sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Momento verde

"Não quero andar à porrada com a Natureza"- Alberto João Jardim.

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Problemas de habituação

Pedimos emprestado, aqui.

"'Estes engenheiros têm a mania que o betão resolve tudo', comentava ao PÚBLICO o ambientalista Raimundo Quintal, apontando as muralhas destruídas pelo caudal - que pretendiam desviar - na ribeira de João Gomes"-Público, 20 de Fevereiro de 2010.

Terminado o prazo de validade das terríveis imagens do Haiti, aguarda-se idêntico desfecho para as da Madeira. Como de costume, dá-se por certo que "não interessa apontar culpados". Já estamos habituados. Às imagens e às desculpas.

A citação que deixámos acima, podia ter sido feita nos últimos dias. Na verdade, é de 1993. Em Outubro desse ano, chuvas intensas fizeram grande destruição no Funchal, havendo a lamentar oito mortos. Pelo meio das crónicas emocionadas, alguém chamava a atenção para o assoreamento das ribeiras provocado, entre outras coisas, por erros cometidos contra o ordenamento do território.

Fevereiro de 2010. Enquanto o país assistia a impressionantes imagens de coragem e de dor, alguns jornais registavam declarações de quem sabe que as catástrofes naturais não se combatem, antes se previnem: construções juntos aos leitos das linhas de água, "lixos, terras e entulhos que têm sido despejados dentro das ribeiras", vias que bloquearam cursos de água, uma cada vez maior impermeabilização dos solos- problemas que podiam ter sido evitados e que contribuíram para a catástrofe. Alberto João, inteligente, passa a ideia de ter percebido a mensagem e anuncia não querer "andar à porrada com a Natureza". Mas o presidente da Câmara do Funchal nega tudo, apenas condescendendo numa ou noutra "opção urbanística errada". Há quem goste de levar na cara. Ou quem não se importe de ver os outros levarem...

É bem provável que, no Haiti, as mesmas construtoras que amontoaram os tijolos que o sismo de grau 7 ridicularizou, façam um grande negócio com os trabalhos de reconstrução. Na Madeira, já avisaram que o "alarmismo" pode prejudicar o turismo, pelo que tudo deve "normalizar" com o apoio do Fundo de Solidariedade da União Europeia e a aquisição do "radar meteorológico"- ou seja, dinheiro. Entretanto, fazem-se previsões sobre as consequências de um sismo na região de Lisboa, como se estivessem a organizar um jogo de apostas e os problemas ambientais saíram das agendas a bem do défice. Assim continuaremos, de catástrofe em catástrofe, cada vez mais habituados ao choque das imagens, até que... nos bata à porta.

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Termas de São Pedro do Sul: Hotel Lisboa

Edição dos Laboratórios L.I.F.- Colecção particular

sábado, fevereiro 20, 2010

Aniversários

Mestre: Paulo Figueiredo. 1º plano, da esquerda para a direita: Cosme José Joaquim, Manuel Maia, José Grosso, Emídio Tinoco e António Militar. 2º plano: Augusto Azilado, Manuel Pifre, Jacinto Moleiro, Paulo do Bernardo, Manuel Marceneiro e António do Paulo. 3º plano: Ernesto Cabaço, José do Paulo, António Carvalho, Paulo Masgalos, António Duque e Francisco Empreiteiro. Último plano: António Macaca, Manuel da Leopoldina, Manuel da Rosária e António de Passos. O Notícias de Vouzela referia, ainda, os nomes de António Dias e Abel Painço, que não estavam na imagem.

Este ano não param as festas de aniversário em Vouzela. Para além dos 80 anos da Associação de Futebol "Os Vouzelenses", comemoram-se os 130 anos da Banda de Vouzela (79 da Sociedade Musical Vouzelense) e os 75 do Notícias de Vouzela. Recorrendo a este último, fomos encontrar, na sua edição de 1 de Novembro de 1956, uma curiosa imagem da Banda, com a respectiva legenda. É de 1908, chamava-se Phylarmonica de Vouzela e tinha a sede no hospital velho (São Sebastião).

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Não há memória



Não há memória da neve nos ter visitado duas vezes no mesmo ano. Para sermos rigorosos, também não há de ter caído por aqui em dois anos seguidos. Tudo isso aconteceu. Começou a cair na madrugada de 14 para 15 de Fevereiro e Vouzela acordou branca. Terá sido um ponto de ordem nas fantasias carnavalescas, ou a prova de que essa coisa das alterações climáticas tem nuances que escapam ao preto e branco? Aí ficam as imagens, a cores, pela objectiva de Guilherme Figueiredo. Podem ser vistas mais, aqui.

E ainda...


Do leitor Diogo Neves, a partir do... Parque de Campismo- isso é que é ter amor à Natureza! Ver aqui.
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Mais recentemente, também o leitor Tiago Pereira nos enviou imagens da neve, captadas por sua irmã, Filipa, no bairro da Senra. Ver aqui.

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Igreja Matriz (a importância dos pormenores)

Vejamos com atenção as duas imagens abaixo, ambas da década de 1920. São imagens captadas a partir da Ponte do Caminho de Ferro.



Olhando para a primeira imagem, um observador do século XXI reconhecerá certamente a nossa Igreja Matriz tal como ela é. O fotógrafo da segunda imagem estaria certamente uns dois metros para a direita do local exacto de onde foi captada a primeira imagem. Esse simples facto denuncia que, afinal, a Igreja não era como é agora. As dimensões actuais são outras... e para o demonstrar, um fotógrafo actual colocou-se ainda mais à direita...

sábado, fevereiro 13, 2010

Os fantasmas de Lenine e Trotsky passearam no viaduto Morais de Carvalho



Com os necessários agradecimentos e as vénias devidas a "O Caricas". Imperdível!