segunda-feira, julho 13, 2009

Uma raridade...

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Este postal é uma das raridades do início do século XX, de uma colecção editada por Custódio Pereira de Carvalho!

sábado, julho 11, 2009

Recuperação do património e criação de emprego

"A média europeia de percentagem de trabalho de recuperação dentro da construção civil é de 40 por cento, na Holanda está nos 75 por cento e, em Portugal, segundo dados da Aecops (Associação das Empresas de Construção e Obras Públicas) é de 6,5 por cento"- Elísio Summavielle, director do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, Público, 05/07/2009 (ver aqui).

quarta-feira, julho 08, 2009

É tarde para sermos pessimistas

Para ver o documentário, "clique" aqui

Já era esperado. Perante o alastrar da crise económica, os problemas ambientais têm passado para segundo plano, numa tentativa de nos levarem a acreditar que, agora, temos que arrumar outra secção: a economia. A ideia tem sido agitada em manifestos e declarações, como a famosa tirada de Belmiro de Azevedo: "No momento actual é preferível ter um mau emprego a não ter emprego algum". Parece consensual. No entanto, esconde as regras do funcionamento de um jogo viciado, em que poucos decidem quem tem emprego, que tipos de emprego e durante quanto tempo nos devemos contentar com maus empregos. Aproveita-se o desespero do cidadão para evitar que ele pense se vale a pena reparar uma "máquina" que nos empurrou para a situação em que estamos, ou se a solução está antes em construir outra "máquina".

Os problemas do esgotamento dos recursos e da degradação ambiental, têm tudo que ver com a situação que vivemos. O modelo de crescimento que até agora conhecemos, não só os ignorou, como os agravou. Ao mesmo tempo que punha à nossa disposição as mil e uma cangalhadas que enchem as prateleiras de um qualquer supermercado, mostrava-se incapaz de assegurar algumas questões vitais, como a qualidade e a quantidade de água. Como escreveu o prémio Nobel da Economia, Paul Kruger, negar, hoje, as consequências das alterações climáticas, deve ser considerado um acto de traição. Porque a solução não pode estar em optar pela criação do emprego ou pela poupança; pelo crescimento ou pela defesa do ambiente. Todos os problemas estão interligados e não se percebe como se possa resolver um deles, sem os resolver todos.

Nunca fomos adeptos da perspectiva voluntarista da resolução dos problemas ambientais que acredita que a salvação do mundo está na roda pedaleira, nem da lamechas que recorre à facilidade da lágrima para substituir o conhecimento. Por isso, é a primeira vez que propomos um documentário sobre o assunto: "Home-O Mundo é a nossa casa", produzido por Yann Arthus-Bertrand. Escolha o seu melhor sofá, convide a miudagem, faça-se acompanhar de um copo de água fresca (provavelmente engarrafada, por causa das coisas...) e faça o favor de se indignar. "É tarde de mais para sermos pessimistas".

segunda-feira, julho 06, 2009

Mais uma vista de Vouzella

Este postal nada acrescenta ao nosso conhecimento das inúmeras vistas de Vouzela que ficaram perpetuadas em postais. É um postal bastante raro e, a par de um outro do Castelo de Vilharigues, tem a curiosidade de ter sido emitido pela Comissão de Iniciativa das Termas de S. Pedro do Sul na primeira metade da década de 1910.

sábado, julho 04, 2009

Fetichismo no PSD

Santana quer novo túnel em Lisboa... Telmo Antunes quer o seu em Vouzela.

Tempo de manifestos

Angel Boligan- aqui

Alguns dos investimentos anunciados serão certamente justificados no futuro, quando a situação económica for mais desafogada e houver mais procura para os serviços que eles venham a prestar. Mas vários deles integram-se mal nas prioridades da conjuntura actual, porque os correspondentes custos envolvem muito valor acrescentado no estrangeiro e não muita mão de obra nacional- José Silva Lopes, Reavaliar investimentos públicos.

A crise global exige responsabilidade a todos os que intervêm na esfera pública. Assim, respondemos a esta ameaça de deflação e de depressão propondo um vigoroso estímulo contracíclico, coordenado à escala europeia e global, que só pode partir dos poderes públicos. Recusamos qualquer política de facilidade ou qualquer repetição dos erros anteriores. É necessária uma nova política económica e financeira- O debate deve ser centrado em prioridades: só com emprego se pode reconstruir a economia

A razão principal porque não concordo com muitas das obras previstas ´é por serem mais obra pública desligadas de qualquer estratégia integrada de desenvolvimento.(...) Por exemplo, para que são precisas mais autoestradas quando em presença dos custos energéticos e ambientais tudo aponta para o transporte ferroviário como o transporte de futuro. (...) Qual a solução para reduzir a dependência do transporte rodoviário de mercadorias a favor do transporte ferroviário se nós insistimos na bitola ibérica na Linha do Norte e os espanhóis estão a mudar as suas vias para bitola europeia?- Henrique Neto em debate com Rui Tavares, justificando o apoio ao Manifesto "Reavaliar investimentos públicos".

Dado que as autoridades têm pudor em intervir a sério nos bancos, as dificuldades de acesso ao crédito persistem por toda a Europa. No geral, a União Europeia continua ‘a dar o seu melhor’ para que vários Estados da Zona Euro (para além de alguns membros da UE fora do euro) cheguem ao fim do ano com gravíssimas dificuldades de financiamento (vulgo ‘bancarrota’) sem que tenham executado programas significativos de estímulo à economia- Jorge Bateira, Ladrões de Bicicletas, em defesa do Manifesto "O debate deve ser centrado em prioridades".

A crise mundial e a nossa crise nacional não só vieram revelar a falência (literalmente) do modelo de capitalismo auto-regulado, como vieram desmascarar a suposta aura de competência, liderança e seriedade de muitos dos nossos iluminados governantes e gestores- Nuno Artur Silva

quinta-feira, julho 02, 2009

Democracia pouco electrónica

Se quiserem, podemos antes dizer que é uma electrónica pouco democrática. Não, não nos referimos a preços, mas tão somente ao modo como (não) se aproveita a facilidade de comunicação permitida pela Internet, para melhorar a informação do munícipe e facilitar a sua participação.

A página da nossa Câmara Municipal é um bom exemplo. Apesar de noticiar a obrigatoriedade de "todos os tipos de procedimentos, desde ajustes directos a concursos públicos" passarem a ser efectuados por essa via, não estão acessíveis, por um motivo ou por outro, documentos que deviam ser conhecidos pelo cidadão comum, ou que só tinham a ganhar se conseguissem uma maior participação no seu produto final. Por exemplo, procure-se o PDM (que se anuncia estar em revisão e em prazo para entrega de propostas) e o máximo que se consegue é uma ligação ao Outlook. Se optar pela "listagem do Património Classificado ou em vias de Classificação" (ficheiro em formato PDF), recebe uma mensagem de erro- esperamos que isto não tenha uma qualquer carga simbólica...