segunda-feira, maio 16, 2011
quinta-feira, maio 12, 2011
Quem dá uma moedinha para comprar a Casa das Ameias?
A Casa das Ameias volta a ser notícia. Em abril de 2009, após uma vistoria dos serviços técnicos da Câmara, concluiu-se serem necessárias obras "para evitarem a ruína do imóvel". Em 2010, foi elaborado um projeto de intervenção que se previa estar concluída no inverno desse ano. Agora, tudo continua na mesma porque, de acordo com declarações do presidente Telmo Antunes, não conseguem notificar todos os "potenciais interessados na herança", já que... "os herdeiros não (...) fornecem os nomes e as moradas". Bom, deitando mão aquele otimismo tão português a que se recorre nas desgraças, temos que reconhecer que as coisas podiam ser piores. Se os "herdeiros" tivessem dado moradas e números de telefone falsos, lá se fartava a Câmara de gastar dinheiro em selos e chamadas inúteis.Mas, respondendo ao apelo feito pelo presidente da Câmara para que os munícipes deem ideias que permitam poupar dinheiro, aqui deixamos uma para, de uma vez por todas, se resolver o problema da Casa das Ameias: lançar uma subscrição pública para a sua aquisição (com valor razoável, descontando as obras feitas, claro está). O tradicional espírito solidário dos vouzelenses são garante do sucesso da iniciativa e a resistência demonstrada pelas paredes do edifício garantem-lhe tempo suficiente para a sua concretização. Não há pachorra!
Publicada por
Zé Bonito
à(s)
17:25
5
comentários
segunda-feira, maio 09, 2011
domingo, maio 08, 2011
quinta-feira, maio 05, 2011
"Troicas" e baldrocas: sobre a concentração das freguesias
Gostamos de ver a corrida para a fotografia dos dirigentes dos principais partidos, apressando-se a reclamar a autoria de muitas das medidas agora apresentadas pela “troica”. Em tempos de alguma falta de memória, é importante que se registe a quem pedir satisfações. Uma das propostas tem que ver com a organização administrativa do País, tentando reduzir-lhe os custos através da concentração de aparelhos. Já aqui (e aqui) falámos do assunto que, segundo tudo indica, vai obrigar a reduzir o número de concelhos e de freguesias. De facto, há muito que se falava nisto, embora fosse interessante ouvir os autores explicarem como é que, durante anos e anos, andaram a inventar "promoções administrativas" de localidades, sem qualquer critério ou vantagem para as populações. Mas, provavelmente, já ninguém se lembra. É o tal problema da falta de memória.
Da unificação dos concelhos não nos parece que venha mal ao mundo, já que, muitos deles, foram criados sem grande critério. Falta saber se a coisa se vai limitar a uma espécie de montinhos de áreas territoriais a pedido que, mais tarde ou mais cedo (como já tantas vezes aconteceu), vão acabar por justificar aparelhos administrativos iguais aos ou maiores do que os atualmente existentes (eles não conhecem o "engenho" dos nossos profissionais da coisa pública....).
Mas, no que às freguesias diz respeito (e salvo melhor opinião), perde-se uma excelente oportunidade para estimular a participação cívica, eliminando algumas das perversões da atual estrutura das autarquias locais e garantindo, na mesma, a desejada redução dos custos. De facto, em vez de nos escandalizarmos pelo pequeno número de "eleitores" (é assim mesmo que nos chamam, fugindo-lhes a boca para a verdade) de algumas delas, devíamos tentar saber se essa não é, precisamente, a via que torne possível transferir algumas decisões diretamente para a população, eliminando os gastos com representações. Em unidades territoriais de pequena dimensão, todos os problemas são conhecidos por todos e todos têm uma noção das prioridades. Ora, mecanismos como os do orçamento participativo e do referendo local, podiam ser usados para transferir decisões para aqueles que delas mais diretamente vão beneficiar.
Quando os gregos inventaram a democracia, é verdade que a limitaram a um só grupo social (os cidadãos), excluindo mulheres, estrangeiros e escravos. Mas também é verdade que se organizaram de modo a que qualquer participante nas assembleias pudesse ser chamado a assumir responsabilidades, situações havendo em que a escolha era feita por sorteio. Hoje, a Grécia é muito citada para nos mostrar o que, provavelmente, nos reserva o futuro. Talvez não fosse mau aprendermos mais um pouco com o seu passado.
Da unificação dos concelhos não nos parece que venha mal ao mundo, já que, muitos deles, foram criados sem grande critério. Falta saber se a coisa se vai limitar a uma espécie de montinhos de áreas territoriais a pedido que, mais tarde ou mais cedo (como já tantas vezes aconteceu), vão acabar por justificar aparelhos administrativos iguais aos ou maiores do que os atualmente existentes (eles não conhecem o "engenho" dos nossos profissionais da coisa pública....).
Mas, no que às freguesias diz respeito (e salvo melhor opinião), perde-se uma excelente oportunidade para estimular a participação cívica, eliminando algumas das perversões da atual estrutura das autarquias locais e garantindo, na mesma, a desejada redução dos custos. De facto, em vez de nos escandalizarmos pelo pequeno número de "eleitores" (é assim mesmo que nos chamam, fugindo-lhes a boca para a verdade) de algumas delas, devíamos tentar saber se essa não é, precisamente, a via que torne possível transferir algumas decisões diretamente para a população, eliminando os gastos com representações. Em unidades territoriais de pequena dimensão, todos os problemas são conhecidos por todos e todos têm uma noção das prioridades. Ora, mecanismos como os do orçamento participativo e do referendo local, podiam ser usados para transferir decisões para aqueles que delas mais diretamente vão beneficiar.
Quando os gregos inventaram a democracia, é verdade que a limitaram a um só grupo social (os cidadãos), excluindo mulheres, estrangeiros e escravos. Mas também é verdade que se organizaram de modo a que qualquer participante nas assembleias pudesse ser chamado a assumir responsabilidades, situações havendo em que a escolha era feita por sorteio. Hoje, a Grécia é muito citada para nos mostrar o que, provavelmente, nos reserva o futuro. Talvez não fosse mau aprendermos mais um pouco com o seu passado.
Publicada por
Zé Bonito
à(s)
17:37
0
comentários
segunda-feira, maio 02, 2011
Praça Morais Carvalho
Excelente postal da Praça Morais Carvalho datado do início dos anos 1900's.
Esta imagem foi posteriormente reeditada em 1910's pela Casa da Montanha Castela, depois de alguns cortes e de ter sido colorizada.
Publicada por
CP
à(s)
00:01
3
comentários
domingo, maio 01, 2011
Paço da Torre em Figueiredo das Donas
Num tempo de ameaças reais ou imaginárias, a fuga é uma tentação. Sobretudo para locais de horizontes amplos que permitam abrir janelas por onde entrem lufadas de ar fresco na mediocridade do quotidiano. Foi precisamente um desses destinos que o Público de 30 de Abril, no seu suplemeto Fugas, nos veio apresentar. É em Figueiredo das Donas, um restauro que deu origem ao Paço da Torre. Para as primeiras apresentações, basta clicar aqui e apreciar uma página que percebeu ser a região, toda ela, com as suas características, o melhor produto que temos para oferecer. Depois, claro está, é ir lá e aconselhar aos amigos. Amigos mesmo.
Publicada por
Zé Bonito
à(s)
10:20
2
comentários
Subscrever:
Mensagens (Atom)









