quinta-feira, novembro 11, 2010

Pensão Marques, antes das alterações dos anos 70

Imagens cedidas por José Augusto Ferreira

Foi uma referência da hotelaria de Vouzela e a última das unidades históricas a fechar as portas: a Pensão Marques. Da sua memória ficou o edifício, ali na Rua Ayres de Gouveia, resultado das obras de ampliação que lhe fizeram nos anos 70. A imagem que apresentamos é anterior. No terraço que aparece em primeiro plano, protegidos pela sombra das videiras, os hóspedes preguiçavam nas tardes quentes de verão ou davam dois passos de dança em matinés que marcaram época.
Escadas que ligavam o terraço às traseiras e edifício visto do lado poente da Rua Ayres de Gouveia.

segunda-feira, novembro 08, 2010

sábado, novembro 06, 2010

Pormenores XXVI


VOUZELA

Estátua do Conselheiro Morais de Carvalho

quarta-feira, novembro 03, 2010

Alerta vermelho, com madeixas

Foto de Guilherme Figueiredo

Amarelo, laranja vermelho- são as cores do sobressalto. Um estado de inquietação e alerta permanentes em que nos querem ver, como se corrêssemos o risco de ser invadidos por extraterrestres. Responsável? O "mau tempo". Vejam lá onde chegámos: até já chove em finais de Outubro...

Cai uma chuvinha e o "império" fica debaixo de água. Sobem as temperaturas e é como se vivêssemos numa caixa de fósforos. Perante a sucessão das imagens da "catástrofe", ninguém parece estar muito interessado em perguntar: "porquê"? Por que carga de água metade do País fica a boiar, mal caem as primeiras chuvas? O que é que correu mal? Foi o facto de chover em Outubro, ou foram antes obras mal planeadas, serviços desorganizados, irresponsabilidades nunca assumidas? Parece que nos adaptamos mais facilmente a estas, do que as uns pingos na cara e a umas rajadas de vento forte.

Na Assembleia Municipal de Vouzela, uma voz levantou-se para denunciar ciclos de falta de água em Figueiredo das Donas. Sabe-se que o assunto não é novo, nem exclusivo dessa freguesia. Sabe-se, até, que ainda o PS estava à frente da Câmara, já se desenhavam soluções a partir da (então hipotética) barragem do Pinhosão. Pois é. O que ninguém parece saber, é explicar como se chegou a este ponto, numa região que nunca teve falta de água. Talvez tenhamos que procurar respostas em obras mal planeadas, pouco ou nada fiscalizadas, irresponsabilidades nunca assumidas. Talvez seja tempo de percebermos ( e denunciarmos) que uma obra mal feita, justifica outra para a corrigir, numa espiral de contratos e despesas que "alguém" há de pagar. Até lá, propomos que se crie uma nova categoria de alerta: o vermelho, com madeixas. Para a estupidez e a irresponsabilidade.

segunda-feira, novembro 01, 2010

Um dia de neve...

sábado, outubro 30, 2010

Pormenores XXV



VOUZELA

Lateral da Capela de São Frei Gil

quinta-feira, outubro 28, 2010

Política local

Aqui, ainda era posto da GNR. Foto de José Campos

De acordo com a Vouzela FM (também a partir daqui), os cortes nas transferências previstas no Orçamento do Estado vão obrigar a Câmara Municipal de Vouzela a cortar nos subsídios atribuídos às associações, havendo a hipótese de alguns serviços, como o Posto de Turismo e o Museu, verem reduzido o seu horário de funcionamento. É esta última parte que, por agora, nos interessa.

Mais do que reduzir, talvez seja a altura certa para repensar o horário e até o modelo do Museu Municipal. Com um trabalho de grande qualidade e nem sempre devidamente reconhecido, o nosso museu tem limitações que dificultam o seu aproveitamento pleno. Por exemplo, sendo sábados e domingos os dias de maior procura por parte de quem nos visita, talvez seja aí que interessa estudar a hipótese de alargar o seu horário de funcionamento.

Por outro lado, um museu virado para uma realidade específica, concelhia, mais do que um fim em si mesmo, deve ser um ponto de partida. Partida para centros de interesse da cultura local; partida para a organização de trabalhos de levantamento, inventariação e investigação da História de Vouzela.

Há algum tempo, houve quem por aí escrevesse que o Museu Municipal de Vouzela estava bem instalado. Apesar de gostarmos da localização e do edifício, não concordamos. O espaço está longe de satisfazer as múltiplas funções que tem desempenhado (e que esperamos que continue a desempenhar) e dificilmente conseguirá alargá-las. Mas é possível repensar o seu funcionamento, a exemplo de outras experiências museológicas. Tem à sua frente gente com capacidade para o fazer. Tem a nossa total disponibilidade para ajudar.

Política local- II

Robert Crumb

Na tomada de posse da nova comissão política concelhia do Partido Socialista, Viriato Garcez definiu como principal objectivo a conquista da Câmara nas próximas eleições e anunciou: "Vamos dialogar com os vouzelenses, conhecer as suas preocupações e os seus problemas e também as suas expectativas na saúde, na agricultura, no desenvolvimento rural e florestas, nas questões sociais, no emprego, no ensino, em todas as áreas em que um partido político deve encontrar soluções para o bem- estar dos cidadãos e para o desenvolvimento do nosso concelho" (Notícias de Vouzela, 21/10/2010).

Percebe-se a intenção, mas duvida-se do método. Todos sabemos que nalgumas dessas áreas, a situação é desesperada. Que pode dizer um agricultor a quem, até agora, não foi apresentada qualquer solução, que viu os filhos partir e o desprezo pela actividade crescer, que não seja estar disposto a vender as terras pela melhor oferta? Ainda por cima, quando lhe respondem aos queixumes com essa longínqua "Europa" que em tudo manda e ninguém vê. Talvez este homem ainda esteja disponível para ouvir quem lhe leve alguma esperança, quem mostre ter ideias para promover a reorganização do sector que não se limitem a linhas de crédito a que o desgraçado não sabe aceder, nem consegue pagar.

É isso que se espera dos partidos: que tenham uma noção mais ampla da importância estratégica das diversas actividades e deitem mãos aos recursos que eles sabem existir, mas que não são do conhecimento da maior parte dos cidadãos. Depois, espera-se que tenham coragem para apresentar com clareza as suas propostas e ouvir a reacção dos que sentem a dura realidade. Inverter o processo, não só deve ser missão impossível, como deixa aquela desagradável ideia de se estar disposto a defender qualquer coisinha, a bem da contabilidade eleitoral.