segunda-feira, outubro 14, 2013
quinta-feira, outubro 10, 2013
"Portugal tem a maior área de eucalipto plantado de toda a Europa"
"Se considerarmos além disto que a previsão atual é de que a temperatura
no país possa subir até 10ºC nos próximos 75 anos e que o mercado
mundial do papel está em declínio, ficam perguntas: qual é o objetivo de
tudo isto? Porquê um eucaliptugal, um portugalipto? Quem ganha com este
ecocídio
? E quando é que vamos deixar de vez de aceitar que espezinhem o nosso
direito universal a um ambiente saudável? Quando já não houver?", João Camargo, Visão (ler mais).
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Zé Bonito
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segunda-feira, outubro 07, 2013
sábado, outubro 05, 2013
quarta-feira, setembro 25, 2013
Contra os mitos marchar, marchar!
Tempos houve em que o homem acreditou ser a Terra o centro do universo
Prometemos não interferir na campanha eleitoral e vamos cumprir. No entanto, o "calor do debate" tem dado eco a uma série de ideias feitas, de mitos, que podem provocar estragos caso alimentem a ânsia populista do voto fácil. Parece-nos, pois, necessária, uma chamada de atenção, sem referir concretamente qualquer das candidaturas, sem termos a ilusão de conseguir alterar o que quer que seja, mas deixando registo para... memória futura.
A que ideias feitas nos referimos? Fundamentalmente, a duas: zonas industriais são a solução para aumentar a oferta de emprego e promover o desenvolvimento; criar zonas de expansão na vila de Vouzela é a solução para evitar a saída de jovens. Vamos por partes.
Zonas industriais: a solução?
Limitando-nos à informação disponível na página da Câmara Municipal de Vouzela (procurar em Planeamento/Parque Empresarial) que está muito desatualizada, o que é que concluímos? Na zona industrial do Monte Cavalo, há 13 lotes desocupados em 33 possíveis. A de Campia tem 12 lotes ocupados. Sobre os últimos espaços não há informação disponível, mas lemos no Notícias de Vouzela que a de Vasconha (Queirã), vai oferecer 20 lotes e vai custar um milhão e trezentos mil euros, beneficiando de um financiamento comunitário de um milhão de euros.
Que podemos concluir de tudo isto? Num concelho com 10540 habitantes e que beneficia de excelentes vias de comunicação, esta oferta, com este nível de investimento, devia ter entusiasmado muitos jovens, atraindo-os ou, pelo menos, impedindo a sua saída. Não entusiasmou! Se olharmos para as áreas de negócio das empresas instaladas, percebemos que se relacionam, maioritariamente, com setores que atravessam crises graves (construção), que estão muito dependentes do mercado local (reparações automóveis) ou que pouca articulação têm com outras áreas económicas da região, nomeadamente as que necessitamos de recuperar. Quer isto dizer que a oferta de emprego é limitada, quer no número, quer nas áreas, quer nas perspetivas de futuro. Claro que as empresas não têm culpa alguma. Mas a verdade é que se está a fazer um investimento significativo de modo desordenado, sem obedecer a qualquer plano estratégico para o concelho. É o preço a pagar pelo dogma de que o poder local não deve interferir no funcionamento da economia (o que, ainda por cima, é falso).
Os jovens saem de Vouzela porque não há casas disponíveis?
Mas, talvez o problema esteja na falta de habitação e centenas ou milhares de jovens não consigam encontrar uma única casa vaga na vila. Assim de memória e num rápido passeio pelas ruas de Vouzela, encontram-se casas à venda ou espaços desocupados e a exigirem intervenção urgente no Largo da Feira, na Avenida João Ramalho, na Sidónio Pais, Ayres de Gouveia (para venda e para alugar), Rua de São Frei Gil, Morais de Carvalho, várias no percurso entre esta rua e o Largo do Convento (onde também há), no bairro da Senra, Praça da República, Mousinho de Albuquerque e na Avenida João de Melo. Arriscamos dizer que não há rua na vila de Vouzela onde não apareça uma oferta para venda ou um espaço desocupado a exigir intervenção. Se quisermos alargar a pesquisa a Fataunços, Vilharigues ou até Ventosa, a oferta que encontramos entre casas, terrenos e quintas, assusta, pelo que revela sobre eventuais dificuldades financeiras dos proprietários e, sobretudo, sobre a vontade de abandonar a terra.
Claro que sempre que avançamos com esta lista, respondem-nos que a maior parte da oferta é constituída por edifícios antigos a necessitarem de obras e "é mais caro restaurar do que construir ou comprar novo". Reconheça-se que este argumento ultrapassa as fronteiras regionais e pode ser ouvido do Minho ao Algarve. Só que precisamos de pensar nos seus fundamentos, já que se limita a ser uma especificidade portuguesa, recusada por essa Europa fora onde sempre foi dada maior atenção ao restauro do que á construção. É que, talvez tenhamos que nos confrontar com mais uma triste consequência do modo como, durante anos, se deu rédea solta à especulação imobiliária, criando perversões no setor da construção. Porque, como já alguém disse, "hoje, em Portugal, é fácil amontoar tijolos. Difícil é encontrar um bom pedreiro". E nós até somos de uma região com tradições no trabalho da pedra... Queremos ou não continuar a sê-lo?
Resumindo e concluindo: se querem contribuir para a resolução dos problemas sentidos pelos vouzelenses, enfrentem os verdadeiros e não se refugiem em "mitos" e desculpas fáceis.
"Nunca devemos admitir senão aquilo que a razão nos mostra como evidentes; em caso algum podemos aceitar o que nos é imposto pela nossa imaginação ou pelos nossos sentidos. (...) Não devmos pensar que o Sol tem, de facto, o tamanho com que o vemos"
- René Descartes, Discursos do Método, 1637
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sexta-feira, setembro 20, 2013
Crónica do tempo que passa
Cruzeiro Seixas/ Santiago Areal
"Por graça, costumo dizer que essa chávena é o retrato de todos nós. Tem a asa para dentro e nós, infelizmente, também (...). E há algumas pessoas que nem asas para dentro têm".
- Artur Cruzeiro Seixas, in Jornal de Leiria, 19 de Setembro de 2013
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quinta-feira, setembro 12, 2013
Foi você que falou em "pretensões turísticas"?
Foto de Ângela Carvalhas
"Esta perspetiva, gostam? Há quem fale da paisagem, património, planeamento... Eu fui brindada com este acrescento paisagístico. Um mimo! Adoro o campo!"- Ângela Carvalhas no Facebook.
É um problema antigo e, por isso mesmo, ainda mais irritante: passeamos pelos locais mais interessantes, escolhemos os melhores ângulos para uma fotografia e... lá está o diabo de um fio elétrico a estragar a composição. Às vezes, até a instalação toda! Não, não somos saudosistas dos lampiões de carbureto. Apenas sabemos haver alternativas mais de acordo com as pretensões turísticas de Vouzela.
É um problema antigo e, por isso mesmo, ainda mais irritante: passeamos pelos locais mais interessantes, escolhemos os melhores ângulos para uma fotografia e... lá está o diabo de um fio elétrico a estragar a composição. Às vezes, até a instalação toda! Não, não somos saudosistas dos lampiões de carbureto. Apenas sabemos haver alternativas mais de acordo com as pretensões turísticas de Vouzela.
O "obelisco" que mostramos na imagem, foi colocado a norte, cortando, sem dó nem piedade, uma belíssima mancha verde ainda ocupada por algumas quintas que, num passado não muito longínquo, constituíam parte importante da cintura agrícola da vila. Não é o caso mais chocante. Apenas é o mais recente. É verdade que se trata duma zona já bastante maltratada. Mas também o é que o objetivo não pode ser dar asas à asneira em tudo o que saia do que administrativamente foi batizado de "centro histórico". Antes pelo contrário.
Num momento em que se avança para uma eleição para a autarquia local, gostaríamos de saber quem é que, de facto, já percebeu que, mais do que defender "centros históricos", esta vila e grande parte do concelho é, no seu todo, um conjunto histórico que tem que ser cuidado e preservado nos mais pequenos pormenores. E os responsáveis locais da EDP ou da REN, ou do raio que os parta, têm que perceber isso. Para que, de uma vez por todas, as tais "pretensões turísticas" sejam mais do que palavras de circunstância.
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Zé Bonito
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