quinta-feira, janeiro 14, 2010

Há dias assim...

... em que nos sentimos nas nuvens.

segunda-feira, janeiro 11, 2010

São Pedro do Sul- Bairro da Ponte (aspecto do rio Sul)

Edição Sebastião & Sobrinho. Colecção de Marisa Araújo

domingo, janeiro 10, 2010

Ei-la, de novo!

Carmo e Álvaro

Até agora, era um fenómeno raro, coisa com que os mais velhos faziam os outros roerem-se de inveja. Desta vez, é o segundo ano consecutivo que a neve nos visita. Dizem que é por causa de uma tal de "frente polar". Preferimos pensar ser um esforço da Natureza para cobrir as asneiras dos homens e realçar o que há de melhor.

Através das objectivas da Carmo, do Álvaro e da Francisca, aí ficam os registos (mais imagens podem ser vistas no destaque das nossas "Caixas de dúzia", na coluna do lado direito).



Carmo e Álvaro


Francisca
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Nota: Porque a massa precisa de tempo de repouso, o habitual postal antigo das segundas-feiras, apenas será publicado no final do dia de amanhã.

quinta-feira, janeiro 07, 2010

Reabilitar é preciso

Há edifícios que marcam épocas da História das localidades; edifícios que são marcas das vontades de movimentos significativos que fizeram história. Não precisam ser obras de arte de reconhecido valor mundial- precisam, apenas, de explicar o que somos e contribuir para o equilíbrio paisagístico que (ainda) temos. É a isso que se chama património edificado e há localidades que têm a sorte de o possuírem em número significativo. É o nosso caso. No entanto, se tem havido algum cuidado com os monumentos nacionais (nalguns casos bem discutível, como sucedeu com o restauro da Igreja Matriz) e os imóveis classificados como de interesse público (Pelourinho e torre de Vilharigues, por exemplo), já o mesmo não se pode dizer de outros edifícios, maioritariamente privados, que, apesar da sua simplicidade (ou por causa dela), são pilares fundamentais da imagem que temos.

Vouzela necessita, urgentemente, de obras de reabilitação e restauro. Não se trata de um gasto, mas sim de um investimento, se entendermos que a harmonia entre o natural e o edificado, é um dos seus principais recursos. Mais ainda, se percebermos que é uma forma de criar emprego e de aumentar o nível de exigência na oferta da construção civil, para que basta encontrar os estímulos adequados.

Serração

Antes e... o que resta

A serração era das mais antigas unidades industriais do concelho, localizada mesmo em frente da estação dos caminhos de ferro, numa altura em que isso marcava o fim da vila para o lado nascente. Mais tarde, o crescimento da malha urbana envolveu-a, valorizando os seus terrenos e tornando-os num negócio mais apetecível do que a continuação da actividade (que já tinha parado há algum tempo). Uma equipa camarária anterior, permitiu a urbanização do espaço-criou-se um problema. Falou-se da vontade de uma grande superfície ali se instalar, falou-se da
construção de um prédio de não sei quantos andares que a Câmara não autorizou- fez bem. Mal esteve (e está) quem demoliu a fachada, quem o permitiu e permite que se mantenha no estado que se vê. Salvo melhor opinião, qualquer projecto devia incluir os elementos mais característicos da unidade industrial que lá existiu. Assim como tudo isso devia estar devidamente classificado. Devia...

Mesmo ao lado da Câmara


Cá está um exemplo do que dissemos na introdução a este tema: este edifício, (composto por duas moradias geminadas) localizado na Rua Sidónio Pais, apesar de não ser um significativo exemplar de uma qualquer corrente arquitectónica, reflecte uma forma de habitar típica das primeiras décadas do século passado, em que a moradia "burguesa" era ladeada por um quintal que convidava à organização de uma pequena horta para consumo doméstico e, na cave, ainda tinha a tradicional "loja". A primeira das duas habitações está desocupada há muito e os sinais de degradação são evidentes. Desconhecemos as causas, mas, apesar de estar mesmo ao lado da Câmara Municipal, parece que ainda ninguém reparou...

Casa das Ameias... sempre


Sobre esta, quase tudo está dito. Há quem afirme que o edifício original remonta ao século XV e, de acordo com os estudos feitos por Lopes da Costa, aqui ficava a rainha D. Amélia durante os períodos de férias em que se deslocava às Termas. Marca, desde há muito, a imagem de uma das zonas mais frequentadas da vila. Para o bem e para o mal. E mal continua, depois de uma avaliação técnica ter concluído ser necessária uma intervenção urgente e de, recentemente, o actual usufrutuário ter destruído as ilusões da Câmara sobre a possibilidade de ser ele a avançar com uma solução para o problema. Pela nossa parte, até fizemos uma sondagem sobre a sua utilização, depois de um leitor ter dado a entender que ninguém sabia o que fazer com o edifício, caso a autarquia local dele tomasse posse. Concluiu-se que ideias não faltam-o que falta é vontade para acabar com desculpas e, de uma vez por todas, resolver o problema.

Os exemplos aqui referidos não são únicos. Infelizmente. Por um qualquer motivo que desconhecemos, tem havido uma falta de preocupação com a sede do concelho, que permitiu que se chegasse ao estado actual. Nalguns casos, acreditamos que os proprietários necessitem de ajuda para recuperar os seus edifícios. Noutros, não. A verdade é que nada se fez em relação a qualquer deles. É pena, porque urge recuperar a imagem da vila. Reabilitar é preciso.

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Estação do Caminho de Ferro

Para começar bem o ano, uma extraordinária imagem...
Provavelmente um dos cinco melhores postais de Vouzela.

1920's


Edição de Dias e Rocha - Vouzela 

Nem me atrevo a comparar estas duas imagens ou a falar do que a Estação era e do que é agora... 

2009



sexta-feira, janeiro 01, 2010

"O saber não ocupa lugar"


Já a "santa" da minha professora primária dizia que "só os burros não aprendem", numa injusta avaliação dos jumentos e numa indirecta de discutível eficácia à pequenada de menor aptidão para ditados e tabuadas. Mas, como não há amor como o primeiro, nem professor como o primário, ficou-me gravada aquela sentença de que me recordei frequentemente ao longo de 2009, sempre que lia os suplementos económicos. De facto, foi um ano de lições, que se resumem de forma simples: ou tomamos nas nossas mãos o destino das coisas, ou estamos feitos!

Na sua mensagem de Natal, José Sócrates anunciou aqueles que considera serem os sectores prioritários para concentrar o investimento: "as infra-estruturas de transportes e comunicações, as escolas, os hospitais, as barragens, as energias renováveis". Estamos a ver a animação da coisa: um país cheio de luz, com gente de elevadas habilitações e de boa saúde, que se põe a andar daqui para fora, em alta velocidade, na hora de arranjar trabalho... Se aceitarmos tal destino, o melhor é começarmos a fazer as malas porque não entramos neste "sonho"- o Interior, o tal lado direito da A1 (para quem sobe), está condenado a submergir ou a plantar ventoinhas no quintal. E para isto nos pedem maiorias absolutas...

Por cá, também estamos bem servidos. Pouco antes das eleições, Telmo Antunes desvalorizou um estudo da Universidade da Beira Interior (ver também aqui), sobre o desenvolvimento e a qualidade de vida nos diversos concelhos de Portugal, onde Vouzela aparecia pouco fotogénica. Mal se apanhou com nova maioria absoluta, "despachou" os argumentos da vereadora Carmo Bica, com o "nível" já aqui sublinhado. Moral da história: temos um primeiro-ministro que imagina um país virtual e um presidente de Câmara que não discute política local. Ambos gostam de maiorias absolutas e absolutamente ignoram as preocupações do cidadão comum.

Mas, como "de pouco vale chorar sobre leite derramado" e "o que não tem remédio, remediado está", resta-nos explorar o único caminho ainda não percorrido: fazer! Há precisamente um ano, deixámos aqui uma proposta: "Como todos os estudos mostram, qualquer estratégia local tem que privilegiar os recursos endógenos. Património natural e edificado, floresta, agricultura, criação de gado, gastronomia, artesanato e até a construção civil, têm que saber trabalhar em equipa, unindo esforços, integrando as diversas ofertas num único produto final: Vouzela/ Lafões. É o único suficientemente resguardado da concorrência para conseguir sobreviver. É o único que tem procura suficiente para ultrapassar os limites do acanhado mercado regional. Mais do que competição, precisamos de cooperação".

Ora, como "o caminho faz-se caminhando", há pequenos passos que nos parecem ao alcance de qualquer perna. Por exemplo, que motivo pode justificar que não se encontre no comércio da sede do concelho, exemplares significativos do artesanato regional? Como compreender que as ementas de grande parte dos restaurantes não destaquem as produções locais (que não se limitam à vitela e aos pasteis)? Porque não aprender com as bem sucedidas experiências dos percursos pedestres, das "Jornadas Micológicas" e da "Doce Vouzela", para criar novas iniciativas associadas a outros pontos de interesse e conseguir oferta para todo o ano? Porque não aprender com outros concelhos deste país, em que, na sua sede, há indicações claras sobre os pontos de interesse de todas as suas freguesias?

Claro que muito mais há para fazer. Claro que há todo um trabalho de organização e de reabilitação que exige outros meios e outros apoios. Mas também há estas simples iniciativas que nada custam e que, de uma vez por todas, permitem acabar com aquela imagem hoje dominante de que Vouzela só não interessa aos vouzelenses.

A aprendizagem da cooperação é o passo na direcção certa: a da afirmação de Vouzela como marca de excelência. Só depende de nós e depois, como também se fartava de repetir a santa da minha professora, "o saber não ocupa lugar".

Votos de Ano Novo

Já que estamos em época de desejos, permitam-nos expressar um só, bem simples: que o nosso presidente da Câmara comece a rumar a Viseu pela A25, de modo a aperceber-se do estado lamentável em que se encontra o piso da variante que lhe dá acesso. Não sei se é ou não da competência camarária. Apenas sei que os produtos de excelência começam nestes pequenos pormenores. Um óptimo ano para todos.

A CRISE

Feliz Ano Novo !!!!

Cheguei à conclusão que para além das crises económicas, financeiras, culturais, de valores etc.etc. estamos a atravessar uma crise de alegria e passo a explicar.

Por razões económico-financeiras, como a maior parte dos portugueses, a passagem do ano foi em casa: jantarinho melhorado, espumante, algumas mensagens e "tá" feito!! Feliz Ano Novo!!!

O que estranhei em relação a anos transactos é que não ouvi o habitual BARULHO !
Na realidade a "crise" económico-financeira atingiu profundamente o estado de espírito das pessoas e não há vontade para comemorações. O que todos nós precisamos é de uma injecção de optimismo, de confiança, de objectivos e isso meus amigos já percebemos que não iremos ter.
As noticias são de facto alarmantes: o Freeport continua;o caso"face oculta" está cada vez mais oculto; os helicópteros não voam;os submarinos estão a chegar: o TGV também; as energias alternativas não dão luz; o governo desgoverna;a oposição não se opõe e o POVO VAI PAGANDO!!!
A propósito dos investimentos do estado, propagandeados com pompa e circunstancia pelo governo anterior (o Pinho era mestre e o actual continua) seria bom recordar a situação do "La Seda" em Sines onde um consórcio de "espertos" (franceses e ingleses que já estão a contas com a justiça dos respectivos países) deixou várias empresas nacionais "a berrar" porque o financiamento foi assegurado pela CGD que agora diz que não tem nada a ver com o assunto.
Também seria bom que a "oposição" verificasse o que foi dito e o que foi feito, por essa personagem tenebrosa que dá pelo nome de Basilio Horta (por favor vejam o que vai acontecer na Quimonda)
Desculpem mas não posso deixar de recordar aquele episódio tragico-cómico do "palhaço" no parlamento: é que o homem é mesmo "palhaço" pois dizer que a Zézinha andou a saltar de partido em partido é mesmo de "inimputável".Que se saiba a senhora saiu do CDS-PP e foi eleita como independente pelo PSD.
Seria bom que esse "palhaço" verificasse a origem de "ilustres" militantes do seu partido: José Sócrates - JSD; Jorge Coelho MRPP; Pina Moura PCP; Mario Lino PCP, Freitas do Amaral CDS e muitos outros que o adiantado da hora não me ajuda a lembrar.
Já alguém ouviu falar sobre isto? Onde está a oposição? Quem é que pode ter optimismo, confiança e acreditar em objectivos.
É que, sem surpresas, ninguém vai preso !!!

Mesmo assim atrevo-me a desejar um bom 2010 (pior que 2009 será difícil)