segunda-feira, janeiro 26, 2009
sábado, janeiro 24, 2009
Dois novos destaques
Aí em baixo, na coluna da direita, dois novos destaques nas "Caixas de dúzia". Um, sobre a polémica em torno do projecto de ampliação da Avenida João de Melo, registando o que de mais significativo vamos publicando a esse respeito. Outro, com imagens da neve que por aqui andou no início deste inverno e que foram captadas pelas câmaras do Álvaro Tavares, do António Figueiredo, da Elsa e do BE-Vouzela. Em ambos os casos, são espaços abertos a quem neles quiser participar. Como é costume da casa.
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sexta-feira, janeiro 23, 2009
Sobre o projecto de ampliação da Avenida João de Melo
O património paisagístico que herdámos, o equilíbrio entre o natural e o edificado, é demasiadamente precioso para que nele se intervenha sem ampla reflexão. É para isso que procuramos contribuir, a propósito do projecto de ampliação da Avenida João de Melo, em nossa opinião desnecessário e perigoso. Temos argumentos que divulgamos. Estamos abertos ao debate e à colaboração de outros. Como sempre.4- A obra da Câmara vai criar mais problemas do que resolvê-los- 28 de Novembro de 2008
3- Sobre o prolongamento da Avenida João de Melo: Vamos lá fazer uns bonecos- 26 de Novembro de 2008
2- Lá voltamos nós ao mesmo- a propósito do prolongamento da Avenida João de Melo- 14 de Novembro de 2008
1- Ampliação da Avenida João de Melo? Por favor, estejam quietos- 13 de Março de 2007
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Zé Bonito
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quinta-feira, janeiro 22, 2009
A deseducação pelo território
Na sequência da última greve dos professores, um tal Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), deu voz ao seu desagrado, não pelo estado actual da educação, mas pelo facto... das cantinas não terem funcionado nas escolas que fecharam. Sem querer, o senhor Albino disse mais sobre o papel actual das escolas e sobre o desordenamento do nosso território, do que mil discursos de ministros e sindicatos.
Com uma população maioritariamente concentrada nos grandes centros do litoral, por vezes obrigada a grandes deslocações casa-trabalho e afastada dos restantes familiares, o enquadramento das crianças só é possível através de instituições, nomeadamente da Escola. Por isso, numa sociedade desorganizada como a nossa, a principal função social dessas instituições é manterem a miudagem lá dentro, transformando-se numa espécie de centros de acolhimento temporário- quanto ao resto, logo se vê.
No mesmo dia em que foram proferidas as declarações do dirigente da Confap, o ministro Augusto Santos Silva, que até já dirigiu (vá-se lá saber porquê) a pasta da Educação, garantiu (Público de 20 de Janeiro) que toda a “agenda reformista” do Governo está dependente... da aplicação do modelo de avaliação dos professores (pelos vistos, era agora que iam começar as prometidas reformas). Será que isto quer mesmo dizer o que parece, ou é a já famosa dificuldade de comunicação dos nossos governantes que nos leva a concluir que eles querem institucionalizar-nos? Com a cantina a funcionar, entenda-se.
Com uma população maioritariamente concentrada nos grandes centros do litoral, por vezes obrigada a grandes deslocações casa-trabalho e afastada dos restantes familiares, o enquadramento das crianças só é possível através de instituições, nomeadamente da Escola. Por isso, numa sociedade desorganizada como a nossa, a principal função social dessas instituições é manterem a miudagem lá dentro, transformando-se numa espécie de centros de acolhimento temporário- quanto ao resto, logo se vê.
No mesmo dia em que foram proferidas as declarações do dirigente da Confap, o ministro Augusto Santos Silva, que até já dirigiu (vá-se lá saber porquê) a pasta da Educação, garantiu (Público de 20 de Janeiro) que toda a “agenda reformista” do Governo está dependente... da aplicação do modelo de avaliação dos professores (pelos vistos, era agora que iam começar as prometidas reformas). Será que isto quer mesmo dizer o que parece, ou é a já famosa dificuldade de comunicação dos nossos governantes que nos leva a concluir que eles querem institucionalizar-nos? Com a cantina a funcionar, entenda-se.
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segunda-feira, janeiro 19, 2009
Os leitores lançam as mãos à massa-V
Nos tempos que correm, encontrar alguém que possui uma relíquia e se dispõe a partilhá-la, não só é raro, como é motivo de orgulho para todos os que com ele privam. É isso mesmo que sentimos por termos leitores como o Augusto Rodrigues que, de Ovar, nos mandou a imagem que se segue. Para partilhar.
Inauguração da Estação de Vouzela
Amigos:
Junto foto da inauguração da estação de caminho de ferro em Vouzela, presumo ter sido em 17 de Março de 1914.
(...)
Grande abraço,
Augusto Rodrigues - Ovar
Junto foto da inauguração da estação de caminho de ferro em Vouzela, presumo ter sido em 17 de Março de 1914.
(...)
Grande abraço,
Augusto Rodrigues - Ovar
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sábado, janeiro 17, 2009
quarta-feira, janeiro 14, 2009
Por aqui, a crise tem melhores vistas
Mal se abre a porta é como se uma lâmina de aço nos cortasse a cara, enquanto pequenas nuvens se vão formando ao ritmo da respiração. São lindos estes dias frios, sobretudo com céu azul e horizontes límpidos. Do alto do Monte Castelo vê-se o mundo.
Para os que ainda têm a memória da terra, o Inverno é um tempo de expectativa, de preparação- "lavoura das terras e preparação das culturas de Inverno", manda o Borda d'Água. Não tarda, há que podar as videiras. Idealizar o seu crescimento, orientá-lo e ajudar a planta a consegui-lo. Exige-se uma perfeita noção de medida no corte- nem a mais, nem a menos.
"Em Janeiro sobe ao outeiro"- manda o ditado. "Se vires verdejar, põe-te a chorar. Se vires terrear, põe-te a cantar". Bem cantávamos este ano, valesse de alguma coisa vermos terrear. A terra aí está, ao abandono, respondendo com indiferença à indiferença de quem manda. O défice externo deve-se, muito, à importação de energia-diz o nosso primeiro-ministro. Pois deve. Mas também se deve à importação de tudo o resto que não produzimos e devíamos, como… produtos agrícolas.
"Para quê salvar uma actividade que fica mais cara do que comprar ao estrangeiro?"- perguntam por aí uns teóricos de contas curtas (também aqui). É pena não dizerem se preferem gastar em apoios sociais e em medidas de compensação do desordenamento do território. É a tal história da noção de medida. Deviam aprender a podar videiras.
A agricultura tem uma importância social e ambiental que está muito para além do preço do molho de grelos- já nem vale a pena falar da qualidade do que se come. Viabilizá-la, depende, sobretudo, de incluir essa parcela nas contas, de a entendermos como uma peça fundamental de qualquer projecto de economia sustentada para o Interior e de furar o monopólio da distribuição. Não desperdiçar apoios europeus também ajuda.
Sopra uma brisa gelada de Norte. À nossa frente impõem-se amplos horizontes só limitados pela Gralheira. Lá em baixo o Vouga. E terra que já foi de cultivo e hoje não é. Resta a compensação de ainda o ser- só terra. É como se uma lâmina de aço nos cortasse a cara e a alma. Por aqui, doi muito a crise. Mas tem melhores vistas.
Para os que ainda têm a memória da terra, o Inverno é um tempo de expectativa, de preparação- "lavoura das terras e preparação das culturas de Inverno", manda o Borda d'Água. Não tarda, há que podar as videiras. Idealizar o seu crescimento, orientá-lo e ajudar a planta a consegui-lo. Exige-se uma perfeita noção de medida no corte- nem a mais, nem a menos.
"Em Janeiro sobe ao outeiro"- manda o ditado. "Se vires verdejar, põe-te a chorar. Se vires terrear, põe-te a cantar". Bem cantávamos este ano, valesse de alguma coisa vermos terrear. A terra aí está, ao abandono, respondendo com indiferença à indiferença de quem manda. O défice externo deve-se, muito, à importação de energia-diz o nosso primeiro-ministro. Pois deve. Mas também se deve à importação de tudo o resto que não produzimos e devíamos, como… produtos agrícolas.
"Para quê salvar uma actividade que fica mais cara do que comprar ao estrangeiro?"- perguntam por aí uns teóricos de contas curtas (também aqui). É pena não dizerem se preferem gastar em apoios sociais e em medidas de compensação do desordenamento do território. É a tal história da noção de medida. Deviam aprender a podar videiras.
A agricultura tem uma importância social e ambiental que está muito para além do preço do molho de grelos- já nem vale a pena falar da qualidade do que se come. Viabilizá-la, depende, sobretudo, de incluir essa parcela nas contas, de a entendermos como uma peça fundamental de qualquer projecto de economia sustentada para o Interior e de furar o monopólio da distribuição. Não desperdiçar apoios europeus também ajuda.
Sopra uma brisa gelada de Norte. À nossa frente impõem-se amplos horizontes só limitados pela Gralheira. Lá em baixo o Vouga. E terra que já foi de cultivo e hoje não é. Resta a compensação de ainda o ser- só terra. É como se uma lâmina de aço nos cortasse a cara e a alma. Por aqui, doi muito a crise. Mas tem melhores vistas.
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