quarta-feira, setembro 26, 2007
domingo, setembro 23, 2007
Haja respeito pelos Bombeiros Voluntários de Vouzela
É tempo de acabar com o triste espectáculo em que envolveram os Bombeiros Voluntários de Vouzela. Devido a um conflito com uma ex-funcionária (ver aqui e aqui), o tribunal de Trabalho de Viseu condenou a instituição a pagar uma indemnização de mais de 100 mil euros. Como forma de executar a medida, foi ordenada a penhora das verbas provenientes da autarquia e da Administração Regional de Saúde. Resultado: não só está em causa a operacionalidade dos bombeiros, como se vai ao ponto de anunciar o fim da instituição. Inadmissível!A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vouzela tem 122 anos de existência, com muitos serviços prestados ao concelho e constituindo, ainda hoje, a maior escola de cidadania para os seus jovens (talvez as "outras escolas" tivessem a ganhar numa maior colaboração...). Ao seu serviço, alguns deram a vida na defesa de pessoas e bens. Não se admite, pois, que se assista ao espectáculo público humilhante que se tem arrastado pela comunicação social.
Claro que Vouzela está a pagar o preço da apatia. A falta de estímulos à participação activa dos seus cidadãos nas mais diversas áreas, traduz-se agora na dificuldade em mobilizá-los. No entanto, é isso que urge fazer, já que a decisão do Tribunal, independentemente de outras medidas que venham a ser tomadas, tem que ser cumprida. Façam-se reuniões por freguesia, que cada vouzelense se torne sócio de acordo com as suas possibilidades e, sobretudo, que não se perca tempo com pormenores mesquinhos. As direcções substituem-se, as dúvidas esclarecem-se, mas a instituição continua.
Por uma vez, inverteram-se os termos: são os bombeiros que precisam de nós. Há que responder com prontidão. E, já agora, por que esperam os responsáveis autárquicos para tomarem a iniciativa da mobilização necessária? Isto sim, é serviço público.
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Zé Bonito
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sexta-feira, setembro 21, 2007
E ainda não acabaram as vindimas...
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Trinta e três
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quinta-feira, setembro 20, 2007
Uma questão de prioridades
Imperdível o texto de Pedro Almeida Vieira no seu "Estrago da Nação". Convém saber como é feita a fiscalização da água que consumimos e qual a ordem de prioridades de quem nos governa. Como apoio à leitura, recordamos que as suiniculturas de Leiria têm presença frequente na comunicação social, pelas descargas que fazem para a ribeira dos Milagres. Pelos vistos, a água só será uma prioridade quando for privatizada.
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Trinta e três
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quarta-feira, setembro 19, 2007
Aquilino Ribeiro
"Quando comecei a pôr vulto no mundo, meus fidalgos, era a porca da vida outra droga. Todas as semanas contavam dias de guarda e, por cada dia de guarda, armava-se saricoté nos terreiros. Não andaria Nosso Senhor de terra em terra- eu cá nunca me avistei com ele- mas a verdade é que a neve vinha com os Santos e as cerejas quando largam do ovo os perdigotos. Bebia-se o briol por canadões de pau até que bonda. Um homem mesmo com os dias cheios tinha pena de morrer.Não tenho cataratas nos olhos, ainda que me hajam rodado sobre o cadáver quase dois carros de anos, mas os dias de hoje não os conheço. Ponho-me a cismar e não os conheço. E, quanto mais cismo, mais dou razão ao Miguelão da Cabeça da Ponte, que falava como livro aberto, o grande bruxo. Muitas vezes lhe ouvi dizer quando estava em boa lua, o que nem sempre assucedia:
- Tempos virão em que governarão as terras vãs e os filhos das barregãs".
- O Malhadinhas, 1992
Aquilino Ribeiro, beirão de gema (que frequentemente visitava em Calvos, Fataúnços, o seu amigo Professor Moreira de Figueiredo), entrou hoje para o Panteão Nacional. Muito provavelmente, a cerimónia ser-lhe-ia indiferente. Mas não a justiça do acto.
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segunda-feira, setembro 17, 2007
Rua da Ponte
Igreja de São Frei Gil e início da rua com o mesmo nome (imagens da Região de Turismo Dão Lafões)
Casa dos Távoras e pormenor da rua. Em frente, a mancha verde da Costeira (fotos de José Campos e da Região de Turismo Dão Lafões)
Ponte romana sobre o rio Zela (fotos de Vouzela, Antiga Capital de Lafões e Seus Arredores e da Região de Turismo Dão Lafões)
Fonte da Nogueira. Imagem dos anos 60 (José Campos)Visita obrigatória para os que queiram conhecer Vouzela, aqui se encontra (ainda) o segredo da harmonia que outrora dominou toda a região: a envolvente verde da zona da Costeira, realça o edificado, mas impõe o domínio da natureza. Com pouco tempo para estes pormenores, os poderes locais já lhe quiseram acabar com o estilo, projectando-lhe estradas e urbanizações. Não sei se por influência do santo, se da moura, não conseguiram. A conhecer enquanto dura.
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sexta-feira, setembro 14, 2007
Lá se vai a paisagem...
No Guia de Portugal, editado pela primeira vez nos anos vinte pela Biblioteca Nacional, Amorim Girão escrevia a propósito de Lafões :“(...) a paisagem da região lafonense, de tão acentuada beleza policrómica (...) pode distingui-la das regiões vizinhas. Os seus campos de cultura, xadrezados pelos comoros de divisão da propriedade, onde a vinha se abraça às árvores de fruto, e emoldurados ainda pelas matas de pinheiros, carvalhos e castanheiros que revestem as maiores elevações do terreno, oferecem, com efeito, ao turista um espectáculo sem dúvida interessante: um pequeno retalho do Minho perdido em plena região montanhosa da Beira Central”.
- retirado da edição feita pela Fundação Calouste Gulbenkian, 3º volume, 1985.
Em Portugal Património, edição deste ano do Círculo dos Leitores, coordenada por Álvaro Duarte de Almeida e Duarte Belo, pode ler-se na introdução ao levantamento
apresentado para o território entre Oliveira de Frades e Sever do Vouga (Leste):“O coberto vegetal, quer nas áreas baixas que se desenvolvem a oeste, quer nas faldas da serra, tem sido progressivamente tomado pela plantação extensiva de eucalipto, que se impõe na paisagem, tornando-a monótona. Apenas algumas áreas aplanadas no fundo dos vales ou no cimo dos interflúvios apresentam mosaicos agrícolas, com hortas e pomares, ou então com pastagens. O povoamento é disperso, com a maioria das aldeias quase despovoadas”.
- in volume III, pág. 128.
De referir que, neste volume, já é feito um levantamento do património de algumas freguesias do concelho de Vouzela: Alcofra, Cambra, Campia, Carvalhal de Vermilhas e Paços de Vilharigues.
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Zé Bonito
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