segunda-feira, novembro 05, 2012
sábado, novembro 03, 2012
Uma angústia que vai crescendo...
"Sabem, recordo bem a minha/nossa Feira de Oliveira, esse espaço nobre de
trocas e de negócios, de conversetas e convívio, e ponho-me a olhar para
as carteiras dos Adelinos e Carvalhos do Porto, que ali vinham comprar
vitelas, vacas e afins. E enchiam comboios e vagões dessa gadagem, que
dava riqueza e conforto familiar às nossas gentes. (...)
Hoje, quando mataram, por estupidez da ASAE desses tempos, as galinhas
de ovos de oiro de nossos produtores-agricultores, apenas temos moedas. E
a Feira, até ela, está a morrer. Tal como nós.
É por isto que abri este Blogue com medo de começar a escrever. E o que
disse? Nada de jeito.
Apenas que até a esperança me está a fugir... E, ao vê-la partir, fico
mais angustiado. Muito mais do que há tempos. Quais? Não digo..."
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Trinta e três
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segunda-feira, outubro 29, 2012
Essa já é velha
Uma indústria de calçado desenvolveu um projeto de exportação de sapatos para a Índia. Mandou dois dos seus consultores a pontos diferentes do país para fazerem as primeiras observações do potencial daquele futuro mercado. Depois de alguns dias de pesquisas, um dos consultores enviou um mail para a administração da empresa com o seu parecer: "Senhores, cancelem o projeto de exportação de sapatos para a Índia. Aqui ninguém usa sapatos." Poucos dias depois, o segundo consultor também envia sua opinião: "Senhores, tripliquem o projeto de exportação de calçados para a Índia. Aqui ninguém usa sapatos, ainda!"
Moral da História
• Aquilo que para uns é um obstáculo intransponível, para outros é uma excelente oportunidade.
• Veja sempre para além das aparências. Não lhe está a escapar nada? • O que é que outros vêem que você não está a ver?
São histórias como esta que podem ser lidas no livro de Carlos Pereira, o "nosso" CP, a ser lançado dia 31 de Outubro no Salão Paroquial de Felgueiras. Dele habituámo-nos às fantásticas imagens de Vouzela (e Lafões!) que por aqui tem divulgado. Dele podemos, agora, ficar a conhecer outro tipo de "imagens" que, com aquela ironia tão nossa, nos permitem ver para além das aparências. "Essa já é velha!- 200 histórias com moral".
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Zé Bonito
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segunda-feira, outubro 22, 2012
sábado, outubro 20, 2012
Caia!
"O meu país está de rastos.
Quero levantá-lo mas sou pequenino e fracote.
Mas, isso é certo, assim não podemos continuar. Às vezes, pensava: antes
um mau Orçamento que Orçamento nenhum. Com a amostra deste, que se
lixe: nem o posso ver, nem ouvir falar dele. Logo, que caia antes de nos
fazer cair, ainda mais, a nós..."
- Frei do Gozo , Desesperado
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Trinta e três
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quarta-feira, outubro 17, 2012
Agora é uma questão de dignidade!
"A proposta final do Ministério da Justiça para a reforma
judiciária retira da lista de encerramentos cinco tribunais, com a extinção de
49, contra os 54 inicialmente previstos.
O ministério de Paula Teixeira da Cruz decidiu manter os
tribunais de Valpaços, Almodôvar, Nelas, Sátão e Vila Nova de Foz Côa, nos
distritos de Vila Real, Beja, Viseu e Guarda, de acordo com a proposta de
reorganização a que a agência Lusa teve acesso"- dnotícias.pt.
Pelos vistos, de pouco vale "ir a despacho". Apesar das esperanças depositadas pelo presidente da Câmara de Vouzela na conversa mantida com a ministra da Justiça, a verdade é que a proposta final para a reforma do sistema judiciário, mantém o encerramento dos tribunais de Vouzela e de Oliveira de Frades. Caso avance esta reorganização, teremos por estas bandas "secções de proximidade" que se descrevem como "locais de atendimento ao público, prestado por oficiais de
justiça, com acesso integral ao sistema de informação do tribunal (...)".
Nem vamos falar em questões técnicas jurídicas de que já outros falaram com mais conhecimento, nem sequer dos fundamentos históricos que justificam a existência do nosso tribunal. Agora, temos que falar, apenas, da nossa dignidade. Da dignidade de um povo que tem visto serem-lhe retiradas as condições básicas da existência, obrigado a pagar para circular nas estradas a que o limitaram, impedido de desenvolver as suas tradicionais atividades económicas, violentamente afastado dos serviços que lhe podiam dar alguma segurança e conforto. Falamos da dignidade de um povo que querem expulsar das suas terras, condenando-o a umas quantas assoalhadas num qualquer subúrbio ou aos serviços de assistência, onde o "preço" do cidadão fica mais barato. Qualquer encerramento de serviços, na situação atual de crise violentíssima, de acelerado despovoamento e envelhecimento, tem que ser entendido como um ataque à nossa dignidade.
É cada vez mais evidente que as medidas que têm sido tomadas, têm como único objetivo aumentar a coleta, sem resolver um só dos problemas estruturais que nos trouxeram à triste situação presente. Se por um qualquer milagre a crise acabasse amanhã, continuávamos sem uma agricultura que garantisse, sequer, as reservas estratégicas nacionais; continuávamos sem indústria; continuávamos um dos países com mais elevados índices de corrupção da Europa. Mas é no meio deste desvario generalizado que se lembram de amealhar umas moedinhas encerrando os poucos serviços que ainda por aqui fixam gente e atenuam a dureza do quotidiano.
Há quem adiante que os encerramentos de tribunais são o ensaio para uma reforma territorial que pode culminar na extinção de concelhos. Com a autoridade que reivindicamos do facto de defendermos a criação do concelho de Lafões, afirmamos que qualquer reordenamento territorial tem que obedecer a fundamentos históricos, geográficos, etnológicos e sempre com o aval do povo que lhe vai dar conteúdo. Excluem-se destes critérios, as "cunhas", o clientelismo e as soluções pré-fabricadas e impostas. Por isso falamos de dignidade.
Quando a notícia do encerramento do tribunal começou a circular, logo houve quem comentasse no Facebook: "O povo de Vouzela é sereno. Se isso fosse em S. Pedro rolavam cabeças de certeza"! É o velho mito dos "brandos costumes". Por aqui recorda-se que, há apenas umas décadas atrás, muitos dos processos que corriam no tribunal de Vouzela eram por agressões à sacholada na sequência de querelas de partilhas de água. Mas, apesar de nos estarem a tirar o líquido vital da nossa dignidade, preferimos recordar a atitude digna da Comissão Administrativa que, em 11 de Julho de 1927, em plena ditadura, recebeu a notícia da então extinção da Comarca: demitiu-se! Ficamos a aguardar a atitude dos nossos eleitos atuais e nem sequer lhes recordamos as "responsabilidades no cartório". Apenas pretendemos que não se esqueçam do que, agora, está em causa: a nossa dignidade!
Quando a notícia do encerramento do tribunal começou a circular, logo houve quem comentasse no Facebook: "O povo de Vouzela é sereno. Se isso fosse em S. Pedro rolavam cabeças de certeza"! É o velho mito dos "brandos costumes". Por aqui recorda-se que, há apenas umas décadas atrás, muitos dos processos que corriam no tribunal de Vouzela eram por agressões à sacholada na sequência de querelas de partilhas de água. Mas, apesar de nos estarem a tirar o líquido vital da nossa dignidade, preferimos recordar a atitude digna da Comissão Administrativa que, em 11 de Julho de 1927, em plena ditadura, recebeu a notícia da então extinção da Comarca: demitiu-se! Ficamos a aguardar a atitude dos nossos eleitos atuais e nem sequer lhes recordamos as "responsabilidades no cartório". Apenas pretendemos que não se esqueçam do que, agora, está em causa: a nossa dignidade!
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Zé Bonito
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segunda-feira, outubro 15, 2012
Um trecho do parque de Nª. Sª do Castelo
1920's
Edição de Dias & Irmão
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CP
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