quinta-feira, novembro 13, 2008

Sim, diz-nos respeito

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Uma em cada três mulheres é vítima de violência ou de qualquer outra forma de abuso ao longo da sua vida.

quarta-feira, novembro 12, 2008

Carvalha da Feira

Voltando ao Largo da Feira, existia aí uma enorme carvalha que, pelo aspecto, terá provavelmente nascido ainda no séc. XVIII.
Podemos ver atrás dela um edifício que deverá ter sido aquele que delimitou o traçado da actual rua que sobe.

1910's

Union Postale Universelle
Edição da Ourivesaria Souto

segunda-feira, novembro 10, 2008

Continuando com a Feira de Vouzela

Outro dos excelentes postais de Vouzela relativos ao Mercado Público (Feira do Gado).

1910's

UNION POSTALE UNIVERSELLE
Edição da Ourivesaria Souto



Agosto de 2007

Foto: Carlos Pereira

sexta-feira, novembro 07, 2008

Pelos caminhos da Educação

Doisneau

A exemplo do que se passa um pouco por todo o país, as escolas de Vouzela suspenderam a aplicação do modelo de avaliação dos professores, "enquanto todas as limitações, arbitrariedades, incoerências e injustiças que enformam este modelo de avaliação não forem corrigidas". O mau ambiente existente entre esses profissionais e o respectivo ministério é, há muito, indisfarçável. Tal como aconteceu com o anterior ministro da Saúde, Correia de Campos, também a equipa da Dra. Maria de Lurdes falhou na comunicação, insistindo numa apreciação dos acontecimentos em que parece acreditar que lhe assiste a razão toda, enquanto o "resto do mundo" está errado.

É curioso recordar, agora, o espalhafato que se fez quando foram publicados os primeiros "rankings" das escolas. Assunto de primeira página, não houve "notável" que resistisse a opinar sobre as desventuras da educação pública em Portugal. depois percebeu-se a fragilidade de tudo aquilo e que, mais do que escolas de "primeira" e de "segunda", é o próprio País que assim se divide. O assunto deixou de interessar...

Esta tendência para mistificar tudo o que diz respeito à Educação, tem caracterizado grande parte das medidas dos diversos governos. Encara-se a Escola como uma entidade isolada, com capacidade, por si só, para eliminar "heranças" familiares, condicionalismos sociais e, até, problemas de saúde. Nada disto é, por sua vez, avaliado ou sequer reconhecido, transmitindo-se a ideia de que o país é todo igual e que uma só receita dá para todas as situações- os governos evitam, assim, fornecer elementos que permitam uma mais rigorosa avaliação do seu trabalho.

O modelo de avaliação de professores que está em "fase experimental" é mais do que um exemplo do que acabamos de dizer- é um monumento à hipocrisia. Querem-nos convencer que, através da assistência a três aulas de professores, alguns com mais de vinte anos de docência, se vão descobrir todos os empecilhos que nos têm empurrado para a cauda da Europa. Para tornar a coisa ainda mais cínica, fez-se depender a classificação desses profissionais, da melhoria dos resultados dos alunos e do contributo de cada professor, isoladamente entendido, para a redução do abandono escolar. Os efeitos perversos são óbvios.

Tenha-se em conta que as escolas não foram previamente avaliadas, nem se fez qualquer estudo prévio de identificação das carências do meio. Por exemplo, a que serviços pode recorrer uma escola do Interior, para diagnosticar problemas de desenvolvimento ou outros problemas de saúde com implicações no rendimento escolar das suas crianças? Que hábitos de colaboração existem, entre escolas e outros serviços como, por exemplo, os da Segurança Social? Que canais de comunicação existem entre os diversos serviços? Que estratégias articuladas são possíveis, para ultrapassar eventuais influências de famílias desestruturadas? Nada disto parece preocupar os responsáveis pela Educação. Em contrapartida, tentam "vender" a ideia de que, com a assistência a três simples aulinhas, os "avaliadores" (professores que, muitas vezes, não têm grande diferença de experiência profissional em relação aos "avaliados") vão descobrir as causas de todos os males do mundo.

Já com o "sucesso administrativo" dos últimos exames do Ensino Básico, os actuais responsáveis pela Educação tinham mostrado que a mais não aspiram do que a "vendedores de ilusões". O problema é que são bem reais as necessidades do País, para estar a perder tempo com truques de ilusionismo e para desperdiçar as energias desses profissionais a quem o Ministério obriga a gastar mais tempo com as exigências das tais três aulinhas, do que com todas as outras. Por isso, ofereçam um "Magalhães" à senhora ministra e aos seus secretários, publiquem-lhes um louvor no "Diário da República", mandem-nos à vidinha e... vamos ao trabalho.

quinta-feira, novembro 06, 2008

Rios de Vida


Já o devíamos ter dito: o João Cosme editou mais um livro. Chama-se Rios de Vida e junta muito do seu trabalho de fotógrafo da Natureza, apaixonado por rios (sobretudo, os de montanha). A não perder. Poesia em imagens com o que de melhor (ainda) nos rodeia.

segunda-feira, novembro 03, 2008

Início anos 20...


Os postais antigos relativos a Mercados e Feiras são sempre muito apetecíveis. São imagens que interessam também a quem se dedica a colecções temáticas, independentemente do local. Esta imagem é magnífica; dá-nos um "cheirinho" do que eram as feiras há muitas décadas atrás...Posted by Picasa

quinta-feira, outubro 30, 2008

Para além das “quatro linhas”

(Lápide comemorativa dos 50 anos do campo, que esperamos não se perca no meio do entulho das obras e encontre local condigno no novo espaço)

Chãs é o nome por que é conhecido o campo de futebol de Vouzela. Construído em 1930 com o objectivo de criar um espaço para a prática desportiva, está associado à criação da Associação de Futebol “Os Vouzelenses” que, na realidade, começou por ser muito mais do que um clube de futebol. Vai agora ser requalificado. Esperamos que a iniciativa vá muito para além das “quatro linhas”.

Ainda há não muitos anos, era uma zona predominantemente rural, no caminho que leva à foz do rio Zela. Depois, foi lá construída a Cooperativa Agrícola de Lafões e, mais recentemente, a Escola Profissional. Por um daqueles mistérios da nossa história recente, o local foi-se degradando, atingindo mesmo níveis inadmissíveis de desleixo. Quando se começou a falar na construção de novos equipamentos desportivos (piscina coberta, por exemplo), pensámos que se iria aproveitar para arrumar a casa, fazendo ali uma área de lazer, respeitando as características paisagísticas ainda dominantes. Assim não entenderam os responsáveis locais.

Hoje, no meio do verde e do que resta de algumas quintas, num percurso que devia ser uma das imagens de marca da vila, mas para onde se insiste em empurrar uma “expansão” pouco pensada, deparamo-nos com imagens como a que a fotografia ilustra.


Ficamos a torcer para que os 743 mil euros “sem IVA” que constituem o preço base do concurso público para a requalificação das Chãs, tenham a garantia de um projecto válido de arquitectura que respeite as características do meio e vá para além das “quatro linhas”.