sexta-feira, maio 14, 2010
quarta-feira, maio 12, 2010
Tendências do mercado
"Esta é uma viagem para se fazer sem pressas. Porque as paisagens das Beiras, ora naturais, ora criadas pelo Homem, exigem tempo para a sua perfeita contemplação"- As cidades e as serras, Rotas & Destinos, Maio 2010.
Pois é! Nem parques de merendas, nem animações com programa e horário, muito menos casinhas modernaças. O que tem mesmo procura é o que a "Mãe Natureza" por aí distribuiu em abundância, confiante (coitada...) de que o engenho do Homem conseguiria valorizar.
Isto mesmo se conclui da reportagem sobre a nossa região, publicada na revista "Rotas & Destinos" deste mês. Vale a pena ler e aprender. Claro que só não sabe quem não quer, claro que todos os estudos feitos chegam a essa conclusão, mas há sempre quem esteja distraído.A viagem proposta começa na Costa Nova e termina em Viseu. Nesta região, entra por Oliveira de Frades (Mosteiro de São Cristóvão de Lafões), passa a Vouzela (o património histórico e, claro, os pasteis) e avança para São Pedro do Sul (serra da Arada, Covas do Monte, Covas do Rio, Aldeia da Pena, as Termas). "É todo um mundo que se abate sobre nós em silêncio. Sentimo-nos os únicos- e privilegiados- habitantes do planeta (...)". Pois é. O "som do silêncio", a Natureza pura e dura, as marcas de uma ruralidade perdida, ou apenas suspensa, à espera de tempos de maior engenho. Recursos que valem ouro!
Publicada por
Zé Bonito
à(s)
07:00
0
comentários
segunda-feira, maio 10, 2010
sábado, maio 08, 2010
Reserva Botânica de Cambarinho
Fala-se na passagem da gestão da Reserva Botânica de Cambarinho para a tutela da Câmara Municipal e gostávamos de nos sentir descansados. Mas não sentimos. Há quem diga que a coisa "é igual ao litro" porque o pouco que lá se fazia já era da responsabilidade da autarquia local. Só que, na nossa modesta opinião, o problema não está tanto no que já se fazia, mas antes no que não se podia fazer. Numa região que tem nos recursos naturais a sua principal riqueza e com um saldo pouco satisfatório no modo como as autoridades locais os têm gerido, uma medida destas só pode levantar as maiores reservas. O facto de nada vir a lume sobre eventuais projectos ou simples ideias para a Reserva, aumenta ainda mais a desconfiança.
____________________
Nota: Três dias depois da publicação deste "post", a Vouzela-FM noticiou a aprovação por parte do executivo camarário, de uma proposta de reclassificação da reserva (ver aqui).
____________________
Nota: Três dias depois da publicação deste "post", a Vouzela-FM noticiou a aprovação por parte do executivo camarário, de uma proposta de reclassificação da reserva (ver aqui).
Publicada por
Zé Bonito
à(s)
00:01
0
comentários
quarta-feira, maio 05, 2010
Um combate que continua a valer a pena
Na sequência de uma reunião realizada com a Rede Ferroviária de Alta Velocidade e com algumas das empresas envolvidas, o executivo camarário de Vouzela defendeu que se dê prioridade ao eixo Aveiro-Salamanca. Esta posição foi justificada com o facto dessa ser a principal porta para a troca de mercadorias com a Europa, de estabelecer ligação com os portos de Aveiro e Leixões e de servir uma região onde não existe opção ferroviária.
Claro que aos argumentos da Câmara, podemos acrescentar outros tantos. Claro que não temos ilusões sobre o peso que a região (e até o país...) pode conseguir na decisão sobre a "alta velocidade". Claro que não basta ver o comboio passar a duzentos e tal à hora para que isso se traduza numa mais-valia para estas terras. Sobretudo, é claro que, no actual contexto, já deve ser tarde para influenciar o final da história. No entanto, mais vale tarde do que nunca e se a posição da autarquia for um impulso para a criação de uma opinião pública local audível e favorável à opção ferroviária, tem o nosso apoio.
Longe de nós pretender solucionar o imbróglio que por aí vai em torno do TGV. Já uma vez aqui divulgámos um estudo de 2003 e outro de 2007, mas a nossa preocupação esteve sempre mais orientada para as "velocidades baixas", as mais adequadas ao ritmo de quem nos visita: defender o comboio como um dos componentes de um plano integrado de desenvolvimento regional; olhar para o futuro, antecipando consequências do agravamento do preço do petróleo e dos problemas ambientais- foi isso que sempre nos animou.
De qualquer modo, fazemos votos para que a "locomotiva" tenha iniciado a sua marcha. Agora é preciso alimentar a "fornalha", acelerar progressivamente "acertando a agulha" com toda a região (todas as forças económicas, sociais, políticas e culturais), fazer deste objectivo um autêntico projecto regional com o necessário grupo de pressão. Já agora, sem construir "castelos no ar" e sem "pôr o carro à frente dos bois", não será disparatado começar a desenhar cenários que nos permitam estar em condições de aproveitar o sonho, caso ele se concretize. Também talvez valha a pena pensar num "plano B", que mantenha o comboio nas prioridades locais, independentemente do TGV (até rima...). Para quem está interessado em percorrer os trilhos do desenvolvimento sustentado, este é um combate que continua a valer a pena.
Claro que aos argumentos da Câmara, podemos acrescentar outros tantos. Claro que não temos ilusões sobre o peso que a região (e até o país...) pode conseguir na decisão sobre a "alta velocidade". Claro que não basta ver o comboio passar a duzentos e tal à hora para que isso se traduza numa mais-valia para estas terras. Sobretudo, é claro que, no actual contexto, já deve ser tarde para influenciar o final da história. No entanto, mais vale tarde do que nunca e se a posição da autarquia for um impulso para a criação de uma opinião pública local audível e favorável à opção ferroviária, tem o nosso apoio.
Longe de nós pretender solucionar o imbróglio que por aí vai em torno do TGV. Já uma vez aqui divulgámos um estudo de 2003 e outro de 2007, mas a nossa preocupação esteve sempre mais orientada para as "velocidades baixas", as mais adequadas ao ritmo de quem nos visita: defender o comboio como um dos componentes de um plano integrado de desenvolvimento regional; olhar para o futuro, antecipando consequências do agravamento do preço do petróleo e dos problemas ambientais- foi isso que sempre nos animou.
De qualquer modo, fazemos votos para que a "locomotiva" tenha iniciado a sua marcha. Agora é preciso alimentar a "fornalha", acelerar progressivamente "acertando a agulha" com toda a região (todas as forças económicas, sociais, políticas e culturais), fazer deste objectivo um autêntico projecto regional com o necessário grupo de pressão. Já agora, sem construir "castelos no ar" e sem "pôr o carro à frente dos bois", não será disparatado começar a desenhar cenários que nos permitam estar em condições de aproveitar o sonho, caso ele se concretize. Também talvez valha a pena pensar num "plano B", que mantenha o comboio nas prioridades locais, independentemente do TGV (até rima...). Para quem está interessado em percorrer os trilhos do desenvolvimento sustentado, este é um combate que continua a valer a pena.
Publicada por
Zé Bonito
à(s)
00:01
1 comentários
segunda-feira, maio 03, 2010
quinta-feira, abril 29, 2010
Sei lá que título hei-de dar a isto
Alguém quer que entremos em pânico. O modo como se tem abordado o problema da dívida sem apresentar uma única alternativa para o funcionamento da economia; o modo como se promove a "salvadores" os que há mais de vinte anos nos empurram para os problemas, só pode ter um significado: reduzir a acção reivindicativa das populações e reforçar o poder dos que já o têm. Deixemo-nos de tretas. O (curto) crescimento que tivemos baseou-se quase exclusivamente no mercado interno, através de uma especulação imobiliária que abusou de um recurso limitado (o território), que agradou aos "financeiros", mas endividou a população. Os principais grupos económicos nacionais viraram-se para os serviços e não produzem um alfinete. Mais: houve quem tivesse sido pago para não produzir! Querem culpados? Tentem todos os governos que tivemos desde que começaram a chegar os fundos europeus- é preciso chamar os bois (e as vacas) pelos nomes e disso percebemos nós.
"Não foi para isto que fizemos o 25 de Abril", costuma repetir um vizinho meu que à data nem sequer tinha nascido, militante cartonado dum partido que eu cá sei. Ainda bem que o "fizemos" e que o comemorámos, este ano, com uma iniciativa que permitiu rever amigos- eles são a fonte inspiradora que nos permite encontrar caminho no meio da confusão. Claro que 36 anos fazem mossa e quando os "Vozes da Terra" atacaram os primeiros versos do "Venham mais cinco", muitos viraram-se para a figura do Cardoso numa altura em que o Benfica ainda só tinha marcado quatro...
Antes disso, já o presidente da Câmara tinha arrancado com um discurso de acordo com os tempos: números. A obra do poder local, traduzida em milhões de investimento e de gente mobilizada. Compreende-se. Para quem, há apenas 36 anos, mal conhecia os benefícios do saneamento básico e da água canalizada, faz todo o sentido ouvir os montantes do investimento. É um pouco como aqueles nossos velhos emigrantes que ostentavam o seu sucesso através de enormes casas cobertas de garridos azulejos. Na maior parte das vezes, as casas estavam mal concebidas e acabavam por provocar grandes despesas. Os números também. Sobretudo quando percebemos que, apesar deles, muitos dos problemas de há 36 anos, estão longe de serem resolvidos.
Mas, numa coisa tem o presidente da Câmara razão: não houve falta de dinheiro nem de recursos. Apenas foram desperdiçados.
Mas, numa coisa tem o presidente da Câmara razão: não houve falta de dinheiro nem de recursos. Apenas foram desperdiçados.
Os anos têm-nos treinado e identificamos uma oportunidade perdida, um recurso desperdiçado à légua! Por isso, ao olhar para a mesa da sessão, ao ver a figura de homem simples daquele que a dinamizou e moderou, não pude deixar de me interrogar como tem sido possível desperdiçar o seu conhecimento. Entre tantas outras coisas, dirigiu a delegação do Fundo de Fomento de Exportação em Madrid, foi Adido Comercial da Embaixada de Portugal, Director da representação em Espanha do Banco de Fomento Exterior, responsável pelo Gabinete de Apoio Empresarial do Grupo Caixa Geral de Depósitos em Espanha, assessor do Banco EFISA... e é de Vouzela. Pois António Liz Dias tem sido "olimpicamente" ignorado pela maioria dos responsáveis locais. Há quem garanta que é por medo e inveja. Penso que é por ignorância. É a tal lição da "Alice": para perguntar, é preciso saber onde se quer ir. Na verdade, poucos têm sabido, para além de eventuais projectos pessoais.
Já à noite, dizia-me um investidor local que Vouzela tem procura, sobretudo as suas ofertas de maior qualidade- sempre assim foi. Recursos não faltam. Basta que não os desperdicemos e tenhamos a humildade de perguntar. Nada de entrar em pânico.
Já à noite, dizia-me um investidor local que Vouzela tem procura, sobretudo as suas ofertas de maior qualidade- sempre assim foi. Recursos não faltam. Basta que não os desperdicemos e tenhamos a humildade de perguntar. Nada de entrar em pânico.
Publicada por
Zé Bonito
à(s)
00:01
3
comentários
Subscrever:
Mensagens (Atom)









