quinta-feira, outubro 14, 2010

Está criado o fórum do "Pastel de Vouzela"

"Clique" na imagem da coluna da direita

"O seu a seu dono": a ideia foi-nos proposta por alguns leitores que consideraram ser necessário mais tempo para debater certos temas e, até, pensar em formas de agir. Pois aí está o fórum do "Pastel de Vouzela" (basta clicar aqui ou na imagem da coluna da direita), aberto ao debate de tudo o que diga respeito ao concelho e à região de Lafões. O primeiro tema proposto é sobre a importância da reabilitação no actual contexto de crise económica. Identifique-se ou use pseudónimo; proponha temas ou limite-se a comentar, mas, por favor, não se cale. Todas as ideias serão respeitadas, mas debatidas. O futuro de Vouzela será o que por ele idealizarmos e fizermos. Registe-se, use e abuse. Não tem corantes nem conservantes.

Entretanto, o "Pastel de Vouzela" continua contactável através do seu "mail", do "Twitter" e do "Facebook".

quarta-feira, outubro 13, 2010

Locomotiva E202

A nossa locomotiva em pleno funcionamento. Bons velhos tempos...





segunda-feira, outubro 11, 2010

sábado, outubro 09, 2010

Pormenores - XXII


Vouzela

Relógio na estação de camionagem

quinta-feira, outubro 07, 2010

A realidade, os desejos e o Ministério da Agricultura

Quino

Não sei se leram esta notícia sobre o progressivo abandono dos pastores transumantes alentejanos. Acreditem que vale a pena, mas apresentamos um resumo. Andava o "inigualável" Jaime Silva pelos corredores do Ministério da Agricultura, quando, em 2008, foi publicado um decreto que obriga os homens do pastoreio "a apresentarem um vasto conjunto de formulários, declarações e até mapas em escalas específicas", antes de mudarem os rebanhos de sítio. Para lhes "facilitarem" a vida, concentraram a entrega da papelada em Beja ou, em alternativa, através da Internet. Que diabo, toda a gente sabe que qualquer pastor anda com um portátil e um scanner debaixo do braço, ou, pelo menos, tem o "Magalhães" do puto. Pois os ingratos não aderiram, preferindo abandonar a actividade. A maldita realidade não se adaptou aos "superiores" desejos do governante...

Em Vouzela aconteceu o contrário. Recentemente, o Ministério da Agricultura decidiu encerrar os poucos serviços que por aqui mantinha (ver aqui). Ora, para nós, cidadãos comuns, tudo levaria a crer que, pelo contrário, na situação desesperada em que nos encontramos, com um abandono massivo da agricultura, justificava-se um investimento em técnicos no terreno (diria mesmo, técnicos todo o terreno), de modo a conter a deserção e ajudar os agricultores que ainda resistem. Errado! Somos mesmo simplórios... Onde fomos nós buscar a ideia de que o Ministério da Agricultura serve para promover e gerir a actividade? É claro que serve para gerir funcionários e orçamentos. Logo, se não há agricultura, também não há serviços. Realidade e desejos em perfeita harmonia. Que seria de nós sem tamanhas inteligências?!

Só agora, dois anos decorridos, é que os homens do Ministério da Agricultura reconheceram que o decreto sobre os pastores transumantes precisa ser alterado. Dois anos! Daqui a alguns, também há de aparecer um qualquer "visionário" a reconhecer que foi um disparate tudo quanto se fez na agricultura portuguesa. Resta saber se ainda haverá quem alguma coisa deseje, perante tão triste realidade.

segunda-feira, outubro 04, 2010

Há 100 anos... a República.

Comemora-se um pouco por toda a parte os 100 anos da República, marco importante na história do país. Esquecendo por momentos o contexto político da época, esses anos foram também anos de grande mudança física na nossa vila. Sem o rigor de datação de imagens, sempre difícil a esta distância, relembremos um pouco Vouzela há 100 anos.


A Praça Velha que acabou por ser "da República", ainda estava em remodelação e imagens do local não a referenciavam.



Entretanto, demos-lhe um nome (em sessão da Câmara de 22 de Dezembro de 1910).


O Pelourinho ainda estava na Escola Conde Ferreira (só muito mais tarde foi transferido para a Praça). Por sua vez, a Escola foi reconstruída em 1913.


A Igreja Matriz (que era maior do que agora) era revestida a cal...


... e deixou de ser, passando a ter a beleza que lhe reconhecemos.


Plantámos árvores no jardim que ainda não era...


A rua era mais Direita...


... do que Morais Carvalho...


... cuja estátua ainda tinha gradeamentos (não fosse o homem voltar para Lisboa).



As nossas avós lavavam e coravam a roupa no rio Zela...



E vendiam / compravam o que precisavam no Mercado Público.



A vista era mais triste. Não tínhamos árvores no Castelo, nem caminho de ferro, nem ponte...



... e passámos a ter ponte...



... e estação...


... e comboio inaugurado em 1914.


O comboio passou a ser parte integrante das nossas vidas...


Entretanto, alterou-se a iluminação pública, iniciou-se a construção do Mercado Municipal (projecto do arquitecto Raul Lino), fixou-se (1912) a primeira quarta-feira de cada mês para a realização da feira e definiu-se (1915) o dia 14 de Maio, dia de S. Frei Gil, como feriado municipal. Tomou-se partido nos acontecimentos da "Monarquia do Norte" e, quando se deu a instauração da ditadura em 28 de Maio de 1926, preparava-se a construção do edifício do Tribunal (hoje, Câmara Municipal). Na sessão de 26 de Fevereiro de 1926, o vereador António Joaquim de Almeida Campos avançava a seguinte proposta:
"Tendo-se (...) verificado que pelo processo seguido até hoje pelas Câmaras anteriores na realização dos (...) trabalhos públicos sem um perfeito estudo e conhecimento do que se pretende (...) obriga a gastos muito superiores ao que era lícito esperar-se (...), resolva que todos os trabalhos de obras a fazer de futuro obedeçam a um plano perfeitamente estudado e nunca por efeito de sugestões que não obedeçam ao mesmo princípio (...)" (1).

Em 2110 o Pastel de Vouzela promete publicar imagens da vila no tempo em que se comemorava o centenário da República. Cumpre-nos ficar bem na fotografia e na história e sermos recordados pelos nossos netos pelo bem que fizemos a esta terra.
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(1)- Vouzela- A Terra, os Homens e a Alma, Maria Glória O.G. Carvalho, Maria Teresa F. C. Tavares, Francisco Cunha Marques, 2001, pág. 124.

sábado, outubro 02, 2010

Pormenores - XXI


Vouzela

Brasão de casa na Rua da Ponte