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sexta-feira, agosto 01, 2008

Quintas verticais


Parece que a ideia surgiu em 1999, na Universidade de Columbia, a partir de um projecto que procurava compreender a relação entre ambiente e saúde (ver aqui). Rapidamente obteve seguidores, quer nos Estados Unidos, quer na Europa, que avançaram mil e uma hipóteses para aumentar a produção local de alimentos frescos. Chamam-lhes “vertical farms”ou “living towers” e integram-se no movimento (já lhe podemos chamar assim) da agricultura urbana.

Não será, pois, por falta de criatividade que sucumbiremos aos problemas e seremos condenados a negociar no mercado negro um qualquer molho de grelos. Mesmo que as ideias nos pareçam mais próximas das nuvens do que bem assentes na terra, como as torres que se apresentam.

Mas, ao passarmos os olhos por estes projectos, ao lermos as preocupações dos seus autores, é impossível não recordar o “nosso” Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles e os seus alertas contra o desenvolvimento suicida das cidades que vamos tendo. Reconheça-se, aliás, a maior consistência das suas propostas, baseadas na relação dinâmica entre rural e urbano, apostando numa ruptura com os modelos dominantes de gestão do território. Talvez por isso, seja mais apelativo imaginar as floreiras cheias de brócolos, ou vaquinhas a pastar na cobertura.

sexta-feira, junho 06, 2008

Para guardar em local seco-IV

Ideias de outros que interessa guardar. Para consumir mais tarde ou para reproduzir em futuras sementeiras.

A auto-suficiência que não temos

Os números de auto-suficiência da produção alimentar do país não são brilhantes, excepto no caso do leite e do vinho, em que a produção excede o consumo interno. Entre os cereais, o arroz ainda é aquele onde se atingem taxas mais elevadas, chegando aos 74 por cento. Nos restantes, o panorama é desolador: o trigo situa-se em cerca de dez por cento e o milho em menos de 33 por cento.
(...)
toda a produção animal intensiva depende de rações e, neste caso, o país importa 80 por cento de matéria-prima (cereais) utilizada nesta indústria
-
Público.

Agro-urbanismo

Assistimos ao aumento continuado dos preços de bens alimentares em consequência de um fenómeno de escassez à escala global. As preocupações perante esta nova realidade começam a tomar forma em diversas propostas de modelos de exploração agrícola no território das cidades. De dimensão local ou expressão utópica, vale a pena conhecer o fruto de algumas destas investigações em dois artigos recentes (...)- ler a partir de A barriga de um arquitecto.

Preservação dos lençóis freáticos

Muitas vezes, quando ouvimos falar na contaminação das águas, surge logo a imagem de que algo de grave ocorreu na água que existe à superfície. No entanto, da pouca água doce disponível (aproximadamente 3%), 30% são águas subterrâneas. Na nossa região, as águas subterrâneas são exploradas utilizando poços e furos artesianos, maioritariamente para uso privado. Muitas vezes, esta exploração torna-se abusiva, devido à falta de controlo no que diz respeito à abertura e exploração dos furos, contribuindo para uma diminuição de volume dos aquíferos- Desenvolvimento Sustentado.

Pela preservação do vale do rio Paiva- petição

Somos um grupo de cidadãos mobilizados de forma simples e humilde, empenhados na defesa e preservação do vale do Rio Paiva, classificado como um Sítio de Importância Comunitária (S.I.C.) da Rede Natura 2000, e que abrange os concelhos de Castelo de Paiva, Cinfães, Arouca, Castro Daire, S. Pedro do Sul, Vila Nova de Paiva, Satão, Sernancelhe e Moimenta da Beira.

Os subscritores deste Manifesto lançam um grito de alerta para a necessidade urgente da preservação dos habitats do bacia hidrográfica do rio Paiva, para que todo este Património possa ser entregue aos vindouros em bom estado de conservação (...)- ver aqui, com petição para assinar.

Há países assim

Com campos eólicos enormes, no mar. Há países assim, com a visão e com os recursos para a concretizar.
A partir do Quinta do Sargaçal, chegamos aqui. Para ver como os outros pensam as energias alternativas.

Sinais preocupantes

Richard Corbett, a British Labour MEP, is leading the charge to cut the number of party political tendencies in the Parliament next year (...)- Telegraph, a partir daqui.