segunda-feira, outubro 14, 2013
segunda-feira, julho 01, 2013
Pensão Jardim
13-08-1955
Querida Avó e Pai
Saúde. A viagem foi boa; boas companhias e grande recepção na estação.
A cruz assinála o nosso quarto. Todos bem dispostos. Saudades em casa do Tio, beijos aos miúdos, um abraço da mãe e outro da vossa neta e filha.
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CP
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segunda-feira, abril 16, 2012
segunda-feira, dezembro 26, 2011
Vista da Ponte
Para terminar o ano em beleza, aqui deixo uma maravilhosa foto inédita da nossa ponte.
Apreciem os pormenores... as carruagens estacionadas na estação, os campos cultivados, o "edifício" ao pé da ponte, a roupa a corar...
Votos de um feliz 2012, especialmente a toda a equipa do Pastel de Vouzela e a todos os que regulamente nos acompanham.
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quarta-feira, novembro 23, 2011
Cinquentenário do Caminho de Ferro do Vale do Vouga
Faz hoje 103 anos que foi inaugurada a Linha do Vale do Vouga pelo Rei D. Manuel II. O comboio percorreu com pompa e circunstância o troço entre Espinho e Oliveira de Azeméis.
Cinquenta anos depois, a Gazeta dos Caminhos de Ferro editou um número especial da revista, inteiramente dedicado ao cinquentenário.
Entre tantos artigos sobre cada um dos concelhos servidos pelo comboio, coube a Hermínio Augusto Dias, Presidente da Câmara de Vouzela nos anos 50, escrever sobre a nossa terra.
Hermínio Dias foi membro da Comissão Organizadora das comemoração dos 50 anos da Linha do Vale do Vouga, tendo inclusivamente feito parte da Comissão de Honra. Dada a importância que o comboio teve para a região, tal data não poderia passar despercebida.
Ficam aqui as reproduções com memórias de Vouzela no início do Século XX, inimagináveis e esquecidas nos tempos de hoje.
Como curiosidade, lembramos que há 103 anos atrás, o almoço comemorativo da inauguração da linha foi no edifício da assembleia de Espinho. Foi oferecido pela Compagnie Française pour la Construction et L'Exploitation de Chemins de Fer a L'Etranger e organizado pelo Visconde de Assentiz. A ementa desse almoço com a presença do Rei D. Manuel II e uma vasta comitiva de convidados foi a seguinte:
Menu:
- Consomé a la Royale
- Patés de foie-gras a la Périgord
- Coeur de filet a la gastronome
- Chaud-froid de perdreaux a la diplomate
- Pintades rôties au cresson
- Salade russe
Entremets:
- Glace a la crême, aux noisetes pratinées
Dessert:
- Gelée au marasquin
- Charlotte russe au café
- Fruits et bonbons divers
- Patisserie
Vins:
- Collares, Aguieira, Madère, Porto, Moêt et Chandon, Anadia Café
Cinquenta anos depois, o almoço comemorativo teve uma ementa bem mais "portuguesa" e regional:
Se bem que a comemoração dos 100 anos da Linha do Vale do Vouga (em 2008) foi praticamente esquecida em Vouzela, talvez pelo facto de o comboio já cá não passar, para memória futura, teria todo o interesse não esquecermos que se aproxima a data dos 100 anos em que o comboio apitou pela primeira vez na estação. Já não temos comboio mas "quem não recorda o passado, está condenado a repeti-lo (Jorge Santayana)".
Sim. Eu sei. É só em Novembro de 2013. Mas todos sabemos como são estas coisas. Deixamos para a última e depois...
Que vai ser o almoço?
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quinta-feira, janeiro 27, 2011
Ter ideias não custa um cêntimo
Um concelho que tem como principal trunfo o património natural e edificado, deve entender a sua preservação com uma prioridade. É ele que nos diferencia e permite ganhar vantagem no que à oferta de bens e serviços de qualidade diz respeito. Não são necessárias grandes "obras", entendidas como arranjos e construções demasiadas vezes de gosto duvidoso. Apenas é necessário permitir, a quem nos procura, o uso pleno dos nossos espaços.
A iniciativa da Câmara vai nesse sentido e, por isso, a elogiamos. Mas podia ser mais arrojada, acrescentando iniciativas que estimulassem a recuperação do património edificado que está nas mãos de particulares, como já por diversas vezes aqui propusemos. Para além disso, importa organizar as diversas iniciativas do concelho, de modo a preencher o calendário e a criar "pacotes" de oferta articulados entre si (a este respeito, vale a pena pensar na ideia do deputado municipal Fausto Carvalho, no sentido de afastar a iniciativa Doce Vouzela das Festas do Castelo, organizando-a numa estação mais propícia ao consumo de calorias; vale também a pena estar atento ao projecto Viajando por Besanas). Por último, e apesar de sabermos que é responsabilidade de outros, custa ouvir o silêncio sobre a recuperação do (também) nosso Vouga. A este respeito, os nossos responsáveis autárquicos bem podiam falar um pouco mais alto...
Vivemos tempos difíceis em que vai faltar o dinheiro outrora esbanjado. Numa região com graves carências estruturais e pouca oferta de emprego, é absolutamente necessário que surjam iniciativas que permitam respirar, que dinamizem e organizem as actividades económicas, que mobilizem. Ter ideias não custa um cêntimo. Se todos nos sentirmos com direito a dá-las, não hão de faltar.
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Zé Bonito
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sábado, outubro 16, 2010
sábado, outubro 09, 2010
segunda-feira, outubro 04, 2010
Há 100 anos... a República.
Comemora-se um pouco por toda a parte os 100 anos da República, marco importante na história do país. Esquecendo por momentos o contexto político da época, esses anos foram também anos de grande mudança física na nossa vila. Sem o rigor de datação de imagens, sempre difícil a esta distância, relembremos um pouco Vouzela há 100 anos.
A Praça Velha que acabou por ser "da República", ainda estava em remodelação e imagens do local não a referenciavam.
... e deixou de ser, passando a ter a beleza que lhe reconhecemos.
Plantámos árvores no jardim que ainda não era...
A rua era mais Direita...
... do que Morais Carvalho...
... cuja estátua ainda tinha gradeamentos (não fosse o homem voltar para Lisboa).
As nossas avós lavavam e coravam a roupa no rio Zela...
E vendiam / compravam o que precisavam no Mercado Público.
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CP
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segunda-feira, junho 21, 2010
Locomotiva E211 em Vouzela
Magnífica foto (original) tirada na estação de Vouzela no dia 21-06-1968 às 14:30, faz hoje precisamente 42 anos.
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segunda-feira, abril 26, 2010
segunda-feira, março 29, 2010
Linha do Vouga: Papéis de Valor (2)
Foi aqui mostrada em Setembro uma acção da Companhia Portuguêsa para a Construção e Exploração de Caminhos de Ferro (empresa proprietária da Linha do Vale do Vouga de 1923 a 1946). Apresentamos agora uma obrigação de 90 escudos, relativa a um empréstimo obrigacionista de 3.072.870$00 de 1 de Dezembro de 1928.
Podíamos aqui discutir porque é que o ilustrador do documento escolheu a segunda ponte mais bonita da Linha do Vouga, quando a escolha óbvia seria outra. Deixemos no entanto fluir a memória até ao passado e imaginemos aquela locomotiva que passa na Ponte do Poço de S. Tiago. Uma hora antes passara em Vouzela...
Ainda relativamente a esta companhia ferroviária, mostrámos no anterior post um Bilhete de Identidade (que conferia descontos) válido para os anos de 1932-1933-1934. Agora apresentamos dois passes. Como curiosidade refira-se que o proprietário dos passes não era, na época, uma pessoa qualquer. Era nem mais nem menos do que Louis Roger Montagné (1) na qualidade de administrador da linha da Beira Alta e com quem o Ministro das Obras Públicas de então, estabeleceu em 1942 um acordo para lhe adquirir um importante lote de acções da CP e Beira Alta.
Para terminar a apresentação destes documentos, fica a imagem de um "Título de 10 Obrigações da CP", empresa que se tornou proprietária da Linha do Vale do Vouga (e de todas as linhas nacionais), a partir do último dia de 1946.
(1) Louis Roger Montagné e Nicolas Escoriaza y Fabru (Visconde de Escoriaza) eram dois especuladores financeiros detentores de volumosas participações nos capitais sociais da CP e da Beira Alta. Os quantitativos de acções e obrigações que detinham davam-lhes assento nos conselhos de administração da CP para o primeiro e na Beira Alta para ambos.
in "Os «Comboios–bloco» (1941 – 1946)", Dr. Gilberto Gomes. Consultor da Área do Património Histórico. CP – Caminhos de Ferro Portugueses, EP
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sábado, março 27, 2010
REFLEXÕES PARA UM DIA DE PRIMAVERA ENVERGONHADA
1.Contrariamente ao que possam pensar eu não sou sempre do contra, mas chamar “metro de superfície” a um “carro eléctrico” é demais.O “metro” sempre foi um “subway” ou “underground” ,ou seja, anda debaixo do solo. Mesmo onde ele vem à superfície (ex.: Londres, Paris, Tóquio) está isolado do restante tráfico.
Só por cá é que existem “metros de superfície” porque somos parolos, atrasados, presunçosos , peneirentos, etc… Aquilo chama-se, em qualquer parte do mundo civilizado, um comboio, porque “eléctrico” também não é nada. Era no tempo em que não existiam automóveis eléctricos, “segways” e outras modernices movidas a electricidade.
Que queiram e lutem por reanimar a linha férrea do Vale do Vouga para fins turísticos ou outros de interesse regional faz todo o sentido e serei o primeiro a subscrever, mas chamem-lhe simplesmente comboio.
2.Muito se tem falado sobre a previsível privatização dos CTT e da importância que os mesmos têm para o país. Alguns falam mesmo em “soberania nacional” e confesso, fiquei preocupado, mas, um dia destes tive de ir a uma estação dos CTT e deparei com uma autêntica “loja do chinês”: livros, CD´s, relógios, peluches, jogos infantis e eu sei lá que mais, estavam ali para venda ao público. Claro que também havia selos, vales e registos, mas fiquei sem perceber se este não seria o negócio secundário.
Se pensarmos um pouco chegamos à conclusão que nos dias que correm as cartas e telegramas são cada vez mais coisa rara, substituídos por E-mails, redes sociais da internet e sms´s. Restam a correspondência oficial (as finanças, bancos, concessionárias de serviços e tribunais continuam a ser bons clientes) e algumas, poucas, empresas.
Ou seja: quando abrir a sua caixa de correio terá 99,9% de probabilidades de encontrar apenas contas para pagar.
3.Desta vez o Presidente andou a “limpar” o país. Lá o vi na TV com a roupagem adequada ao evento e a arengar sobre o ambiente e não sei quê mais, etc. e tal.
O lixo está para Portugal como a água para o peixe: sem água não havia peixe, sem lixo não havia “face oculta”, escutas, jornal de sexta, “SOL”, BPN, BPP e comentadores da TV. Possivelmente não havia partidos, políticos, “jotas” e quejandos.
Por favor esqueçam o lince da Malcata e salvem o lixo nacional.
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Zé de Lisboa
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quinta-feira, janeiro 07, 2010
Reabilitar é preciso
Serração
A serração era das mais antigas unidades industriais do concelho, localizada mesmo em frente da estação dos caminhos de ferro, numa altura em que isso marcava o fim da vila para o lado nascente. Mais tarde, o crescimento da malha urbana envolveu-a, valorizando os seus terrenos e tornando-os num negócio mais apetecível do que a continuação da actividade (que já tinha parado há algum tempo). Uma equipa camarária anterior, permitiu a urbanização do espaço-criou-se um problema. Falou-se da vontade de uma grande superfície ali se instalar, falou-se da
construção de um prédio de não sei quantos andares que a Câmara não autorizou- fez bem. Mal esteve (e está) quem demoliu a fachada, quem o permitiu e permite que se mantenha no estado que se vê. Salvo melhor opinião, qualquer projecto devia incluir os elementos mais característicos da unidade industrial que lá existiu. Assim como tudo isso devia estar devidamente classificado. Devia...
Mesmo ao lado da Câmara
Cá está um exemplo do que dissemos na introdução a este tema: este edifício, (composto por duas moradias geminadas) localizado na Rua Sidónio Pais, apesar de não ser um significativo exemplar de uma qualquer corrente arquitectónica, reflecte uma forma de habitar típica das primeiras décadas do século passado, em que a moradia "burguesa" era ladeada por um quintal que convidava à organização de uma pequena horta para consumo doméstico e, na cave, ainda tinha a tradicional "loja". A primeira das duas habitações está desocupada há muito e os sinais de degradação são evidentes. Desconhecemos as causas, mas, apesar de estar mesmo ao lado da Câmara Municipal, parece que ainda ninguém reparou...
Casa das Ameias... sempre
Sobre esta, quase tudo está dito. Há quem afirme que o edifício original remonta ao século XV e, de acordo com os estudos feitos por Lopes da Costa, aqui ficava a rainha D. Amélia durante os períodos de férias em que se deslocava às Termas. Marca, desde há muito, a imagem de uma das zonas mais frequentadas da vila. Para o bem e para o mal. E mal continua, depois de uma avaliação técnica ter concluído ser necessária uma intervenção urgente e de, recentemente, o actual usufrutuário ter destruído as ilusões da Câmara sobre a possibilidade de ser ele a avançar com uma solução para o problema. Pela nossa parte, até fizemos uma sondagem sobre a sua utilização, depois de um leitor ter dado a entender que ninguém sabia o que fazer com o edifício, caso a autarquia local dele tomasse posse. Concluiu-se que ideias não faltam-o que falta é vontade para acabar com desculpas e, de uma vez por todas, resolver o problema.
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Zé Bonito
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domingo, setembro 27, 2009
Duas reflexões
Primeira reflexão: Os portugueses não merecem ganhar o euromilhões.
Na passada semana quando havia um "jackpot" de cem milhões de euros vi uma reportagem de rua de um canal de televisão onde perguntavam, como sempre acontece quando estão em jogo montantes avultados, "o que faria se ganhasse o euromilhões". As respostas são de arrancar blasfémias a um cristão: - comprava uma terrinha para semear umas batatinhas e plantar umas couves; - comprava uma casita e ia conhecer a Madeira; - ia outra vez de férias para a Republica Dominicana.
Um homem acerta no euromilhões e vai semear batatas e plantar couves, compra uma casita, vai à Madeira e alarga as férias na Republica Dominicana. Ninguém pensa em passar a comer em restaurante, ir fazer uma viagem de volta ao mundo ou entrar definitivamente de férias. Não! Português é pobre até a sonhar, é uma questão de cultura mas sobretudo de falta dela porque o pobre que comprava a terrinha para a trabalhar deve ter vivido sempre com dificuldade para alimentar a sua família, o menos pobre está farto de pagar renda e acredita que a Madeira é mesmo um jardim, e o estúpido que, sabe-se lá com que dificuldade conseguiu ir à R.D, entende que aquilo é o fim do mundo.
Todo este quadro deveria dar que pensar pois seria demonstrativo do atraso económico-cultural de um povo sem futuro nem ambição, controlado por um bando de políticos que antes de o serem, também seriam capazes de dar as mesmas respostas, pois o pouco que sabem e conhecem só aconteceu depois de estarem na "profissão".
Mas não há necessidade de pensar ou estudar muito este assunto porque, conhecendo o povo como eu conheço posso concluir que eles são mentirosos, ou seja, o velho da terrinha pensou num grande jardim, com canteiros repletos de flores exóticas, árvores frondosas a oferecerem generosamente os seus coloridos e perfumados frutos , campo de golfe, court de ténis, lago artificial e belas mulheres em roupas reduzidas a trazerem-lhe as bebidas geladas. O da casinha e da ida à Madeira, pensou numa grande moradia na Quinta da Marinha e numa viagem à Madeira sim, mas a bordo do seu iate de 30 m com uma tripulação feminina escolhida entre as concorrentes a miss universo e o que voltava para a Republica Dominicana pensou numa ilha paradisíaca cheia de beldades que o iriam receber e tratar como um rei quando chegasse a bordo do seu jacto privado.
Porque disseram uma coisa e pensaram outra? A resposta é simples: porque têm medo de perder o rendimento de inserção, a reforma ou salário mínimo, pois como bons portugueses, nunca se sabe o que o futuro nos reserva, e além disso as parceiras não iriam achar graça à presença das beldades que como viram estão sempre presentes. E o fisco? Quem é que não pensa logo no que poderia acontecer quando soubessem que tinham ganho tanto dinheiro. Ná! o melhor mesmo é ir semear batatas, comprar uma casita, ir à Madeira ou à Republica Dominicana, continuar a ver as gajas na internet e por o dinheiro debaixo do colchão.
Segunda reflexão: a gripe "A" , as eleições e a comunicação social
Muito se tem lido e dito sobre esta gripe e especulado ainda mais. Os boatos são mais que muitos e bem conhecidos pelo que nem os menciono. A minha reflexão tem a ver com a comunicação social. O jornal da noite da SIC abre com a noticia da "segunda morte em Portugal devido à gripe A". No decorrer do jornal um outro profissional daquela estação diz que "este é o primeiro caso de morte devido à gripe A". Em que é que ficamos? É o primeiro ou o segundo? E o que é que isso importa? E cada vez que morrer alguém com esta gripe a ministra faz um comunicado e apresenta condolências à família?
E os médicos vêm esclarecer a opinião pública sobre o tratamento e a medicação que ministraram? E os que morrem de outra qualquer doença, não terão os mesmos direitos? Porque não criar um canal de televisão para os comunicados, condolências e terapias? Talvez assim a paupérrima comunicação social tivesse de procurar outro tipo de notícias de certo com mais interesse para a comunidade.
Mas como tal não irá acontecer, teremos de ficar a gramar os telejornais com mais de uma hora e a ver as habituais desgraças servidas em bandeja dourada, do marido que matou a mulher por ciúmes, ou do carro que caiu na ravina . Notícias a sério não existem porque os "jornalistas" não as procuram ou se as encontram sabe-se lá porque razões não as publicam/emitem. Então eles não sabem o que todos nós de uma forma geral sabemos? Então porque não investigam? Porque dá trabalho e ganham mal? Ou porque vão mexer com gente graúda que lhes prega com uma acção em tribunal, para a defesa da qual não têm dinheiro? Ou porque em alguns dos casos estão envolvidas empresas/empresários que são a grande fonte de receita publicitária do seu "emprego"? Assim continuamos a ver/ouvir/ler as noticias que a Lusa, agência do estado e dependente do governo que estiver em funções, distribua com base em critérios pouco transparentes.
Esta falta de assuntos é compensada nos períodos eleitorais, com o acompanhamento dos candidatos mais importantes, os frente-a-frente, os comentários, as sondagens, as opiniões etc.. Este ano, tal é a falta de assunto e a necessidade de dizer qualquer coisa que foram ao pormenor de (não lembrava ao diabo) contarem os quilómetros que os candidatos percorreram e os quilos de CO que as respectivas caravanas emitiram. Estou a ver os ecologistas a irem votar no partido que emitiu menos CO ou os adeptos do automobilismo no que fez mais quilómetros. Francamente! À pobreza da campanha junta-se a pobreza da informação. E já anunciam que após o encerramento das urnas vão avançar com as projecções, os comentários, as entrevistas e pasme-se, acompanhar o vencedor com meios nunca vistos, motos, helicóptero eu sei lá o quê. A importância que a comunicação social dá aos políticos é impressionante e penso que única no mundo civilizado, e ajuda a transformar os políticos manhosos que por aí proliferam em estrelas que eles sabem não ser, mas que chegam a pensar que são.
Todos nós sabemos que Portugal é dos países mais atrasados da Europa, e a comunicação social tem dado uma ajuda preciosa para isso. Já era tempo de os telejornais terem 30 minutos de duração e darem as notícias que o são na realidade e que deverão ser do conhecimento geral. As desgraças guardem-nas para os programas da manhã e da tarde que é para isso que pagam à Fátima Lopes, à Júlia Pinheiro e ao Goucha . E quando forem questão mais científicas façam programas sobre o tema em questão. Assim evito de ver operações de barriga aberta quando estou a jantar.
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Zé de Lisboa
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sexta-feira, janeiro 09, 2009
Para guardar em local seco-VII
Ideias de outros que interessa guardar. Para consumir mais tarde ou para reproduzir em futuras sementeiras.
Para o debate de ideias
O grande problema do município é que a estrutura de receitas e despesas que deu origem ao grande buraco continua a existir e portanto é provável que no final do próximo ano já exista um novo buraco e que cada ano continue a crescer- Clicar na imagem para continuar a ler.
Comboio: a memória
Alguns túneis, algumas trincheiras, e finalmente chegava a Vouzela. Quase a entrar na estação, o comboio atravessava uma bonita ponte de alvenaria, com 15 arcos, sobre a ribeira do Zela.- Mundos incompreendidos
Comboio: os que não desistem
Outros teriam feito talvez o aproveitamento turístico (da linha do Vale do Vouga) se as estratégias não andassem sempre desfasadas do tempo e se não fossem marcadas pela visão egoísta dos grandes centros. Visão essa limitadora se se atender à virtualidade verdadeiramente distintiva que Portugal tem para oferecer face à concorrência de outros países com maior peso turístico: a diversidade em tão curto espaço geográfico- d’aquém e d’além.
Eleições à porta...
Autarquias vão poder adjudicar obras até cinco milhões de euros sem abrir concurso- RTP
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Trinta e três
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segunda-feira, dezembro 29, 2008
segunda-feira, setembro 08, 2008
Fotografia aérea da vila em 1937
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Zé Bonito
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quinta-feira, agosto 14, 2008
Uma história triste
Não aconteceu em Vouzela, nem tem que ver com ambiente. Mas tem que ver com o modo como se protege o nosso património colectivo e com a competência de quem se arroga o direito de o fazer. É a história de alguém (Maria Keil) que um dia decidiu oferecer trabalhos seus para decorar algumas estações do Metro de Lisboa e que, por isso mesmo, por não ter cobrado um tostão, nem se ter refugiado em contratos, viu o seu trabalho vandalizado, com os responsáveis (do Metropolitano de Lisboa) a suspirar de alívio por não terem que a indemnizar. É a história- triste- de um país que elegeu o "pato-bravo" como seu paradigma e por aí se ficou. A ler no Cantigueiro, onde chegámos a partir do Arrastão. E com esta retomamos as nossas férias. Mais tristes.
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Zé Bonito
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