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segunda-feira, dezembro 06, 2010

Foi uma vez, há quatro anos


Mapa turístico dos distrito de Viseu- anos 30 (?)
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Há quatro anos e até parece que foi ontem. Um grupo de pessoas, descontente com o rumo que as coisas levavam em Vouzela, decidiu tentar criar condições para que se reflectisse sobre o concelho e a região, apresentando alternativas àquelas que eram (e continuam a ser) as orientações dominantes. Assim nasceu o "Pastel de Vouzela". No dia 6 de Dezembro de 2006, o nosso Manel Vaca dava o mote do que por aí temos escrito, retirando as lições da "sabedoria das pedras", mas privilegiando, sempre, "os homens". Histórias de amor, enriquecidas pela chegada de novos amigos, mas também com a dor de os vermos partir. Alguma coisa mudou no "Pastel de Vouzela" ao longo destes quatro anos. Pouca mudou em Vouzela. Por isso, o descontentamento inicial mantém-se. Os nossos objectivos, também. O nosso sincero agradecimento a todos quantos nos têm acompanhado.
A equipa do Pastel de Vouzela

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Início

Largo da Feira e Igreja Matriz

É uma espécie de início. Um quase “antes de tudo”. A imagem foi conseguida por volta de 1910 no que era o Largo da Feira, antes da construção da Ponte, antes da construção do Mercado, antes do Palácio da Justiça, antes do desenho do Parque da Senhora do Castelo, antes de... tanta coisa que simboliza a Vouzela dos nossos dias. Foi a partir daqui que se foi fazendo obra do sonho de muitos, num equilíbrio constante entre o edificado e o natural, entre as necessidades quotidianas dos seus habitantes e a consciência da importância da atracção turística. Tinha-se noção da delicadeza do espaço e dos riscos das intervenções excessivas. Vouzela, tal como o seu pastel, é um folhado fino que não está ao alcance de qualquer dente.

Foi precisamente há um ano que o nosso Manel Vaca inaugurou o espaço deste “Pastel”. Era quarta-feira e, talvez influenciado pelo mau tempo que se fazia sentir, foi directo ao “recheio”, que é como quem diz, à alma das coisas. Dava-se corpo a uma ideia simples, com o objectivo de reflectir sobre Vouzela e a região em que se insere. Sobre as “pedras” e sobre os homens. Pastel de Vouzela porque nada melhor para simbolizar a elegância de tudo quanto a “Mãe Natureza” nos legou e que alguns souberam enriquecer. Outros não. A causa continua a valer a pena, mas o objectivo está longe de ser alcançado. Agradecemos aos que nos têm acompanhado e garantimos “fornadas” para muitos mais. Use e abuse.

sábado, dezembro 09, 2006

Sai uma caixa de dúzia!

O segredo está no folhado. Finíssimo, estaladiço, só os “eleitos” o sabem fazer e poucos o sabem comer. Exige dentada firme, noção de medida, paladar apurado, tempo. Os pasteis genuínos não se encontram em áreas de serviço, ou ao virar da esquina. É preciso procurá-los e merecê-los. Em Vouzela.

Mas, há os que se atrapalham com o folhado, que até o sacodem, lambões, indo direitos ao recheio. Para esses, aconselhamos a Bola de Berlim. Com creme. Também há quem gostasse de ver o Pastel de Vouzela transformado noutra coisa qualquer. Talvez, até, com cobertura de morango, ou encimado por uma rodela de kiwi. Um “pedaço” do tipo “faça você mesmo”, à disposição numa qualquer prateleira de supermercado em embalagens de celofane. Desses não temos, nem queremos. No pastel e em Vouzela, interessa-nos o que têm de único, de diferente. Pedras, flores, pessoas. Interessa-nos o verde da paisagem, a leveza das águas, o som do silêncio, a frontalidade das gentes. E o finíssimo folhado, claro- é esta a riqueza de Vouzela. O resto não passa da mediocridade dos adoradores de “donuts” e de “Reboleiras” universais.

O espaço que hoje abrimos, está à disposição de todos os que queiram reflectir sobre Vouzela e a região de Lafões. Não pretende ser isento- tomamos partido, sem rodeios ou cedências- mas respeita (quase) todas as opiniões. À mesa, vai sentar-se gente que conhece Vouzela e dela usufruiu plenamente. Gente que experimentou os rios, o espaço livre, que aprendeu com as pessoas. Mas gente que tem assistido ao progressivo domínio dos fãs do folhado de microondas, das urbanizações canhestras, dos que se envergonham do seu passado rural. O “Pastel de Vouzela” está disponível para reflectir sobre tudo isso, com dentada firme, mas aberto a outros paladares, até porque não recusamos um “caladinho”, uma fatia de folar ou um caçoilinho. Quem for servido, que faça o favor de se sentar. A conversa vai começar. Com Vouzela em fundo, já que, apesar de todas as asneiras de que tem sido vítima... continua linda!

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Da Feira ao Monte cavalo

Nestes limites acontece Vouzela.Do concelho se falará por não menos importante.
Importa reter que em Vouzela a sabedoria das pedras é tanta que dos homens pouca história reza,mas reza...e é tambem dessas histórias de amor e preconceito,orgulho e inveja,sensibilidade e maledicência ,bem como todos os titulos de filmes com drama ,que o vosso manel vaca vai tentar dizer,mais sobre o amor e traição claro ,pois sempre fizeram parte do imaginário vivido e muito vivenciado de entre a feira e o monte de cavalo.
Lá iremos ...Beijos do manel