quinta-feira, janeiro 20, 2011

De vez em quando, uma destas para respirar fundo



Não, não abrimos uma secção desportiva. Apenas divulgamos uma daquelas rubricas menos populares que, pela mão do jornalista Luís Catarino, integra a informação desportiva da RTPN. Desta vez, o "craque" em destaque é de Ventosa, chama-se Flávio Correia, tem 16 anos e formou-se na Roma. Façam o favor de ver, logo após os 47 segundos iniciais sobre Cristiano Ronaldo. Boa companhia para o Flávio que também é extremo e que, com seus pais, se lançou ao ataque desse mundo para fintar as marcações do destino.

segunda-feira, janeiro 17, 2011

A Igreja Matriz - Restauro (II)

... De facto, quando se iniciaram os trabalhos da restauração, a velha Igreja de Vouzela ainda resistia, com o valor de uma fortaleza da Fé, à permanente e progressiva degradação das suas paredes. Certo, o aspecto exterior, embora prejudicado por tão adiantado estado de ruína, não denunciava, todavia, nem sequer deixava suspeitar, a gravidade do mal. Os telhados, semi-desfeitos, abrindo em toda a parte largos condutos à infiltração das águas pluviais, tinham sido, em verdade, os mais activos agentes dessa lenta e dissimulada obra de subversão. 



Além das paredes, profundamente corroídas, os madeiramentos do tecto da nave tinham perdido solidez, uniformidade, estabilidade; nos caixotões da capela-mor, desconjuntados e deformados pela acção da humidade, já nada ou quase nada restava do antigo lustre decorativo; e até a abóbada da capela dos Almeidas, tão digna de conservação pelo seu primor arquitectónico, foi encontrada em risco de iminente desabamento. Em todo o conjunto, mesmo nos lugares que poderiam crer-se menos acessíveis à erosão geral, se encontraram focos de ruína.
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Certo, outros males, embora menos graves, se lhes devem ainda. Esses, que se podem supor talvez mais antigos, derivam de certas obras de aparência construtiva, mas que apenas serviram para deturpar ou amesquinhar no seu relevo arquitectural, o venerável templo. Assim, embora não alterassem verdadeiramente a planta original, destruíram deveras toda a harmonia de linhas e toda a nobreza do aspecto exterior, improvisando junto da fachada sul, e alinhando-os com o corpo saliente da capela ali erigida no século XV, dois novos edifícios sem nenhuma graça ou sequer asseio construtivo: um para dotar a Igreja com uma daquelas sacristias-salões que os antigos párocos de aldeia sempre cobiçavam; outro para armazém de objectos ou alfaias inúteis, e ainda para instalação da escada de acesso ao coro então inaugurado no interior do templo.
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O apeamento da escada que se instalara em um daqueles anexos, como já notámos, não determinou a necessidade de qualquer obra de substituição, visto que, impondo-se também o desaparecimento do coro que lhe dera origem (o grande e incaracterístico coro que no século XVIII se havia improvisado no interior da Igreja), a sua demolição não podia evitar-se.
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Todo o pavimento da Igreja, com as suas sepulturas arcaicas, desaparecera também, recoberto pelos tubões de um desses grosseiros soalhos que invadiram uniformemente os templos paroquiais do nosso País nos meados do último século quando a famosa "lei dos cemitérios", do governo cabralista, pôs termo ao costume de se enterrarem no interior dos templos os cadáveres dos paroquianos. Banido, como cumpria, o que restava desse "melhoramento", que há cerca de cem anos foi talvez festejado com orgulho pelo pároco e pelos fiéis que o custearam, um novo pavimento de lajes de granito ficou revestindo do mesmo modo o sacro chão da nave e da capela-mor.

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Publicado no Boletim nº 56 da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (do Ministério das Obras Públicas), publicado em Junho de 1949.

sábado, janeiro 15, 2011

Pormenores XXXVI



VOUZELA

A Ponte Romana

quarta-feira, janeiro 12, 2011

Luxos ao alcance de todas as bolsas...

Foto de Guilherme Figueiredo

Hoje, apetecia-me falar do aumento das importações do sector alimentar, quando vemos desaproveitadas as nossas terras. Apetecia-me denunciar o abandono a que se votam os criadores de gado, quando importamos 60 por cento da carne que consumimos. Apetecia-me verberar todos aqueles que desvalorizaram as actividades rurais, que ignoraram a sua função social e ambiental, quando se multiplicam exemplos bem sucedidos de explorações dirigidas por cidadãos de outros países e sobem os preços no mercado mundial. Hoje apetecia-me tudo isso, mas apenas me saem gritos panfletários de pouco conteúdo. Não serve. É nestas alturas que deito as pernas ao caminho e respiro fundo perante a imponência dos horizontes (neste caso, a partir da Torre de Vilharigues, quase a entrar em obras de restauro que se espera tenham em conta a sua relação com o meio envolvente). Luxos ao alcance de todas as bolsas que não pagam impostos e, até agora, resistiram aos humores dos "mercados".

segunda-feira, janeiro 10, 2011

Termas Palácio... Hotel

Posted by Picasa

sábado, janeiro 08, 2011

Pormenores XXXV



VOUZELA

O Rio Zela