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segunda-feira, agosto 02, 2010

Locomotiva E124

Digam lá que não é uma foto do outro mundo...


Foto datada manualmente de 10-06-1969, sem referência ao autor (adquirida num leilão).

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Quem se lembra?

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Passei aqui muitas vezes a caminho dos pasteis...

segunda-feira, setembro 21, 2009

De Vouzela para Albergaria...



Esta imagem de Oliveira de Frades foi utilizada em muitas edições de diferentes datas...quem não se lembra quando ía de Vouzela para Albergaria pela estrada do Vale do Vouga e passava neste local?
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segunda-feira, outubro 01, 2007

Linha do Vale do Vouga:uma viagem ao que resta

Aproximava-se o fim. A poucos metros do local de onde foi conseguida esta imagem, está hoje um prédio
(foto de Guilherme Figueiredo)

Não vale a pena perder muito tempo com o assunto: o encerramento da linha do Vale do Vouga foi, na hipótese mais suave, uma tremenda irresponsabilidade; na mais dura, uma vigarice, cuja história há-de ser contada sem poupar nos pormenores sórdidos. Ponto final. O que nos parece ser de realçar é o modo como muitos trabalham para manter a memória viva, publicando estudos, organizando arquivos de imagens e até divulgando petições pela sua reactivação. Todos, lá bem no íntimo, mantêm viva a esperança de que a asneira não seja irreversível. Ao fim e ao cabo, para além do recurso turístico que podia ter sido, o comboio é a melhor alternativa a uma circulação automóvel que o futuro, inevitavelmente, irá limitar.

A construção da linha do Vale do Vouga sucedeu ao projecto de tornar o rio navegável desde Aveiro até São Pedro do Sul. Não tivessem as tropas de Junot invadido o país e talvez a obra fosse concretizada (1).

A verdade é que, depois de muita polémica a propósito do melhor traçado, a data oficial de inauguração da via férrea que nos havia de ligar ao litoral fixou-se a 23 de Novembro de 1908 (troço entre Espinho e Oliveira de Azeméis). Já depois da instauração da República, foi feita a ligação entre Aveiro e a Sernada (Setembro de 1911) e, finalmente, em 5 de Fevereiro de 1914, até Viseu.

A velha linha resistiu às dificuldades de duas guerras mundiais, mas não conseguiu enfrentar o “boom” do automóvel em Portugal (e das empresas de camionagem), nem as exigências de maior velocidade e comodidade. Na verdade, sendo uma linha de via estreita, nunca beneficiou de modernizações significativas e a tentativa de aumentar a velocidade de circulação através de automotoras, revelou-se pouco satisfatória.

Foi isso que deu força à ofensiva favorável ao encerramento, que teve o seu auge nos anos 70. Do mesmo lado da barricada, misturaram-se os argumentos dos que defendiam investimentos para a melhorar e dos que preferiam acabar com ela: que não justificava as despesas, que havia meios de transporte alternativos, que... causava fogos. Em 1972, o comboio era substituído por camionetas da CP, embora isso não fosse assumido como definitivo. A verdade é que, dois anos depois, a 10 de Janeiro de 1974, o Notícias de Vouzela publicava, na sua primeira página, o seguinte desabafo, ilustrado por uma fotografia da estação: “O que irá ser um dia, este terreno enorme, no centro da vila, que foi, durante sessenta anos, estação do caminho de ferro? Porque já não acreditamos que o comboio regresse (...)".

A população nunca se resignou. Logo após o 25 de Abril, há registo de diversas tomadas de posição que obrigaram os governantes a prometerem não só o regresso do comboio como, também, a melhoria das suas condições. Ele voltou, mas nunca melhorou. E íam começar os tempos dourados da construção civil.

A 27 de Dezembro de 1983, setenta e cinco anos, um mês e quatro dias depois da inauguração do primeiro troço da linha, o Vale do Vouga assistiu à última viagem do seu combóio. Na sua obra “Memórias do Vale do Vouga”, o médico Manuel Castro Pereira antecipou: “Novos e difíceis tempos virão, onde a ferrovia tem de desempenhar um papel decisivo de alternativa de transporte de pessoas e bens”. Esses tempos aí estão, apesar dos nossos governantes, nacionais e locais, assobiarem para o lado, na tentativa desesperada de que não nos lembremos de lhes pedir responsabilidades.

Depois de já termos divulgado páginas de fotografias recordando a linha no seu auge, propomos agora uma viagem pelo que existe. São imagens de abandono, de desleixo, da pressa com que alguns “urbanizaram” o espaço. Nós próprios, apesar de termos limitado o estrago, não evitámos construir lá um prédio (erro já assumido pela Câmara Municipal de Vouzela). Mas, numa altura em que alguns discutem o que fazer com as pontes que eram usadas pelo comboio, esta viagem que propomos à estupidez e ao desperdício, é o nosso contributo para que não se agrave a asneira. E para que ela não seja irreversível. Porque, mais cedo ou mais tarde, o comboio vai regressar.

Que a viagem comece (basta "clicar")
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(1)- As referências históricas foram retiradas da obra Vouzela- A Terra, os Homens e a Alma, Vouzela, 2001.

terça-feira, janeiro 30, 2007

Era uma vez, o comboio...

Quero resistir à tentação de “chapar” aqui a lista de recursos imensos que se foram perdendo, por ignorância, por interesse, por falta de ideias. Quero resistir, apesar de saber que vamos aturar o discurso, em pose, de quem finge tirar da cartola a solução para o problema que antes criou, lamuriando pela falta que faz o que, ele próprio, destruiu. Agora, quando a “Mãe Natureza” começa a dar sinais de estar farta de nos aturar e os nossos “responsáveis” vão aprendendo, a custo, as regras da temática ambiental, não devem tardar a acender as “fogueiras” contra o automóvel que promoveram, em prol de um transporte público que nunca protegeram, nem organizaram. Por isso, não resisti. Ao "tropeçar" com algumas páginas de fotografias da antiga linha do Vale do Vouga, não resisti a publicá-las. Para recordar um comboio que já houve e que não se soube aproveitar. Façam o favor do "clicar" aqui e aqui. Era uma vez um comboio...