segunda-feira, julho 01, 2013
terça-feira, junho 25, 2013
Isto também nos diz respeito: Iniciativa cidadã europeia faz recuar privatização da água
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Zé Bonito
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segunda-feira, junho 10, 2013
Estratégias de propaganda
Foi aí que sobressaiu o engenho do velho republicano. A campanha decorreu num mês de Maio que a memória regista mais fresco do que o normal. Mas falamos de um tempo em que a perceção das distâncias dependia da força das pernas e os cães investiam sobre mensageiros que se aproximassem dos portões das propriedades, fossem carteiros ou propagandistas do regime. Ora, é saber antigo que o vinho mata sede, dá forças e arriba o ânimo. Conhecedor de gentes e costumes, o senhor Augusto tratou de encher o copo, mal avistou o homem da propaganda à porta da loja. Deve ter ido de um trago, adornado com estalo de língua e pancada firme no tampo do balcão. "Bote outro"! Claro que sim. E mais outro e ainda outro, estimulados pela frescura do vinho e por conversa animada. Nada de política. Talvez futebol e do nacional, porque os locais tinham ido levar seis a Vale de Açores, o que não era assunto que se quisesse. E o homem da propaganda lá foi esvaziando um atrás do outro, animado pelo verbo solto e pelos calores que começava a sentir. Tirou o casaco e atirou-o para cima do balcão. "Olhe que o suja. Dê-o cá que lho penduro em local seguro". E assim fez, o senhor Augusto, levando-o para o fundo da loja, aproveitando para trocar os panfletos da distribuição, por outros a favor do general. Missão cumprida, o homem da propaganda lá foi despachado à sua vida. A propaganda foi entregue, mas a mensagem era outra.
De muito do que então se passou, reza a História. Com a oposição impedida de controlar o escrutínio, Américo Tomás foi declarado vencedor com mais de 70% dos votos. Nem Salazar acreditou, apressando-se a mudar o sistema eleitoral para a presidência da república. Humberto Delgado foi, a partir de então, um pesadelo que perseguiu o ditador. Do que poucos souberam, foi do contributo de uns tantos copos de verde, fresco e do engenho de Augusto Lourenço Ferreira.
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Zé Bonito
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segunda-feira, maio 20, 2013
As sementes... do futuro
Não experimentem lá em casa, mas podem ter a certeza de que, quando alguém se está a afogar, dificilmente presta atenção às características da vegetação das margens. Náufragos que somos, nestes tempos de águas agitadas e correntes fortes, sem referências nem boias de salvação, esbracejamos tentando manter a cabeça à tona, esgotados. Mas, algo se passa nas margens. Não estivéssemos demasiadamente cansados e perceberíamos o riso de gozo de quem parece deliciar-se enquanto nos afundamos.
Já em 1984 a FAO calculava a perda da biodiversidade agrícola em todo o mundo, em cerca de 75%. "Até os anos 70, quando a agricultura industrial tomou o globo, cada espécie de planta tinha milhares ou mesmo centenas de milhares de variedades, nalguns casos cultivadas só por uma família. Na altura na Índia existiam perto de duas centenas de milhares de variedades de arroz. Hoje, apenas quatro variedades de arroz alimentam a maioria da população humana e na Índia estima-se que sobrem talvez 10% das variedades tradicionais" (Quercus). Se, durante algum tempo, tudo resultou do poder económico das grandes empresas e do modo como dominaram o mercado, a regulamentação que se anuncia representa uma clara interferência da União Europeia, tomando partido e assumindo um frete ao lado mais forte desta contenda.
Mas, há mais. Acrescentem-se as manobras pouco claras em que Bruxelas tem entrado para promover a privatização da água, veja-se a regulamentação já existente sobre diversas espécies, recordemo-nos do que esteve quase, quase quanto aos pesticidas e facilmente concluímos que a tal bandeira em prol do "comércio livre" foi remetida para a dispensa da história e que a União Europeia está apostada em facilitar uma monumental concentração de riqueza nos "bolsos" de alguns grupos e de alguns países. E quando lhe disserem que os sacrifícios que lhe estão a exigir são "inevitáveis"; que a privatização das "jóias da coroa" são caminho obrigatório para pagar a dívida... pense nisto. Não querem discutir o "pós-troika"?
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Zé Bonito
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segunda-feira, maio 06, 2013
O homem dos trocos
Andava o mundo às avessas lá pelos idos de 40, quando um metal trouxe uma súbita ilusão de abundância a tempos de fome e de medo: o volfrâmio. As carências no mais elementar, conviviam com o exibicionismo dos que acendiam charutos com notas de conto; as angústias da guerra e do racionamento contrastavam com o desfile de enfeites de ouro e automóveis de encher o olho.
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quinta-feira, maio 02, 2013
A vitória das abelhas
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Zé Bonito
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terça-feira, abril 23, 2013
Festas do Castelo de 1956
Cuidadíssimo booklet publicitário relativo às Festas do Castelo de 1956. Na época em que tudo se fazia mais devagar, até estas publicidades eram feitas com um carinho especial, "encadernadas" uma a uma com um cordão com as cores da vila. Tive a sorte de um dos 1500 exemplares com 20 páginas (incluindo capa e contracapa) ter chegado às minhas mãos em excelente estado de conservação.
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CP
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