar em próxima oportunidade). Pode ser conhecido, junto à foz, num percurso já aqui divulgado, ou acompanhando o seu leito, rio acima- convém pedir informações.

Pela parte que nos toca, vamos uns dias procurar outras águas, ao sabor da corrente. Por uma vez. Voltaremos antes das vindimas, que se prevêem com bons resultados, ao contrário do ano que aí vem. O Pastel de Vouzela continua com o ritmo próprio da época: devagarinho, para melhor saborear.

quarta-feira, julho 25, 2007

Águas turvas

Há um generalizado consenso sobre a necessidade de aumentar o preço da água, como forma de promover a sua poupança. Salvo melhor opinião, trata-se de pura demagogia, no melhor estilo do fingir que se muda alguma coisa para que tudo fique na mesma. De facto, grande parte do desperdício da água, está no abandono puro e simples dos recursos hídricos, transformados em esgotos a céu aberto ou cobertos de entulho por obras mal planeadas. Ora, a poupança conseguida com o aumento dos valores da factura, limita-se aos recursos usados, não tendo qualquer impacto na recuperação dos restantes. Por outro lado, penaliza duplamente o consumidor individual, obrigado não só a suportar o acréscimo de custos do seu consumo, como o aumento de preços que a medida irá provocar nos diversos bens, em nada contribuindo para alterar métodos de produção.

Paralelamente, percebemos estar em marcha a privatização das águas. Não para já mas, de acordo com o “Público” de 24 de Julho de 2007 (citando o Ministro do Ambiente), depois do Estado “concretizar o investimento de quatro milhões de euros na construção de infra-estruturas de abastecimento”. Se isto não é apropriação privada de mais-valias conseguidas com investimento público, não sei como lhe chamar. Depois, ainda não consegui perceber o que vamos beneficiar com tal privatização, até porque não conheço nenhuma “fatalidade genética” que obrigue uma empresa pública a funcionar pior do que uma privada. O que conheço, são empresas mal geridas. Públicas e privadas. E conheço medidas suspeitas, como as que se anunciam com louváveis objectivos ambientais e que, na realidade, visam tornar mais aliciante um negócio. O das águas. Turvas.