quarta-feira, outubro 28, 2009

Pérolas do planeamento urbano-II


Ok. Reconhecemos não ter uma opinião muito favorável sobre o trabalho das autarquias locais. Enaltecemos os casos positivos, mas o saldo, sobretudo desde que essa coisa dos "fundos europeus" começou a embaciar os espíritos, tendeu para valores negativos com uma velocidade assustadora. Os exemplos são tantos que já cansa comentá-los em pormenor. Reparem nesta "pérola".

Algumas forças políticas de Aveiro, "descobriram" que o campo de futebol, construído com pompa e circunstância para o "Euro 2004", não passa de um mono caro. Até aqui nada de novo e situações semelhantes existem em Leiria ou no Algarve (só não se percebe muito bem o que os impediu de chegar a essa conclusão antes de avançar para a asneira, mas adiante.) Vai daí, proliferaram ideias desde a implosão pura e simples da obra, até à mais recente avançada pelo presidente Élio Maia. Macacos me mordam se isto não me recorda aquelas situações anedóticas em que alguém vendia aos incautos a Torre dos Clérigos ou o Mosteiro dos Jerónimos. Então, para compensar um "elefante branco" que apenas beneficiou quem, directa ou indirectamente, esteve ligado à sua construção, arranja-se um centro comercial (mais um), que nada vai acrescentar à economia da região, que na maior parte dos casos irá viver de transferências de lojas de outros centros e que, feitas as contas, apenas irá beneficiar quem estiver ligado à sua construção...

O mais preocupante é que este tipo de "obra" reflecte a ideia desta gente sobre "progresso" e "desenvolvimento", bem visível no desordenamento da maior parte do território, e que só aguarda os primeiros sinais de fim de crise para regressar em força.

segunda-feira, outubro 26, 2009

Pelourinho e Escola Conde Ferreira

1920's



Postal n.º 20 de uma série da qual aqui temos mostrado alguns exemplares. Esta série não tem referência ao editor. Alguns postais têm no verso um carimbo com a inscrição "CASA AUGUSTO ROCHA" ou "CASA DA MONTANHA CASTELA".

A quem tiver repetidos para troca ou venda, estou interessado nos números 5, 7, 9, 10, 12, 14, 18. Alguém conhece algum com número superior a 20?

sábado, outubro 24, 2009

"Agora só falta aqui é cimento"


Retirado daqui, a partir do Quinta do Sargaçal

Já temos governo. Para os opinadores de grande audiência, tudo se parece resumir a ser mais ou menos da "linha dura", mais ou menos "dialogante" e, a partir daí, deduzir o modo como o colectivo vai evoluir no relvado. Isso mesmo. Parece que estão a falar de uma equipa de futebol. Discutir opções políticas, modelos de desenvolvimento, não passa pela cabeça de quem pensa ter alcançado o estádio supremo do desenvolvimento humano e chegado ao "fim da História". Não chegámos. Apenas nos arriscamos a ver chegar o fim da linha. Mais uma. E, com ela, assistir a mais um exemplo do desperdício de um modelo de crescimento (desenvolvimento é outra coisa) que ninguém discute.
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O documentário "Pare, Escute, Olhe" que aqui apresentamos, foi o grande vencedor da 7ªa edição do festival internacional de cinema DocLisboa. Ler aqui.

OS PASTEIS

Já lá vai o tempo em que se ia ao Café Avenida tomar uma café e comer um dos melhores pasteis de nata do país o que, dito por um lisboeta tem o seu peso. Infelizmente o criador dos pasteis faleceu e como acontece em muitas outras coisas na vida não deixou seguidor, pelo que hoje os pasteis são intragáveis. É pena.

Também é pena que nos variadíssimos certames gastronómicos que estão a decorrer neste fim de semana e largamente publicitados pelas televisões não haja a mais pequena referência aos pasteis de Vouzela. Os de Tentugal estão em todas, mas os de Vouzela nem numa imagem furtiva.

Num festival de doçaria lá estavam a falar na necessidade da certificação das especialidades regionais. E em Vouzela, o que se está a fazer? Será que, tal como a vila os doceiros vouzelenses continuam a viver no século passado? Ao menos promovam o que têm e se é preciso certificar que certifiquem senão arriscamo-nos a curto prazo a ficarmos em eles.

Tal como os pasteis, também o novo governo não muda a receita e o que é pior não muda os doceiros. O PM, desacreditadíssimo, teve imensa dificuldade em recrutar gente capaz para o governo e aí está o "baralha e volta a dar".
É mau de mais para ser verdade e não se lhe augura grande futuro, mas enquanto fazem e não fazem ficam e não ficam lá vai o povo passando mal enquanto os políticos se vão ocupando em "evacuar" pareceres e comentários, como se o que eles dizem fosse levado a sério por alguém.

Como foi referido num dos programas dos "Gatos Fedorento" (do melhor que foi produzido nos últimos tempos em televisão) só após as eleições legislativas vieram a público os maus números do país e são mesmo muito maus. Mais pobreza, mais desemprego, maior clivagem entre ricos e pobres, pior formação, mais corrupção à mistura com submarinos, Freeport, Cova da Beira e como seria expectável pelo que atrás referimos, menor independencia dos meios de comunicação.

Mas como dizia o outro, o povo é sereno e como ainda por cima é quem mais ordena que se amanhem porque eu vou emigrar.

sexta-feira, outubro 23, 2009

Sobre o nome Alafum: Lenda da caninha verde

Em tempos que já lá vão, nos primeiros tempos da Reconquista, vivia num palácio em Fataunços, perto de Vouzela, o nobre guerreiro El Haturra, descendente do famoso chefe mouro Cid Alafum. El Haturra era velho e feio e nunca era visto sem a sua bengala, uma velha cana que vinha sendo transmitida na sua família, de geração em geração, entregue ao seu novo possuidor com umas palavras misteriosas... Ora, o facto de El Haturra se fazer acompanhar por aquela cana negra e ressequida era objecto de troça de todos, a tal ponto que um seu amigo, o jovem português Álvaro o aconselhou a desfazer-se dela. El Haturra confidenciou-lhe então que a vara tinha magia e que se um dia chegasse a ficar verde era o sinal sagrado do profético encontro de dois primos descendentes de Cid Alafum. Nesse dia esperado, as terras e os tesouros do antigo chefe mouro voltariam à posse da família e as formosas mouras seriam desencantadas. Uma condição essencial era que ambos os descendentes professassem a religião de Alá. Um dia, passeavam El Haturra e o seu amigo Álvaro pelo campo quando viram uma linda princesa acompanhada por uma formosa aia, de cabelo negro e olhos azuis, que cavalgava um cavalo negro. De repente, a vara começou a ficar verde e El Haturra começou a rejuvenescer, tornando-se jovem e belo. Ao primeiro olhar, El Haturra tinha reconhecido na aia a descendente de Cid Alafum e, juntamente com Álvaro, saiu atrás das duas jovens que se dirigiam à corte do rei de Portugal. Diz a lenda que El Haturra conseguiu convencer a jovem aia a casar-se com ele e o rei de Portugal abençoou a união com uma condição: o baptismo de El Haturra. De início o agora jovem El Haturra opôs-se veemente, mas por fim a sua paixão foi mais forte e aceitou o desejo real. O baptismo ficou marcado para o dia do casamento e foi então que aconteceu algo de extraordinário: no momento em que estava a ser baptizado, El Haturra voltou a ser velho e feio como dantes. A magia da caninha verde só seria válida se ambos os nubentes professassem a religião de Maomé. A noiva desmaiou naquele mesmo momento e nunca mais quis ouvir falar no seu noivo que desapareceu para sempre, enquanto que a sua cana verde foi guardada num sítio secreto. Segundo a tradição, se alguém gritar "Viva o fidalgo da caninha verde!" no mesmo local e à mesma hora em que se deu o encontro entre os dois descendentes de Cid Alafum, ouvirá gargalhadas alegres das mouras encantadas que pensam que chegou a hora da sua libertação.
- Tirado daqui

quarta-feira, outubro 21, 2009

Será desta?

Tirado daqui

Está a ser criada uma associação com o objectivo de tirar o Cine-teatro João Ribeiro do marasmo em que se encontra. Velha aspiração de Vouzela onde nunca faltaram entusiastas que, de modo completamente amador, dinamizaram grupos de teatro e promoveram sessões de cinema, a construção da recente sala ainda não conseguiu marcar lugar na nossa agenda cultural, nem, tão-pouco, nos nossos hábitos. Como já foi dito pela Ana de "Os dias assim", alguns equívocos na escolha da programação podem explicar um pouco do que se tem passado.

Mas, o que interessa é haver gente interessada em alterar o estado das coisas. Gente com humildade suficiente para aprender com as experiências do passado, perceber que tudo o que por aqui foi sendo bem feito resultou da "carolice" pura e dura, e romper com preconceitos. Pode ser o caso deste grupo que está a ser criado e que projecta, também, lançar um boletim cultural, onde serão divulgadas as diversas iniciativas que venham a ser organizadas no cine-teatro.

Aceitam-se ideias

Foi precisamente a propósito deste boletim, que nos pediram ajuda. O grupo quer um nome forte, que permita uma rápida associação a Vouzela. Referências históricas e antropológicas, nomes que tenham ganho a força da tradição. Agradecem-se sugestões na caixa de comentários deste post. Como o desafio exige reflexão, vai ficar, durante algum tempo, bem ao alto da nossa coluna do lado direito.

segunda-feira, outubro 19, 2009

Largo da Feira - O. Frades

 



Quem se lembra do velhinho Largo da Feira de Oliveira de Frades?
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