quarta-feira, outubro 29, 2008

As canalizações estão todas rotas!

Portugal é o 6º maior consumidor de água de uma lista de 151 países organizada pela a WWF. No relatório agora divulgado, também se revela que a nossa área produtiva por habitante era, em 2005, de apenas 1,2 hectares, cerca de metade do considerado necessário. E tanta terra inculta no horizonte...

segunda-feira, outubro 27, 2008

Continuamos a vê-lo passar... (III)

1920's

Com carimbo "Edição da Casa AUGUSTO ROCHA"

Estas carruagens não eram, é claro, tão seguras como as modernas carruagens de passageiros, mas uma coisa é certa, se existissem hoje, qualquer turista as preferiria para apreciar a imensa beleza da nossa região.

quinta-feira, outubro 23, 2008

Marcas da nossa identidade

Retirado do Visoeu

Há quem não aprenda. Há quem insista em confundir desenvolvimento com crescimento, ou, mais correctamente, com espaço ocupado, continuando a afirmar que construção civil activa é garantia de progresso certo. Não é. O que se passa é que, pela mão-de-obra que tem dependente e pelo conjunto de actividades que lhe estão associadas, a crise no sector da construção tem um efeito dominó, tanto mais grave quanto maior o seu peso. Infelizmente, a crise que estamos a viver veio provar o que há muito muitos denunciavam: tem peso a mais.

Numa região como a nossa, onde a população não tem aumentado (muito pelo contrário), desenvolveram-se alguns mitos relacionados com a falta de habitação e com a necessidade de aumentar a construção nos centros. A parte sincera desta preocupação, reflectia a desorganização que temos sentido, quer nas actividades económicas, quer nos serviços de apoio. De facto, com a crise da agricultura e da pecuária, e com a consequente limitação da oferta de emprego aos sectores secundário e, sobretudo, terciário, muitas pessoas tentaram organizar a sua residência junto dos locais de trabalho. Isto deu origem a um aumento da procura de habitação nas sedes dos concelhos, mas deu também origem, a um significativo abandono de habitações em zonas rurais. A total ausência de um serviço organizado de transportes, fez o resto.

No Visoeu, J. M. Duarte Figueiredo tem publicado um vasto conjunto de exemplos desse património rural que, um pouco por todo o país, está votado ao abandono. São paredes que resistem, marcas de um tempo em que as habitações estavam associadas às actividades económicas dominantes e em que os materiais de construção se limitavam aos recursos do meio. Mais do que isso, são a imagem da especificidade das regiões, a que poucos poderes deram a importância devida.

Exemplos como o que ilustra este texto, podem ser encontrados um pouco por toda a nossa região. Com a orientação técnica adequada, podem ser transformadas em excelentes habitações. Há quem, conhecedor, as procure com esse objectivo. Pena foi, que ninguém tenha informado disso os seus proprietários, tendo muitos deles acabado por gastar inutilmente capitais em construções que não têm, nem de perto nem de longe, o potencial destas.

Claro que de acordo com o credo ainda dominante no nosso poder local, isso seria uma “inadmissível interferência com o normal funcionamento do mercado”. Hoje, o mundo inteiro lamenta que ninguém tenha interferido com tal “normalidade”.

aqui chamámos a atenção para a importância de proteger marcas da nossa identidade com impacto paisagístico, como os muros e outras construções de pedra (também aqui). Promover a divulgação deste património, deste “roteiro do abandono” de modo a revitalizá-lo, pode ser mais um contributo para colocar alguma ordem num território que, só por ter sido amplamente bafejado pela “Mãe Natureza”, consegue ainda resistir a tanta asneira. E ele é o nosso principal trunfo económico.

segunda-feira, outubro 20, 2008

Finalmente as 4 que faltam...

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Como não gosto de ver ninguém desesperado, aqui vão as 4 últimas vinhetas do álbum..., infelizmente não está em excelente estado, mas está carregadinho com 70 anos de história...e porque o CP anda à procura dele há tantos anos, fica aqui a promessa de lho oferecer!

Mais 4 vinhetas dos anos 30...

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Para deixar o CP roído de inveja, aqui vão mais 4 lindas imagens...

As famosas vinhetas de Vouzela...

Em primeira mão, com cerca de 70 anos de história, aqui estão 4 das 12 vinhetas de que falou o CP, na semana passada...
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sexta-feira, outubro 17, 2008

Duas ou três coisas sobre o Orçamento para 2009

. A gestão das medidas para ultrapassar a crise, vai ser feita pelos mesmos que a provocaram ou, pelos menos, se recusaram a ver a sua inevitabilidade. Não consta que os responsáveis locais e nacionais que apostaram num crescimento baseado na especulação imobiliária e no agravamento do consumo interno, se tenham demitido. Eles acreditam na nossa falta de memória. Valia a pena surpreendê-los, recordando-lhes algumas coisas que disseram e fizeram...

. Reflectindo a imagem do País que vai fazendo escola entre os nossos governantes, o orçamento olha, sobretudo, para o lado direito da A1, seguindo rumo ao Sul. Não se trata de uma imagem política. trata-se de constatar que algumas das principais preocupações da população do interior são, pura e simplesmente ignoradas, e que algumas das inovações se limitam aos residentes nos principais centros urbanos. Repare-se no incentivo ao pagamento de passes sociais pelas empresas, medida que se elogia e que pode, de facto, ter consequências significativas na circulação automóvel e no bolso das famílias. Quem vai beneficiar com ela? Nós não. Mas, também aqui, há que exigir mais das autoridades locais na reorganização dos serviços de transportes. Lembram-se de uma proposta feita pela vereadora Ângela Carvalhas para que o transporte escolar fosse gratuito? Foi recusada.

. No entanto, nem todas as portas estão fechadas ao Interior. Comentando as verbas destinadas ao sector que dirige, o ministro da Agricultura chamou a atenção para algumas prioridades: o olival, a hortofloricultura, a reconversão da vinha, floresta, sector das carnes e produtos tradicionais. Quanto ao olival, já sabemos que se refere ao que o Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles chamou de “eucaliptal da azeitona”. Também sabemos que, para Jaime Silva, floresta é sinónimo de espécies de crescimento rápido. Mas, diz-se em bom português que “quem não arrisca, não petisca”.

. Uma das jóias da coroa deste orçamento, é o tal fundo para estimular o arrendamento. O futuro dirá se não estamos perante a criação, por parte do Governo, de uma oportunidade de negócio para as instituições financeiras. Apesar de ainda só existirem dúvidas sobre a sua organização, pode-se avançar, desde já, com uma certeza: os valores de mercado, ainda por cima num contexto recessivo, não vão cobrir grande parte dos empréstimos, sobretudo se tiverem pouco tempo de amortização. Sendo assim, o que sobra pode ser um grande "furo" para as instituições financeiras. E um grande buraco para os cidadãos.
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Oliveira de Frades e Vouzela não constam dos "beneficiados" pelo PIDDAC que aumenta a sua intervenção no Distrito.