segunda-feira, outubro 20, 2008

As famosas vinhetas de Vouzela...

Em primeira mão, com cerca de 70 anos de história, aqui estão 4 das 12 vinhetas de que falou o CP, na semana passada...
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sexta-feira, outubro 17, 2008

Duas ou três coisas sobre o Orçamento para 2009

. A gestão das medidas para ultrapassar a crise, vai ser feita pelos mesmos que a provocaram ou, pelos menos, se recusaram a ver a sua inevitabilidade. Não consta que os responsáveis locais e nacionais que apostaram num crescimento baseado na especulação imobiliária e no agravamento do consumo interno, se tenham demitido. Eles acreditam na nossa falta de memória. Valia a pena surpreendê-los, recordando-lhes algumas coisas que disseram e fizeram...

. Reflectindo a imagem do País que vai fazendo escola entre os nossos governantes, o orçamento olha, sobretudo, para o lado direito da A1, seguindo rumo ao Sul. Não se trata de uma imagem política. trata-se de constatar que algumas das principais preocupações da população do interior são, pura e simplesmente ignoradas, e que algumas das inovações se limitam aos residentes nos principais centros urbanos. Repare-se no incentivo ao pagamento de passes sociais pelas empresas, medida que se elogia e que pode, de facto, ter consequências significativas na circulação automóvel e no bolso das famílias. Quem vai beneficiar com ela? Nós não. Mas, também aqui, há que exigir mais das autoridades locais na reorganização dos serviços de transportes. Lembram-se de uma proposta feita pela vereadora Ângela Carvalhas para que o transporte escolar fosse gratuito? Foi recusada.

. No entanto, nem todas as portas estão fechadas ao Interior. Comentando as verbas destinadas ao sector que dirige, o ministro da Agricultura chamou a atenção para algumas prioridades: o olival, a hortofloricultura, a reconversão da vinha, floresta, sector das carnes e produtos tradicionais. Quanto ao olival, já sabemos que se refere ao que o Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles chamou de “eucaliptal da azeitona”. Também sabemos que, para Jaime Silva, floresta é sinónimo de espécies de crescimento rápido. Mas, diz-se em bom português que “quem não arrisca, não petisca”.

. Uma das jóias da coroa deste orçamento, é o tal fundo para estimular o arrendamento. O futuro dirá se não estamos perante a criação, por parte do Governo, de uma oportunidade de negócio para as instituições financeiras. Apesar de ainda só existirem dúvidas sobre a sua organização, pode-se avançar, desde já, com uma certeza: os valores de mercado, ainda por cima num contexto recessivo, não vão cobrir grande parte dos empréstimos, sobretudo se tiverem pouco tempo de amortização. Sendo assim, o que sobra pode ser um grande "furo" para as instituições financeiras. E um grande buraco para os cidadãos.
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Oliveira de Frades e Vouzela não constam dos "beneficiados" pelo PIDDAC que aumenta a sua intervenção no Distrito.

quarta-feira, outubro 15, 2008

Tudo sobre o Orçamento

Estamos em condições de garantir que, deste lado do Caramulo, sentimos a crise como todos os outros. Apenas as vistas são melhores. Por isso, interessa-nos o que por aí vem na forma de Orçamento para 2009, cuja complexidade, pelos vistos, está muito para além da capacidade dos computadores do Governo- já pensaram em comprar um "Magalhães"?

Pastel de Vouzela, habituado a questões delicadas, divulga um espaço (aqui) onde pode acompanhar tudo o que se vai dizer sobre o assunto. É da autoria do jornalista Paulo Querido e... funciona.
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Honestamente falando, chegámos lá a partir daqui.

segunda-feira, outubro 13, 2008

Mira Vouga

1963

Parte de desdobrável publicitário emitido pela Comissão Municipal de Turismo em 1963 (10000 exemplares), impressos pela LITO ALVORADA - PORTO (outras partes do desdobrável serão mostradas oportunamente).


1930's (finais)


Contracapa do "álbum" de vinhetas de turismo publicadas pela LATINA no final dos anos 30. De referir que ando há anos à procura dessas vinhetas (é triste ter o álbum e não ter as vinhetas).

quinta-feira, outubro 09, 2008

Isto é que é meter água

Angel Boligan Corbo-Cuba
Nestas coisas do “Dia de...”, safa-se o de Natal e pelo caminho que as coisas levam, justificam-se os maiores receios. Os restantes, quedam-se pela inutilidade da rotina, naquele jeito de reconfortar consciências, quando nada mais se quer fazer. É o caso do “Dia Nacional da Água”. Comemorou-se a semana passada, sem que ela (a água) tenha motivos para agradecer.

Aproveitando a efeméride, o ministro do Ambiente anunciou uma medida...à sua medida: Portugal vai começar, já a partir de Janeiro, a pagar uma taxa (mais uma) sobre recursos hídricos que os outros países da União Europeia só vão pagar a partir de 2010. Mas, não contente com isso, Nunes Correia, deitando mão àquela inabilidade comunicacional que tem feito escola no actual governo, não arranjou melhor justificação para a coisa do que dizer: “(...) Nós temos que fazer isto. Portugal é penalizado se não fizer isto. E, portanto, como o que tem que ser, tem muita força...” (RDP- Antena 1)

Podia ter dito que se procurava racionalizar o consumo, penalizar o desperdício, podia ter dito tanta coisa e, no entanto, disse apenas o que não devia: que Portugal não tem qualquer estratégia para o sector, limitando-se a aproveitar a boleia de Bruxelas sempre que daí resulte o amealhar de receitas. Enfim, em bom português diz-se que lhe fugiu a boca para a verdade.

Ora, no mesmo dia, foram divulgados resultados (a partir daqui) de 20 amostras recolhidas pela Quercus em 14 dos principais cursos de água portugueses (ver aqui a distribuição nacional). Se o “nosso” Vouga apresentou (surpreendentemente) valores razoáveis, o balanço geral não podia ser pior.

Como disse o dirigente Hélder Spínola, os principais focos de poluição “continuam a ser os esgotos domésticos, que não têm ou têm um tratamento deficiente, o abandono de resíduos que contamina as linhas de água e as escorrências de campos de cultivo por se usarem pesticidas em excesso”. Ou seja, tanta coisa para Nunes Correia dissertar. Tanta coisa para que esperamos ideias de autoridades nacionais e locais, nem que mais não seja para fazerem algum sentido os impostos que pagamos.

Nós por cá...

Bem gostávamos de acreditar que vamos bem. No entanto, os receios são muitos. Na sua edição de 17 de Janeiro de 2008, o Notícias de Vouzela publicava declarações da Delegada de Saúde, Dra. Maria Alexandre Cruz, que não deixavam margem para dúvidas: “(...) há sistemas de tratamento deficientes e deficientes zonas de protecção das origens/ captações, situações estas que, embora não nos tenham originado até hoje grandes preocupações, exigem da parte dos responsáveis solução eficaz e urgente (...)”.

Por outro lado, é antiga a suspeita sobre a qualidade das águas do Vouga, sobretudo a partir das Termas, havendo quem há muito defenda a necessidade de uma nova ETAR. No que à abundância de recursos diz respeito, nos últimos anos houve casos de falta de água em algumas freguesias e, ao mesmo tempo, “desapareceram” nascentes após a realização de algumas obras. O silêncio das autoridades locais sobre tudo isto, não é a melhor forma de recuperar a confiança dos cidadãos. O comércio da água engarrafada, agradece. Nós, não.

segunda-feira, outubro 06, 2008

Em 24 de Maio de 1939...alguém escrevia neste postal




As voltas que deu este imóvel... Alguém se lembra?

domingo, outubro 05, 2008

Pintem isto em letras gordas nas praças de todo o País

Solos urbanos são propriedade municipal
Mais-valias financiam as políticas da cidade

Comprar um terreno onde não se pode construir, manobrar na câmara para o poder urbanizar e depois arrecadar uma mais-valia milionária - eis um jogo proibido em Amesterdão. O motivo é simples: todos os solos são propriedade municipal, à excepção dos que foram comprados por particulares antes de 1896 e que somam vinte por cento do total. "O terreno é propriedade do povo de Amesterdão e a nossa função é aumentar a riqueza do povo", diz Dirk van der Woude, um dos responsáveis da Development Corporation, o departamento municipal que assegura a gestão dos solos. O sistema baseia-se numa espécie de aluguer de longa duração negociado entre os interesssados em construir num determinado local e o município. O que ali se pode fazer está rigidamente estabelecido na programação do território aprovada previamente e o aluguer, perpétuo ou temporário, está sujeito a revisões periódicas.
Em muitos casos, a cedência dos terrenos é objecto de leilão entre os promotores e estes são obrigados, nas zonas habitacionais, a destinar 30 por cento dos fogos à habitação social. Os objectivos essenciais são três: transferir para a comunidade, através do financiamento das políticas municipais, as mais-valias geradas pelo processo de urbanização; assegurar um maior controlo do uso da terra e um planeamento mais eficaz; e contrariar a especulação imobiliária
(Público, Local, página 22, 05/10/2008)