segunda-feira, janeiro 11, 2010
domingo, janeiro 10, 2010
Ei-la, de novo!


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Zé Bonito
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quinta-feira, janeiro 07, 2010
Reabilitar é preciso
Serração
A serração era das mais antigas unidades industriais do concelho, localizada mesmo em frente da estação dos caminhos de ferro, numa altura em que isso marcava o fim da vila para o lado nascente. Mais tarde, o crescimento da malha urbana envolveu-a, valorizando os seus terrenos e tornando-os num negócio mais apetecível do que a continuação da actividade (que já tinha parado há algum tempo). Uma equipa camarária anterior, permitiu a urbanização do espaço-criou-se um problema. Falou-se da vontade de uma grande superfície ali se instalar, falou-se da
construção de um prédio de não sei quantos andares que a Câmara não autorizou- fez bem. Mal esteve (e está) quem demoliu a fachada, quem o permitiu e permite que se mantenha no estado que se vê. Salvo melhor opinião, qualquer projecto devia incluir os elementos mais característicos da unidade industrial que lá existiu. Assim como tudo isso devia estar devidamente classificado. Devia...
Mesmo ao lado da Câmara
Cá está um exemplo do que dissemos na introdução a este tema: este edifício, (composto por duas moradias geminadas) localizado na Rua Sidónio Pais, apesar de não ser um significativo exemplar de uma qualquer corrente arquitectónica, reflecte uma forma de habitar típica das primeiras décadas do século passado, em que a moradia "burguesa" era ladeada por um quintal que convidava à organização de uma pequena horta para consumo doméstico e, na cave, ainda tinha a tradicional "loja". A primeira das duas habitações está desocupada há muito e os sinais de degradação são evidentes. Desconhecemos as causas, mas, apesar de estar mesmo ao lado da Câmara Municipal, parece que ainda ninguém reparou...
Casa das Ameias... sempre
Sobre esta, quase tudo está dito. Há quem afirme que o edifício original remonta ao século XV e, de acordo com os estudos feitos por Lopes da Costa, aqui ficava a rainha D. Amélia durante os períodos de férias em que se deslocava às Termas. Marca, desde há muito, a imagem de uma das zonas mais frequentadas da vila. Para o bem e para o mal. E mal continua, depois de uma avaliação técnica ter concluído ser necessária uma intervenção urgente e de, recentemente, o actual usufrutuário ter destruído as ilusões da Câmara sobre a possibilidade de ser ele a avançar com uma solução para o problema. Pela nossa parte, até fizemos uma sondagem sobre a sua utilização, depois de um leitor ter dado a entender que ninguém sabia o que fazer com o edifício, caso a autarquia local dele tomasse posse. Concluiu-se que ideias não faltam-o que falta é vontade para acabar com desculpas e, de uma vez por todas, resolver o problema.
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Zé Bonito
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segunda-feira, janeiro 04, 2010
Estação do Caminho de Ferro
Para começar bem o ano, uma extraordinária imagem...
Provavelmente um dos cinco melhores postais de Vouzela.
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CP
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sexta-feira, janeiro 01, 2010
"O saber não ocupa lugar"
Na sua mensagem de Natal, José Sócrates anunciou aqueles que considera serem os sectores prioritários para concentrar o investimento: "as infra-estruturas de transportes e comunicações, as escolas, os hospitais, as barragens, as energias renováveis". Estamos a ver a animação da coisa: um país cheio de luz, com gente de elevadas habilitações e de boa saúde, que se põe a andar daqui para fora, em alta velocidade, na hora de arranjar trabalho... Se aceitarmos tal destino, o melhor é começarmos a fazer as malas porque não entramos neste "sonho"- o Interior, o tal lado direito da A1 (para quem sobe), está condenado a submergir ou a plantar ventoinhas no quintal. E para isto nos pedem maiorias absolutas...
Por cá, também estamos bem servidos. Pouco antes das eleições, Telmo Antunes desvalorizou um estudo da Universidade da Beira Interior (ver também aqui), sobre o desenvolvimento e a qualidade de vida nos diversos concelhos de Portugal, onde Vouzela aparecia pouco fotogénica. Mal se apanhou com nova maioria absoluta, "despachou" os argumentos da vereadora Carmo Bica, com o "nível" já aqui sublinhado. Moral da história: temos um primeiro-ministro que imagina um país virtual e um presidente de Câmara que não discute política local. Ambos gostam de maiorias absolutas e absolutamente ignoram as preocupações do cidadão comum.
Mas, como "de pouco vale chorar sobre leite derramado" e "o que não tem remédio, remediado está", resta-nos explorar o único caminho ainda não percorrido: fazer! Há precisamente um ano, deixámos aqui uma proposta: "Como todos os estudos mostram, qualquer estratégia local tem que privilegiar os recursos endógenos. Património natural e edificado, floresta, agricultura, criação de gado, gastronomia, artesanato e até a construção civil, têm que saber trabalhar em equipa, unindo esforços, integrando as diversas ofertas num único produto final: Vouzela/ Lafões. É o único suficientemente resguardado da concorrência para conseguir sobreviver. É o único que tem procura suficiente para ultrapassar os limites do acanhado mercado regional. Mais do que competição, precisamos de cooperação".
Ora, como "o caminho faz-se caminhando", há pequenos passos que nos parecem ao alcance de qualquer perna. Por exemplo, que motivo pode justificar que não se encontre no comércio da sede do concelho, exemplares significativos do artesanato regional? Como compreender que as ementas de grande parte dos restaurantes não destaquem as produções locais (que não se limitam à vitela e aos pasteis)? Porque não aprender com as bem sucedidas experiências dos percursos pedestres, das "Jornadas Micológicas" e da "Doce Vouzela", para criar novas iniciativas associadas a outros pontos de interesse e conseguir oferta para todo o ano? Porque não aprender com outros concelhos deste país, em que, na sua sede, há indicações claras sobre os pontos de interesse de todas as suas freguesias?
Claro que muito mais há para fazer. Claro que há todo um trabalho de organização e de reabilitação que exige outros meios e outros apoios. Mas também há estas simples iniciativas que nada custam e que, de uma vez por todas, permitem acabar com aquela imagem hoje dominante de que Vouzela só não interessa aos vouzelenses.
A aprendizagem da cooperação é o passo na direcção certa: a da afirmação de Vouzela como marca de excelência. Só depende de nós e depois, como também se fartava de repetir a santa da minha professora, "o saber não ocupa lugar".
Votos de Ano Novo
Já que estamos em época de desejos, permitam-nos expressar um só, bem simples: que o nosso presidente da Câmara comece a rumar a Viseu pela A25, de modo a aperceber-se do estado lamentável em que se encontra o piso da variante que lhe dá acesso. Não sei se é ou não da competência camarária. Apenas sei que os produtos de excelência começam nestes pequenos pormenores. Um óptimo ano para todos.
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Zé Bonito
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01:11
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A CRISE
Cheguei à conclusão que para além das crises económicas, financeiras, culturais, de valores etc.etc. estamos a atravessar uma crise de alegria e passo a explicar.
Por razões económico-financeiras, como a maior parte dos portugueses, a passagem do ano foi em casa: jantarinho melhorado, espumante, algumas mensagens e "tá" feito!! Feliz Ano Novo!!!
Mesmo assim atrevo-me a desejar um bom 2010 (pior que 2009 será difícil)
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Zé de Lisboa
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quarta-feira, dezembro 30, 2009
Apesar de tudo, é Natal...
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Trinta e três
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