sexta-feira, agosto 15, 2008

Para guardar em local seco-VI

Ideias de outros que interessa guardar. Para consumir mais tarde ou para reproduzir em futuras sementeiras.

Dieta mediterrânica

O trabalho do economista Joseg Schmidhuber, da FAO, destaca que a dieta mediterrânica, baseada em frutas, peixe, legumes frescos e azeite, tem seguidores em todo mundo, mas que é “cada vez mais ignorada na região onde foi criada”. De acordo com o autor do estudo, esta tendência tem levado a um aumento do excesso de peso e dos casos de obesidade nas populações do Mediterrâneo. (Público)

Defesa da produção artesanal: se não tivéssemos denunciado, estávamos feitos

O Governo criou regras para permitir aos pequenos fabricantes a venda directa dos seus produtos artesanais (...)
A portaria conjunta dos Ministérios da Economia e Agricultura, publicada em Diário da República a 29 de Julho, regulamenta finalmente as condições em que os pequenos produtores podem vender produtos de origem animal (...). É o caso do leite, das aves de capoeira ou do mel, que podem ser vendidos até certas quantidades, distinguindo assim o pequeno produtor do fabricante industrial. (Público, 5/08/2008, ver em Portugal).

Cuidado com as aparências


É uma pessoa muito séria, que paga a tempo e horas e que tem ajudado muitos agricultores. Se não fosse ele, muitos homens da terra já tinham morrido à fome"- vitivinicultor ao Correio da Manhã, a propósito da detenção de Alfredo Cruz, “um dos maiores negociadores de vinho a granel”. (Correio da Manhã, a partir do Viseu, Senhora da Beira)

Economia real versus finanças

(...)é preciso forjar uma "aliança entre ambientalistas, sectores económicos agrícolas e industriais e sindicatos para colocar os interesses da economia real acima dos interesses da finança”. (Ladrões de Bicicletas)

Novas oportunidades: uma especialidade com futuro

(...)this method saves time and space, pollutes the air less, makes material recycling easier, I think that in big cities this method would be very useful and it’s obviously a lot less dusty than a traditional demo. (freshome, a aprtir do Quinta do Sargaçal)

Eles começam a perceber…

Just how much does a tree planted on the sidewalk add to the value of a city lot? Depends what kind of tree, and how old. (The New York Observer, a partir do Quinta do Sargaçal).

Urbanismo e corrupção

Não necessitamos de mais legislação. Necessitamos de melhor legislação, de uma legislação diferente que seja a tradução prática de uma aposta firme no combate à corrupção e na promoção de um ordenamento do território sustentável a longo prazo. Um ordenamento do território que não descrimine os cidadãos e não promova o empobrecimento dos recursos naturais. (Le Monde Diplomatique, a partir do blogue pedra do homem)

Reservas de quê?

Custa-me ver como as eminências pardas do regime, não percebem que a defesa dos usos agrícola e florestal não têm sido promovida nem pela REN nem pela RAN e que essa defesa carece de uma nova política que limite o uso urbano aos perímetros urbanos e que dessa forma proteja os usos agrícola e florestal que em condições normais não pode competir com a capacidade de amortização do uso urbano (José Carlos Guinote, Alhos Vedros ao Poder).

PDM de Vouzela

A Câmara Municipal aprovou a "resolução do contrato" com a empresa que tinha a responsabilidade de elaborar a proposta de revisão do Plano Director Municipal do Concelho. Corre por aí que houve situações hilariantes, que não deixaremos de partilhar caso consigamos confirmação. Agora, tudo acabou onde provavelmente sempre devia ter permanecido: nos serviços técnicos da Câmara, cujo presidente afirmou querer o documento pronto até ao final do ano. É preciso estarmos atentos.

quinta-feira, agosto 14, 2008

Uma história triste

Maria Keil. Estação dos Restauradores

Era uma peça de Rosa Ramalho por que tinha particular estima. Um belo dia, deixei de a ver no local que lhe estava destinado, em minha casa. Perguntei por ela à jovem que nos ajudava nas tarefas domésticas que, espantada, me respondeu: “Aquela coisa? Partiu-se. Era tão feia que até me esqueci de dizer”. Pois, a partir de hoje, após ter lido a história que aqui vamos divulgar, estás perdoada, rapariga.

Não aconteceu em Vouzela, nem tem que ver com ambiente. Mas tem que ver com o modo como se protege o nosso património colectivo e com a competência de quem se arroga o direito de o fazer. É a história de alguém (Maria Keil) que um dia decidiu oferecer trabalhos seus para decorar algumas estações do Metro de Lisboa e que, por isso mesmo, por não ter cobrado um tostão, nem se ter refugiado em contratos, viu o seu trabalho vandalizado, com os responsáveis (do Metropolitano de Lisboa) a suspirar de alívio por não terem que a indemnizar. É a história- triste- de um país que elegeu o "pato-bravo" como seu paradigma e por aí se ficou. A ler no Cantigueiro, onde chegámos a partir do Arrastão. E com esta retomamos as nossas férias. Mais tristes.

segunda-feira, agosto 11, 2008

Ao sabor da corrente

Rio Zela, junto à Foz. Mais imagens, aqui, aqui, aqui , aqui, aqui e aqui

O som da água a correr, por entre o silêncio geral. A frescura de um mergulho num fundão de águas límpidas, daquelas de ver o fundo. Sim, ainda é possível, mas é necessário procurar... e guardar segredo. Talvez por não justificarem inauguração oficial, com nome na lápide e discurso, os nossos recursos hídricos têm sido ignorados pelas "autoridades competentes". Não tardará muito, e isso mesmo será dado como justificação para os privatizar. Aproveite enquanto pode. E proteste.

As imagens que aqui deixamos, são do rio Zela. Rio de montanha, segue o seu curso desde Adsamo, freguesia de Ventosa, até se encontrar com o Vouga, nos limites de Vouzela, sede de concelho que lhe deve o nome (sobre isso se irá falar em próxima oportunidade). Pode ser conhecido, junto à foz, num percurso já aqui divulgado, ou acompanhando o seu leito, rio acima- convém pedir informações.

Pela parte que nos toca, vamos uns dias procurar outras águas, ao sabor da corrente. Por uma vez. Voltaremos antes das vindimas, que se prevêem com bons resultados, ao contrário do ano que aí vem. O Pastel de Vouzela continua com o ritmo próprio da época: devagarinho, para melhor saborear.

sexta-feira, agosto 08, 2008

Três épocas, uma festa

“E é assim que esta Terra, Terra de mil encantamentos, vos espera, entre as encostas feiticeiras de Vouga e Zela”- Do folheto das Festas de 1949.

Em 1949, agradecia-se às “gentis meninas” que, “dentro do recinto das festas”, ofereciam “um especial e perfumado chá ou café, delicioso caldo verde, reconfortantes sandwiches e bebidas, desde o inegualável verde, ao capitoso espumante”. As festas decorriam entre 30 de Julho e 1 de Agosto e prometia acordar cedo locais e visitantes, com uma salva de 21 tiros... às seis da manhã.

Nos anos 60, alargou-se o período festivo, mas moderou-se a morteirada que avançou para as oito horas. As festas abriam com uma gincana de “Bicicletas Motorizadas” e internacionalizaram-se, contando com a presença do Chorale Universitaire da Universidade de Nancy. Reflectindo os tempos que então começavam, a animação nocturna contava com o funcionamento de uma discoteca, na altura designada por boite. Era a Capucha. Nos jardins do Hotel Mira-Vouga, havia “grandioso baile” animado, entre outros, pelo conjunto Alafão de Vouzela.

Em 1972 tentou-se uma mudança na imagem das festas, a começar no prospecto de divulgação. Contava com a colaboração de dois professores que por cá passaram e cortava com a habitual descrição de símbolos e belezas locais. Georgete Horta desenhou a capa, enquanto o texto de apresentação, mais virado para a Vouzela real do que ideal, era assinado por Fernão de Magalhães Gonçalves que ainda há-de merecer maior destaque no espaço do Pastel de Vouzela. A rampa do Castelo já fazia parte do programa, organizada pela Secção de Motorismo do Aero Club de Viseu, e a exibição de ranchos folclóricos ganhava o estatuto de “Festival Luso-Espanhol”, com a presença do Grupo de Coros y Danzas de Madrid.

Três épocas diferentes, três “desenhos” diferentes das Festas do Castelo. Em comum, o fogo de artifício sempre a cargo de Manuel de Figueiredo e o amplo convívio que dominava o último dia das festas, com uma monumental merenda no Monte Castelo. Depois, o pretexto para encontros que, em épocas de grande emigração, adquiria (adquire) um significado especial.

quarta-feira, agosto 06, 2008

Causas nossas

Integrada na estratégia de combate contra a revisão do PDM da Moita, foram pedidos a diversos blogues, textos onde resumissem os motivos que os levaram a solidarizar-se com o movimento. O Pastel de Vouzela foi honrado com um desses convites. Aqui fica o nosso modesto contributo, publicado no Alhos Vedros ao Poder.

Novos percursos pedestres


Já está actualizada a nossa página sobre percursos pedestres no concelho de Vouzela, com as duas mais recentes propostas divulgadas pela Câmara Municipal. A primeira, baseada na Reserva Botânica de Cambarinho (ver aqui) e a segunda, integrada no Trilho do Vouga (envolvendo os concelhos de São Pedro do Sul, Vouzela e Oliveira de Frades), desenvolve-se a partir da Foz do Rio Zela (ver aqui).

segunda-feira, agosto 04, 2008

Igreja Matriz

Imagens da Igreja Matriz, vista debaixo dos arcos da ponte.


Agosto 2008

Foto: Carlos Pereira


1985

Edição: Câmara Municipal de Vouzela
Gráfica Ideal - Águeda


1960's

Colecção Portugal Turístico n.º 805
Dist. por RAN - LISBOA


1930's

(sem imdicação do impressor)