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quinta-feira, novembro 11, 2010

Pensão Marques, antes das alterações dos anos 70

Imagens cedidas por José Augusto Ferreira

Foi uma referência da hotelaria de Vouzela e a última das unidades históricas a fechar as portas: a Pensão Marques. Da sua memória ficou o edifício, ali na Rua Ayres de Gouveia, resultado das obras de ampliação que lhe fizeram nos anos 70. A imagem que apresentamos é anterior. No terraço que aparece em primeiro plano, protegidos pela sombra das videiras, os hóspedes preguiçavam nas tardes quentes de verão ou davam dois passos de dança em matinés que marcaram época.
Escadas que ligavam o terraço às traseiras e edifício visto do lado poente da Rua Ayres de Gouveia.

segunda-feira, julho 09, 2007

Rua de alguma amargura

Primeiro, no sentido ascendente (Nascente), antes da arborização do Monte Castelo, da construção da Ponte do Caminho de Ferro (1ª República) e de todos os edifícios do lado direito da rua (foto publicada pelo Notícias de Vouzela). Depois, no sentido oposto, foto dos anos 30 (Edição da Comissão de Iniciativa), mostrando a Cadeia e Posto da GNR (actualmente, Museu Municipal)

A rua tal como se encontra hoje, vendo-se o edifício da Pensão Marques do lado direito. Ao fundo, o edifício amarelo marca o local onde estava a Pensão Jardim (última imagem, vista do cruzamento com a Avenida João de Melo). O anúncio, foi publicado pelo Notícias de Vouzela, em 1936.

Rua Ayres de Gouveia- é o que diz a placa. António Ayres de Gouveia, filho de Frutuoso José da Silva Ayres (natural de Ventosa), foi professor universitário, parlamentar e Ministro da Justiça entre 5 de Março e 17 de Abril de 1865 e, mais tarde, entre 17 de Janeiro e 27 de Maio de 1892. Bispo de Bethsaída e Arcebispo da Calcedónia, a ele foi dirigida reclamação contra a saída de São Pedro do Sul da comarca de Vouzela (que inicialmente integrava os concelhos de Oliveira de Frades, de Vouzela e de São Pedro do Sul). Sem grandes resultados, diga-se. Mas, para muitos, a rua continuou a ser conhecida por uma das suas características naturais: Rua do Rego. Todos de acordo, só quando se dizia que era onde ficava a Pensão Marques, última unidade hoteleira a resistir aos equívocos das prioridades locais. Alguns metros antes, no cruzamento com a Avenida João de Melo, esteve a Pensão e Café Jardim, edifício bem “esgalhado” pelo Mestre local Guilherme Cosme que, talvez por não ter sido Bispo, nem figurar nos “anais” de uma qualquer academia, não lhe preservaram a obra nem a memória.

Durante anos, a “época alta” passou por esta rua. Com o final da vida do Hotel Mira Vouga, da Pensão Serrano e, antes disso, do Hotel Vouzelense, era aí que se concentravam os turistas, recebidos pela figura imponente, sorriso aberto, da Dona Alice, filha de José Rodrigues Marques (o fundador) que em 1936 anunciava diárias desde 10$00 (5 cêntimos) “no melhor local desta vila”. Piada pronta, conhecimento profundo dos segredos que, em terra de santo, sempre abençoaram os pecados da boca, a Dona Alice criava uma relação familiar com a clientela e fazia da Pensão Marques uma referência. Recebeu prémios nacionais e internacionais e... fechou- para terra com pretensões turísticas, é demasiado grande o cemitério da hotelaria. Resta o edifício à espera que alguém lhe pegue. Com ele, permanecem as últimas esperanças, as nossas, de que alguém por lá encontre um pouco da inspiração de outros tempos e devolva à vila um espaço digno, adaptado ao turista que procura Vouzela e que ela hoje não tem.

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Hotelaria e restauração em Vouzela...




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...em 1949! A população do Concelho rondava os 15 mil habitantes e os anúncios aqui publicados, constavam do programa das Festas do Castelo desse ano. Delicioso o pormenor da promoção do Hotel Mira Vouga, que se auto-intitulava "um dos melhores e mais concorridos" do país. Por sua vez, o Café Sport, que também vendia mercearia e fazendas, garantia que os seus pastéis eram "os verdadeiros", demonstando que, já na altura, a tentação para as "imitações"era grande. Finalmente, uma referência às morcelas doces, "frias ou quentes", promovidas pelo Café Gato Preto, doce regional que caiu no esquecimento.