segunda-feira, setembro 13, 2010

Rua Morais Carvalho

Rua Morais Carvalho, mas em 1910 também "Rua Direita".

sábado, setembro 11, 2010

Pormenores - XVIII


Vouzela

Janela de casa na Rua São Frei Gil

quinta-feira, setembro 09, 2010

Felizmente, cada vez mais velhos

Margarida Maia, da série "Cambridge".

Alguém que responda: que teria acontecido se mantivéssemos os índices de natalidade do pós guerra, conjuntamente com o aumento da esperança média de vida? Há aquela experiência em que os ratinhos, colocados num local sobrepovoado, se começam a devorar uns aos outros. Pois...

De acordo com dados há tempos divulgados, a taxa de natalidade no conjunto dos países da União Europeia foi, em 2009, de 10,7 nascimentos por cada 1000 habitantes, enquanto em 2008 tinha sido de 10,9. A verdade é que a população europeia aumentou 1,4 milhões de habitantes entre Janeiro de 2009 e Janeiro de 2010. Se a isto acrescentarmos os mais que citados balanços sobre a destruição de recursos naturais, não se percebe muito bem em que mundo estão a pensar os defensores do contínuo aumento da taxa de natalidade.

Bem vistas as coisas, estes "cenários de catástrofe" mais parecem apressadas desculpas para a incapacidade em criar modelos alternativos de segurança social (consulte aqui a posição oficial da União Europeia), situação tanto mais preocupante quanto mais se torna evidente que, sem repensar as actividades associadas aos meios rurais, a Europa dificilmente irá desencantar maneira de conseguir uma ocupação massiva de mão-de-obra. Chega, pois, de lamúrias sobre o que não temos. Quem não consegue gerir os recursos de que dispõe, não merece gerir seja o que for.

Nós por cá...

Vouzela é o concelho da região de Lafões com maior índice de envelhecimento. Com poucas perspectivas de emprego e sentindo as consequências de muitos anos de equívocos sobre a organização das suas actividades económicas, outra coisa não seria de esperar. O que nos parece urgente saber, é se as políticas dirigidas aos cidadãos mais idosos são as que melhor aproveitam os seus conhecimentos e, sobretudo, melhor os respeitam como seres humanos.

Estamos a falar de pessoas com larga experiência de vida, com conhecimentos acumulados que, na maior parte dos casos, apesar de alguma natural limitação física, têm uma lucidez, uma memória e um saber fazer que muito jeito podem dar àqueles que, menos idosos e menos experientes, honestamente se disponham a "abrir caminho". É gente que, no mínimo, devia ser convidada a participar num arquivo, a sério, da memória oral do concelho. É gente que pode colaborar em acções de formação, em estudos sobre produtos de que apenas resta a memória, em oficinas de artes e ofícios tradicionais, no enriquecimento do imaginário dos mais jovens. Haja quem os saiba mobilizar...

O que tem sido feito, não sendo de excluir, parece-nos muito pobre. Encara-se o idoso como um mero consumidor de iniciativas, não lhe sendo dado espaço para se continuar a sentir socialmente útil. Acreditamos que sejam programas de aceitação garantida e massiva assistência, mas também acreditamos que todos os que construiram uma vida não se contentem em ser "arrumados" nos bancos de um autocarro, ou numa qualquer sala de espectáculos, limitados à condição de assistentes, como se nada interessasse o que protagonizaram ao longo da vida que construiram.

Felizmente, conseguimos ficar cada vez mais velhos- importa saber aproveitar essa riqueza.

segunda-feira, setembro 06, 2010

feira do gado

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sábado, setembro 04, 2010

Pormenores - XVII


Vouzela

Pormenor à entrada de casa na Rua da Ponte

quinta-feira, setembro 02, 2010

Casa das Ameias: finalmente!

"A Câmara de Vouzela prevê que, este inverno, estejam concluídas as obras de consolidação da Casa das Ameias, na Rua Teles Loureiro.
O projecto está já a ser elaborado e, apesar do risco de ruína não ser iminente, se continuarem a existir invernos rigorosos, o edifício poderá cair"- Notícias de Vouzela.

O mistério do gradeamento da varanda da Biblioteca

"O que levará a Camara Municipal de Vouzela a manter há anos essa primeira varanda da Biblioteca Municipal sem gradeamento? Não sei se seria útil a sua colocação mas, pelo menos estecticamente, a sua instalação é obrigatória. Parece-me...
Deixo a questão, na esperança que encontre interesse em abordar este assunto no PASTEL DE VOUZELA"- Mail que recebemos de Victor Azevedo.

O edifício é do século XVII e a sua imponência merecia história mais elaborada. Por exemplo, o assalto de um cavaleiro apaixonado que, na ânsia de libertar doce donzela, tivesse danificado o gradeamento. Ou um tribuno que, no calor do discurso, se tivesse debruçado em excesso, aterrando nos braços da multidão. Nada disso.Tudo se limitou a uma vulgar cacetada de uma moderna camioneta com as medidas mal tiradas. A partir daqui, as versões divergem: há quem garanta que o arranjo obrigava a substituir toda a pedra da varanda; há quem avance complexos cálculos de relação entre as medidas da varanda e a largura do passeio; há quem arrume o assunto com um simples "nunca mais se lembraram". Seja como for, é um dos "mistérios" de Vouzela, fazendo todo o sentido a chamada de atenção de Victor Azevedo. Para recordar a varanda com o gradeamento, basta "clicar" aqui.