quarta-feira, setembro 15, 2010
Noz
Foto: Margarida Maia
Estamos tristes. A notícia chegou com a surpresa violenta das coisas esperadas que não queremos: a noz partiu. Uma força da natureza com um coração do tamanho do mundo- a noz. Daquelas pessoas que tentam agarrar a vida pelos colarinhos para ver se a estupor acerta o passo, mesmo sabendo que todos perdemos, pelo menos, o último combate. Ao seu espírito inquieto, muito se ficou a dever a criação do "Pastel de Vouzela", cujo grupo fundador integrou. À sua amizade, muito ficamos a dever todos nós. Até sempre, Cristina.
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Zé Bonito
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segunda-feira, setembro 13, 2010
sábado, setembro 11, 2010
quinta-feira, setembro 09, 2010
Felizmente, cada vez mais velhos
Margarida Maia, da série "Cambridge".
Alguém que responda: que teria acontecido se mantivéssemos os índices de natalidade do pós guerra, conjuntamente com o aumento da esperança média de vida? Há aquela experiência em que os ratinhos, colocados num local sobrepovoado, se começam a devorar uns aos outros. Pois...
De acordo com dados há tempos divulgados, a taxa de natalidade no conjunto dos países da União Europeia foi, em 2009, de 10,7 nascimentos por cada 1000 habitantes, enquanto em 2008 tinha sido de 10,9. A verdade é que a população europeia aumentou 1,4 milhões de habitantes entre Janeiro de 2009 e Janeiro de 2010. Se a isto acrescentarmos os mais que citados balanços sobre a destruição de recursos naturais, não se percebe muito bem em que mundo estão a pensar os defensores do contínuo aumento da taxa de natalidade.
De acordo com dados há tempos divulgados, a taxa de natalidade no conjunto dos países da União Europeia foi, em 2009, de 10,7 nascimentos por cada 1000 habitantes, enquanto em 2008 tinha sido de 10,9. A verdade é que a população europeia aumentou 1,4 milhões de habitantes entre Janeiro de 2009 e Janeiro de 2010. Se a isto acrescentarmos os mais que citados balanços sobre a destruição de recursos naturais, não se percebe muito bem em que mundo estão a pensar os defensores do contínuo aumento da taxa de natalidade.
Bem vistas as coisas, estes "cenários de catástrofe" mais parecem apressadas desculpas para a incapacidade em criar modelos alternativos de segurança social (consulte aqui a posição oficial da União Europeia), situação tanto mais preocupante quanto mais se torna evidente que, sem repensar as actividades associadas aos meios rurais, a Europa dificilmente irá desencantar maneira de conseguir uma ocupação massiva de mão-de-obra. Chega, pois, de lamúrias sobre o que não temos. Quem não consegue gerir os recursos de que dispõe, não merece gerir seja o que for.
Nós por cá...
Vouzela é o concelho da região de Lafões com maior índice de envelhecimento. Com poucas perspectivas de emprego e sentindo as consequências de muitos anos de equívocos sobre a organização das suas actividades económicas, outra coisa não seria de esperar. O que nos parece urgente saber, é se as políticas dirigidas aos cidadãos mais idosos são as que melhor aproveitam os seus conhecimentos e, sobretudo, melhor os respeitam como seres humanos.
Estamos a falar de pessoas com larga experiência de vida, com conhecimentos acumulados que, na maior parte dos casos, apesar de alguma natural limitação física, têm uma lucidez, uma memória e um saber fazer que muito jeito podem dar àqueles que, menos idosos e menos experientes, honestamente se disponham a "abrir caminho". É gente que, no mínimo, devia ser convidada a participar num arquivo, a sério, da memória oral do concelho. É gente que pode colaborar em acções de formação, em estudos sobre produtos de que apenas resta a memória, em oficinas de artes e ofícios tradicionais, no enriquecimento do imaginário dos mais jovens. Haja quem os saiba mobilizar...
O que tem sido feito, não sendo de excluir, parece-nos muito pobre. Encara-se o idoso como um mero consumidor de iniciativas, não lhe sendo dado espaço para se continuar a sentir socialmente útil. Acreditamos que sejam programas de aceitação garantida e massiva assistência, mas também acreditamos que todos os que construiram uma vida não se contentem em ser "arrumados" nos bancos de um autocarro, ou numa qualquer sala de espectáculos, limitados à condição de assistentes, como se nada interessasse o que protagonizaram ao longo da vida que construiram.
Felizmente, conseguimos ficar cada vez mais velhos- importa saber aproveitar essa riqueza.
Estamos a falar de pessoas com larga experiência de vida, com conhecimentos acumulados que, na maior parte dos casos, apesar de alguma natural limitação física, têm uma lucidez, uma memória e um saber fazer que muito jeito podem dar àqueles que, menos idosos e menos experientes, honestamente se disponham a "abrir caminho". É gente que, no mínimo, devia ser convidada a participar num arquivo, a sério, da memória oral do concelho. É gente que pode colaborar em acções de formação, em estudos sobre produtos de que apenas resta a memória, em oficinas de artes e ofícios tradicionais, no enriquecimento do imaginário dos mais jovens. Haja quem os saiba mobilizar...
O que tem sido feito, não sendo de excluir, parece-nos muito pobre. Encara-se o idoso como um mero consumidor de iniciativas, não lhe sendo dado espaço para se continuar a sentir socialmente útil. Acreditamos que sejam programas de aceitação garantida e massiva assistência, mas também acreditamos que todos os que construiram uma vida não se contentem em ser "arrumados" nos bancos de um autocarro, ou numa qualquer sala de espectáculos, limitados à condição de assistentes, como se nada interessasse o que protagonizaram ao longo da vida que construiram.
Felizmente, conseguimos ficar cada vez mais velhos- importa saber aproveitar essa riqueza.
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Zé Bonito
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segunda-feira, setembro 06, 2010
sábado, setembro 04, 2010
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