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segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Tempos

São imagens de outros tempos que, com tempo, aqui vão sendo reveladas, mostrando momentos, pequenas marcas de como o tempo passa.

295- Vouzela: Rua Conselheiro Morais de Carvalho nos anos 50- 11 de Novembro de 2013

294- Vouzela: Hotel Mira Vouga por volta dos anos 50- 21 de Outubro de 2013

293- Automotora na estação de Moçâmedes- 14 de Outubro de 2013

292- Castelo de Vilharigues- 07 de Outubro de 2013

291- Vouzela na Illustração Portugueza de 31 de Março de 1919- 01 de Agosto de 2013

290- Vouzela: Pensão Jardim-II- 01 de Julho de 2013

289- Capa do programa das Festas do Castelo de 1956- 23 de Abril de 2013

288- Vouzela: Locomotiva E181- 25 de Fevereiro de 2013

287- Vouzella- Casa da Cavallaria (Azillo-Hospital)- 31 de Dezembro de 2012

286- Termas de São Pedro do Sul: Palácio Hotel- 17 de Dezembro de 2012

285- Vouzela: Paisagem- 03 de Dezembro de 2012

284- São Pedro do Sul: Edifício Termal- 19 de Novembro de 2012

283- Vouzela: Parque e Ermida do Monte Castelo- 12 de Novembro de 2012

282- São Pedro do Sul: Antigo Convento dos Frades- 05 de Novembro de 2012

281- São Pedro do Sul: Rua Serpa Pinto- 22 de Outubro de 2012

280- Vouzela: Mais um ângulo do Monte da Nossa Senhora do Castelo- 15 de Outubro de 2012

279- São Pedro do Sul: Convento de São Cristóvão de Lafões- 08 de Outubro de 2012

278- Vouzela: Praça da República- 01 de Outubro de 2012

277- São Pedro do Sul: Ponte do Pego- 24 de Setembro de 2012

276- Vouzela: Ponte do Caminho de Ferro- 17 de Setembro de 2012

275- São Pedro do Sul: Ponte Nova- 10 de Setembro de 2012

274- João "Rei"- 03 de Setembro de 2012

273- João António Gonçalves de Figueiredo- 29 de Agosto de 2012

272- Vouzela: Igreja de São Frei Gil- Relicário e maxilar inferior do santo- 26 de Agosto de 2012

271- São Pedro do Sul: Várzea de Pouves e rio Sul- 20 de Agosto de 2012

270- Vouzela: São Frei Gil- 26 de Agosto de 2012

269- São Pedro do Sul: Várzea de Pouves e Rio Sul- 20 de Agosto de 2012

268- Vouzela: Pensão Serrano- 13 de Agosto de 2012

267- São Pedro do Sul: Egreja da Misericórdia- 06 de Agosto de 2012

266- Pormenor da Rua de São Frei Gil- 30 de Julho de 2012

265- São Pedro do Sul: Hospital N. S. do Amparo- 23 de Julho de 2012

264- Vouzela: Atual Praça da República em 1894 e recordação da visita da raínha D. Amélia- 16 de Julho de 2012

263- Vouzela: Pensão Jardim II- 09 de Julho de 2012

262- São Pedro do Sul: Jardim Salazar- 02 de Julho de 2012

261- Vouzela: Pensão e café Jardim- 27 de Junho de 2012

260- Vouzela: Igreja Matriz- uma imagem diferente- 25 de Junho de 2012

259- Termas de São Pedro do Sul: Represa e antigo balneário- 18 de Junho de 2011

258- Vouzela: Vista parcial e viaduto da linha férrea por volta dos anos 50- 11 de Junho de 2012

257- Oliveira de Frades: Praça Luís Bandeira- 04 de Junho de 2012

256- Termas de São Pedro do Sul: Grande Hotel- 28 de Maio de 2012

255- Vouzela: Rua Conselheiro Morais de Carvalho- 21 de Maio de 2012

254- Oliveira de Frades: Paços do Concelho- 14 de Maio de 2012

253- São Pedro do Sul: Feira- 07 de Maio de 2012

252- Vouzela: Panorâmica vista do Castelo- 30 de Abril de 2012

251- Oliveira de Frades: Vista parcial Sul- 23 de Abril de 2012

250- São Pedro do Sul: Estação e via férrea- 16 de Abril de 2012

249- Vouzela: Casa das Ameias na década de 50- 09 de Abril de 2012

248- Oliveira de Frades: Vista parcial Norte- 02 de Abril de 2012

247- São Pedro do Sul: Duas vistas da Ponte do Pego- 26 de Março de 2012

246- Vouzela: Ponte Morais Carvalho- 19 de Março de 2012

245- Oliveira de Frades: Pensão Avenida- 12 de Março de 2012

244- São Pedro do Sul: Lenteiros do Rio- 05 de Março de 2012

243- Lavadeiras do Zela- 27 de Fevereiro de 2012

242- Vouzela: Espigueiro e amendoeira em flor- 22 de Fevereiro de 2012

241- Oliveira de Frades: O caminho de ferro e a neve- 20 de Fevereiro de 2012

240- São Pedro do Sul: Panorâmica geral do Bairro da Ponte- 13 de Fevereiro de 2012

239- Vouzela: Pormenores de um postal sobre as lavadeiras do rio Zela- 06 de Fevereiro de 2012

238- Oliveira de Frades: Comparação de imagens da Igreja Matriz- 30 de Janeiro de 2012
237- Termas de São Pedro do Sul: Passeio de barco- 23 de Janeiro de 2012
236- Horário da Linha do Vale do Vouga- 16 de Janeiro de 2012

235- Oliveira de Frades: A linha do comboio- 09 de Janeiro de 2012

234- Thermas Rainha D. Amélia- 02 de Janeiro de 2012

233- Vouzela: Vista da Ponte- 26 de Dezembro de 2011

232- Oliveira de Frades: Vista parcial- 19 de Dezembro de 2011

231- São Pedro do Sul: Bairro da Ponte (imagem com 100 anos)- 12 de Dezembro de 2011

230- Vouzela: Vista geral do lado Sul- 05 de Dezembro de 2011

229- Oliveira de Frades: Avenida Dr. Lino dos Santos- 28 de Novembro de 2011

228- Sobre o ciquentenário do caminho de ferro do Vale do Vouga- 23 de Novembro de 2011

227- São Pedro do Sul: Ponte do Pego- 21 de Novembro de 2011

226- Cooperativa Agrícola de Lafões- 16 de Novembro de 2011
225- Vouzela: Marcofilia- 14 de Novembro de 2011

224- Vouzela: Desenho do Jardim, 1952- 12 de Novembro de 2011

223- Oliveira de Frades: Escolas Primárias- 07 de Novembro de 2011

222- São Pedro do Sul: Ponte sobre o Vouga nas Thermas do Banho- 31 de Outubro de 2011

221- Vouzela: Rua Mouzinho d'Albuquerque- 24 de Outubro de 2011

220- Oliveira de Frades: Há 70 anos- 17 de Outubro de 2011

219- São Pedro do Sul: Lavadouro público- 10 de Outubro de 2011
218- Imagem de 1963 sobre quadros expostos no Museu de Vouzela- 03 de Outubro de 2011

217- Oliveira de Frades: Estação dos Caminhos de Ferro- 26 de Setembro de 2011

216- São Pedro do Sul: Rua Serpa Pinto-II- 19 de Setembro de 2011
215- Linha do Vouga- Exploração Rodoviária- 12 de Setembro de 2011
214- Quinta do Paço de Moçâmedes- 05 de Setembro de 2011

213- São Pedro do Sul: "Convento e Paços Municipaes"- 29 de Agosto de 2011

212- Vídeo com imagens antigas de Vouzela- 28 de Agosto de 2011

211- Oliveira de Frades: A Capela da Feira há 100 anos- 22 de Agosto de 2011

210- Igreja Matriz de Vouzela: Imagem da Virgem com o Menino- 15 de Agosto de 2011

209- Termas de São Pedro do Sul- um ângulo diferente- 08 de Agosto de 2011

208- Oliveira de Frades: Calvário de Ribeiradio- 01 de Agosto de 2011

207- Vouzela: imagem da Rua da Ponte em 1950- 25 de Julho de 2011

206- São Pedro do Sul: Santa Cruz da Trapa- 18 de Julho de 2011

205- Oliveira de Frades: Arcozelo das Maias- 11 de Julho de 2011

204- Vouzela: Ponte e lavadeiras no Zela- 04 de Julho de 2011

203- Mosteiro de São Cristóvão de Lafões- 27 de Junho de 2011

202- Oliveira de Frades: Imagem dos anos 50- 20 de Junho de 2011

201- Vouzela: Imagem da Igreja Matriz publicada por volta de 1900- 13 de Junho de 2011

200- Vouzela: Ponte do caminho de ferro em construção- 10 de Junho de 2011

199- São Pedro do Sul: Ponte sobre o Vouga- 06 de Junho de 2011

198- Oliveira de Frades: Paços do Concelho nos anos 50- 30 de Maio de 2011

197- Vouzela: Imagem da carvalha da Feira editada por volta de 1900- 23 de Maio de 2011

196- São Pedro do Sul: Rua Baroneza de Palma- 16 de Maio de 2011

195- Oliveira de Frades: Colégio Lafonense- 09 de Maio de 2011

194- Vouzela: Praça Morais Carvalho: a mesma imagem editada em épocas diferentes- 02 de Maio de 2011

193- São Pedro do Sul: Rua Serpa Pinto- 25 de Abril de 2011

192- Vouzela: "novo edifício das cadeias"- 22 de Abril de 2011

191- Oliveira de Frades: Vista parcial- 18 de Abril de 2011

190- Vouzela: Vista parcial por volta de 1900- 11 de Abril de 2011

189- Cruzeiro do Gamardo- II- 07 de Abril de 2011

188- São Pedro do Sul: Praça da República- II- 04 de Abril de 2011

187- Oliveira de Frades: Avenida Dr. Lino Santos- 28 de Março de 2011

186- Vouzela: Igreja da Misericórdia- 21 de Março de 2011
185- Associação de Futebol "Os Vouzelenses": Fundadores- 18 de Março de 2011

184- São Pedro do Sul: Praça da República- 14 de Março de 2011

183- Oliveira de Frades: Paços do Concelho- 07 de Março de 2011

182- Lacticínios Santa Cruz, Lda.- 04 de Março de 2011

181- Hotel Mira Vouga ao longo do tempo- 28 de Fevereiro de 2011

180- São Pedro do Sul: Palacete Palme- 21 de Fevereiro de 2011

179- Ermida do Monte Castelo (antes da florestação)- 18 de Fevereiro de 2011

178- Praça da República com neve (anos 40?)- 11 de Fevereiro de 2011
177- Igreja Matriz de Vouzela na Lotaria Nacional- 07 de Fevereiro de 2011
176- São Pedro do Sul: Palácio Marquês de Reriz- 31 de Janeiro de 2011
175- Oliveira de Frades: Feira- 26 de Janeiro de 2011

174- Descrição dos trabalhos de restauro da Igreja Matriz de Vouzela, publicados no Boletim da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, Julho de 1949 (2)- 17 de Janeiro de 2011

173- Termas de São Pedro do Sul: Palácio Hotel- 10 de Janeiro de 2011

172- Oliveira de Frades: Vista parcial de Souto de Lafões- 03 de Janeiro de 2011
171- Descrição dos trabalhos de restauro da Igreja Matriz de Vouzela, publicados no Boletim da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, Julho de 1949- 27 de Dezembro de 2010

170- Vouzela: vista geral com neve- 23 de Dezembro de 2010

169- Termas de São Pedro do Sul: Ponte e Hotel Vouga- 20 de Dezembro de 2010

168- Ribeiradio: Capela Nossa senhora Dolorosa- 13 de Dezembro de 2010

167- Mapa turístico do Distrito de Viseu (anos 30?)- 06 de Dezembro de 2010

166- Palace Pensão Mira Vouga- o2 de Dezembro de 2010

165- Termas de São Pedro do Sul- Balneário- 29 de Novembro de 2010

164- Oliveira de Frades: Indo da Feira para a vila em 1937- 22 de Novembro de 2010


163- Igreja Matriz antes dos restauro da responsabilidade da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais- 15 de Novembro de 2010

162- Pensão Marques- 15 de Novembro de 2010

161- Termas de São Pedro do Sul: Rio Vouga- 08 de Novembro de 2010

160- Oliveira de Frades: Um dia de neve- 01 de Novembro de 2010

159- Vouzela: Posto da GNR (anos 50/60)- 28 de Outubro de 2010

158- Feira de Vouzela- aguarela de Roque Gameiro- 25 de Outubro de 2010
157- São pedro do Sul: vista parcial das Termas- 18 de Outubro de 2010

156- Locomotiva E202- 13 de Outubro de 2010

155- Oliveira de Frades: Procissão nos anos 60- 11 de Outubro de 2010
154- Vouzela no tempo da I República- 04 de Outubro de 2010

153- São Pedro do Sul: Equipa de futebol nos anos 40- 27 de Setembro de 2010
152- Elementos da Banda de Vouzela- 21 de Setembro de 2010

151- Oliveira de Frades: Vista parcial, Norte- 20 de Setembro de 2010

150- Rua Morais Carvalho, por volta de 1910- 13 de Setembro de 2010

149- Oliveira de Frades: Feira do gado- 06 de Setembro de 2010

148- São Pedro do Sul: fila para o azeite- 30 de Agosto de 2010

147- Vouzela vista de Nascente (por volta de 1920)- 23 de Agosto de 2010

146- Oliveira de Frades: Rua Dr. António José de Almeida e bombas de gasolina da Mobiloil- 16 de Agosto de 2010

145-Margens do Vouga- 12 de Agosto de 2010

144- São Pedro do Sul: Etiquetas de bagagem- 09 de Agosto de 2010

143- Chãs: Bancada de madeira em 1943- o4 de Agosto de 2010

142- Estação de Vouzela: Locomotiva E124- o2 de Agosto de 2010

141- Oliveira de Frades: Fábrica de Serração de Ribeiradio (1912)- 26 de Julho de 2010
140- Termas de São Pedro do Sul: Etiquetas de bagagem- 19 de Julho de 2010
139- Vouzela: Etiquetas de bagagem- 12 de Julho de 2010

138- Oliveira de Frades: Casal do Cruzeiro- 05 de Julho de 2010

137- São Pedro do Sul: Antigo Convento dos Frades e Paços do Concelho- 28 de Junho de 2010

136- Locomotiva E211 na Estação de Vouzela- 21 de Junho de 2010

135- Oliveira de Frades: Pensão Avenida II- 14 de Junho de 2010

134- São Pedro do Sul: Ponte do caminho de ferro- 07 de Junho de 2010 (também aqui)

133- Vouzela: Cruzeiro da Independência (Gamardo)- 31 de Maio de 2010

132- Oliveira de Frades: Largo do Cruzeiro- 24 de Maio de 2010

131- São Pedro do Sul- Paços Municipais- 17 de Maio de 2010

130- São Pedro do Sul: 1º de Maio de 1974- 14 de Maio de 2010

129- Vouzela-Viaduto das Juntas- 10 de Maio de 2010

128- Oliveira de Frades: Pinheiro de Lafões, anos 50- 03 de Maio de 2010

127- São Pedro do Sul- Estação- 26 de Abril de 2010

126- Hotel Mira-Vouga visto da Foz- 19 de Abril de 2010

125- Oliveira de Frades: trabalhos agrícolas (II)- 12 de Abril de 2010

124- São Pedro do Sul: Lavadouro Público- Ponte- 05 de Abril de 2010

123- Linha do Vale do Vouga- Papeis de valor (2)- 29 de Março de 2010

122- Oliveira de Frades: Trabalhos agrícolas- 22 de Março de 2010

121- Termas de São Pedro do Sul: um trecho do Rio Vouga- 15 de Março de 2010

120- Vouzela- um lindo trecho dos arredores- 08 de Março de 2010

119- Nevão em Oliveira de Frades- 01 de Março de 2010

118- Termas de São Pedro do Sul: Hotel Lisboa- 22 de Fevereiro de 2010

117- Philarmonica de Vouzella- 1908- 20 de Fevereiro de 2010

116- Igreja Matriz- V- 15 de Fevereiro de 2010

115- Oliveira de Frades- Souto de Lafões- 08 de Fevereiro de 2010

114- São Pedro do Sul: Bairro da Ponte-IV- 01 de Fevereiro de 2010

113- Vouzela por volta de 1910- 25 de Janeiro de 2010

112-Vouzela- vista parcial- 21 de Janeiro de 2010

111- Oliveira de Frades: Pensão Avenida (anúncio)- 18 de Janeiro de 2010

110- São Pedro do Sul- Bairro da Ponte (aspecto do rio Sul)- 11 de Janeiro de 2010

109- Estação- imagem dos anos 20- 04 de Janeiro de 2010

108- Oliveira de Frades: Rua Dr. António José de Almeida- 28 de Dezembro de 2009

107- São Pedro do Sul: Bairro da Ponte-II- 21 de Dezembro de 2009

106- Cédulas emitidas pela Câmara Municipal de Vouzela nos anos 20- 14 de Dezembro de 2009

105- Oliveira de Frades: Pensão Avenida- 07 de Dezembro de 2009

104- São Pedro do Sul: Bairro da Ponte- 30 de Novembro de 2009

103- Ponte Romana sobre o rio Zela-V- 23 de Novembro de 2009

102- Casal do Cruzeiro, Oliveira de Frades- 16 de Novembro de 2009

101- Vista aérea do centro de Vouzela- 09 de Novembro de 2009

100- São Pedro do Sul: Um dia de mercado- 02 de Novembro de 2009

99- Pelourinho e Escola Conde Ferreira-II- 26 de Outubro de 2009

98- Largo da Feira- Oliveira de Frades- 19 de Outubro de 2009

97- Aguardente de Lafões/ Vinho de Lafões- 13 de outubro de 2009

96- Ponte do Conhedo, Oliveira de Frades- o5 de Outubro de 2009

95- Linha do Vouga: Papéis de Valor- 28 de Setembro de 2009

94-Capucha-II- 23 de Setembro de 2009

93- Oliveira de Frades- Um Fontenário- 21 de setembro de 2009

92- Ponte Romana sobre o Rio Zela- IV- 14 de Setembro de 2009

91- Avenida Dr. Lino Santos em Oliveira de Frades- 07 de Setembro de 2009

90- Ponte da Foz-II- 31 de Agosto de 2009

89- Igreja Matriz de Oliveira de Frades em dia de neve- 24 de Agosto de 2009

88- Vistas do Vouga com os montes Lafão e Castelo em fundo- 17 de Agosto de 2009

87- Rua Principal (Oliveira de Frades)- 10 de Agosto de 2009

86- Folheto das Festas do Castelo de 1958-05 de Agosto de 2009

85- Folheto dos Caminhos de Ferro do Vale do Vouga-II- 03 de Agosto de 2009

84- Oliveira de Frades: vista do lado Sul- 27 de Julho de 2009

83- Folheto dos Caminhos de Ferro do Vale do Vouga- 1940- 20 de Julho de 2009

82- Praça Luís Bandeira-Oliveira de Frades- 13 de Julho de 2009

81- Vouzela- vista do lado Sul- o6 de Julho de 2009

80- Colégio Lafonense (Oliveira de Frades)- 29 de Junho de 2009

79- Rua da Ponte (1960-2007)- 22 de Junho de 2009

78- Igreja de Oliveira de Frades- 15 de Junho de 2009

77- Autocolantes promocionais editados pela Região de Turismo Dão-Lafões- 08 de Junho de 2009

76- A Praça de Oliveira de Frades- 01 de Junho de 2009

75- As pessoas:costumes da Beira Alta- 25 de Maio de 2009

74- Igreja da Misericórdia- 18 de Maio de 2009

73- Ainda o Vouga- 11 de Maio de 2009

72- Ponte Morais Carvalho- Rio Vouga- 04 de Maio de 2009

71- Passeios no Vau- Rio Vouga- 27 de Abril de 2009

70- Ponte Romana sobre o Rio Zela-III- 20 de Abril de 2009

69- Vista a partir da ponte do comboio, de 1920 a 2007- 13 de Abril de 2009

68- Estendal de roupa-rio Zela- 06 de Abril de 2009

67- Casa das Ameias- 30 de Março de 2009

66- Trecho do Vouga- o Vau- 23 de Março de 2009

65- Monte Castelo- Aspecto da mata- 18 de Março de 2009

64- Sociedade Industrial de Serração de Vouzela- 16 de Março de 2009
63- Hotel Mira Vouga-III- 09 de Março de 2009

62- Monte Castelo- Escadaria- 02 de Março de 2009

61- Monte Castelo- Cruzeiro- 23 de Fevereiro de 2009

60- Igreja Matriz-IV- 16 de Fevereiro de 2009

59- Capela de São Frei Gil-III- 09 de Fevereiro de 2009

58- Igreja Matriz-III- o2 de Fevereiro de 2009

57- Edifício do Tribunal (actual Câmara Municipal)- 26 de Janeiro de 2009

56- Inauguração da Estação de Vouzela- 19 de Janeiro de 2009

55- Igreja Matriz-II- 12 de Janeiro de 2009
54- Vouzela com neve-1941- 05 de Janeiro de 2009

53- O Fado de Vouzela- Publicação com vista do lado Sul- 01 de Janeiro de 2009

52- A Estação-II- 29 de Dezembro de 2008

51- Praça da República (desenho)- 25 de Dezembro de 2008

50- Avenida João de Melo-II- 22 de Dezembro de 2008
49- Avenida João de Melo- 15 de Dezembro de 2008

48- Mapas- 08 de Dezembro de 2008

47- Ponte do comboio e vista geral-06 de Dezembro de 2008

46- Rua Conselheiro Morais de Carvalho no início dos anos 30- 01 de Dezembro de 2008

45- Praça Morais de Carvalho-II- 24 de Novembro de 2008

44- Ourivesaria Souto- 17 de Novembro de 2008

43- Praça da República no início dos anos 70- 14 de Novembro de 2008

42-
Feira-III- Carvalha da Feira
- 12 de Novembro de 2008

41- Feira-II- 10 de Novembro de 2008

40- Feira- 03 de Novembro de 2008

39- Ponte do Caminho de Ferro e comboio-III- 27 de Outubro de 2008
38- Vinhetas turísticas de Vouzela-III- 20 de Outubro de 2008

37- Vinhetas turísticas de Vouzela-II- 20 de Outubro de 2008

36- Vinhetas turísticas de Vouzela- 20 de Outubro de 2008

35- Hotel Mira Vouga-II- 13 de Outubro de 2008

34- Hotel Mira Vouga- 06 de Outubro de 2008

33- Ponte do Caminho de Ferro e comboio-II- 29 de Setembro de 2008

32- Fábrica de massas alimentícias "Rio Zela"- 22 de Setembro de 2008
31- Ponte do Caminho de Ferro em 1920 e comboio- 15 de Setembro de 2008

30- Torre de Vilharigues e vista geral de Vouzela do lado Nascente- 12 de Setembro de 2008

29- Fotografia aérea da vila em 1937- 08 de Setembro de 2008

28- Vouzela- vista geral- 01 de Setembro de 2008

27- Vouzela por volta de 1920- II- 25 de Agosto de 2008

26- Vouzela por volta de 1920- 25 de Agosto de 2008

25- Vouzela- Lado Poente- 18 de Agosto de 2008

24- Igreja Matriz- 04 de Agosto de 2008

23- Ponte da Foz- 21 de Julho de 2008

22- Inauguração da biblioteca da Escola Conde Ferreira- 07 de Julho de 2008

21- Ponte Romana- Parte II- 23 de Junho de 2008

20- Anúncios de 1936- 17 de Junho de 2008
19- Torre de Vilharigues- 09 de Junho de 2008

18- Praça Morais Carvalho, anos 30- 30 de Maio de 2008

17- Ponte Romana-Parte I-26 de Maio de 2008

16- Capela de S. Frei Gil-II- 14 de Maio de 2008

15- Antigo edifício da Câmara Municipal e actual Biblioteca- 28 de Abril de 2008

14. Largo do Pelourinho e Escola Conde de Ferreira em 1910-15 de Abril de 2008
13. Capucha- 11 de Fevereiro de 2008

12. Largo da Feira e Igreja Matriz por volta de 1910- 06 de Dezembro de 2007
11. Moinhos do Pombal (rio Zela)- 18 de Novembro de 2007

10. Carro de bois a subir a Rua da Ponte- 2 de Novembro de 2007

9. Rua Ayres de Gouveia- 9 de Julho de 2007

8. Um projecto para o Jardim- 22 de Junho de 2007

7. Água canalizada chega ao Monte Castelo- 21 de Maio de 2007

6. Capela de São Frei Gil- 14 de Abril de 2007

5. Imagens da Praça da República em diversas épocas- 5 de Março de 2007

4. Café Central e inauguração do placar de “O Século”- 23 de Fevereiro de 2007

3. O comboio, a estação do caminho de ferro, a ponte- 30 de Janeiro de 2007

2. Anúncios da hotelaria e restauração de Vouzela, publicados no Programa das Festas do Castelo de 1949- 24 de Janeiro de 2007

1. A Estação- 4 de Janeiro de 2007

terça-feira, novembro 05, 2013

Temos um comboio para apanhar

O dia da inauguração. Foto gentilmente cedida pelo Augusto Rodrigues

Novembro de 1913. À incerteza da obra tinha sucedido a esperança e o espanto. Centenas de operários e engenhos nunca antes vistos, ergueram um viaduto com os seus dezasseis arcos de pedra que muitos apostavam não conseguir resistir. Finalmente, o comboio ia chegar. Todos quantos alguma vez o viram, podem imaginá-lo a entrar na ponte, lançando aos ares o seu apito de aviso de aproximação, ampliado pela dimensão do vale e do silêncio. Do outro lado, junto à estação, o povo apinhado, olhando, admirado e incrédulo, aquela massa de ferro preto que avançava com um som cadenciado por entre nuvens de fumo branco. Finalmente,  o comboio chegou.

Vouzela sempre foi local de "encontros e despedidas". Desde que os romanos lhe toparam a orografia e alargaram e empedraram estradas, a sua história ficou indissociavelmente ligada a vias de comunicação. Para o bem e para o mal. A linha do caminho de ferro do Vale do Vouga foi uma delas e a chegada do comboio naquele dia de 1913, marcou o início duma revolução nos afazeres e nos hábitos, imagem de marca  do último período de desenvolvimento que por estas terras houve. 

Hermínio Dias, no texto que redigiu para o cinquentenário da linha, descreveu os primeiros tempos com o poder de síntese do grande fotógrafo que era: "Festas, foguetes, contentamentos, encorajamentos para viagens a Espinho (...)". Encorajamento, sim, que isso de entregar a vida a um amontoado de parafusos a que não se podia puxar rédeas, nem obedecia a voz de comando, era aventura arriscada para quem, naqueles tempos, estava mais habituado a confiar nos músculos do que na técnica.

Mas da novidade passou-se à oportunidade e desta à rotina. Aos poucos, Vouzela foi-se familiarizando com uma nova categoria de gente composta por fatores, fogueiros, revisores, guarda freios, carregadores... e esse símbolo de autoridade, respeitado e invejado, o chefe da estação. Aos poucos, foi-se habituando à mistura com os operários da Serração- que, entretanto, tinha procurado a proximidade ao comboio- e das muitas partidas e chegadas, como a da comitiva de António Ferro que, em 1930, ainda antes de dirigir o Secretariado Nacional da Propaganda, usou o caminho de ferro para vir apresentar as entranhas do país aos jornalistas da capital e acabou no Castelo a admirar as vistas, extasiado, enquanto matava a sede com taças de Lafões fresquinho- parece que estava um calor dos diabos. Chegavam estudantes aos fins-de-semana, chegavam jornais ao fim da tarde, chegava gente diferente no verão que, mal descia o último degrau e punha os pés na terra, esticava as costas e enchia o peito de ar, o tal bem puro que por cá a trazia em estadias mais ou menos prolongadas numa das unidades hoteleiras da vila. O Mira Vouga era logo ali, depois da ponte, a caminho do São Sebastião. O comboio marcava o ritmo e os humores. Até os amores, porque o "vou ali ver chegar o comboio" era desculpa aceite e pretexto válido para passeios de namorados e os arcos da ponte sempre foram pilares seguros para as toneladas de ferro e de afetos.

"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades". Num tarda nada já eram mais as partidas do que as chegadas e os risos dos encontros não chegavam para fazer esquecer as lágrimas das despedidas. Brasil, África, mais tarde França e Alemanha "porque aqui não dá e é preciso fazer pela vida". Ou enganar a morte... E o soldado lá escolhia partir, bem cedo, sozinho, gola do capote levantada para que não se percebesse que, afinal, um homem também chora. Ao comboio descobria-se o desconforto dos bancos, a lentidão da marcha, o lado do negro do fumo. Provocava fogos, diziam- graças a Deus que de então para cá nunca mais tal coisa  vimos! O futuro estava nas quatro rodas, de preferência individuais e nessas mortalhas de alcatrão negro que nos levavam à porta e haviam de cobrir o país. Recusaram-se propostas de modernização e ignoraram-se sugestões de aproveitamento turístico. Em 27 de Dezembro de 1983, cobriram-no com coroas de flores e bandeiras e chamaram-lhe "Histórico", porque não se diz mal dum defunto. Pela última vez, o seu apito ecoou ao entrar na ponte, ampliado pela dimensão do vale e do silêncio das gentes que lhe prestavam a última homenagem, suspeitando estarem a enterrar muito mais do que aquela massa de ferro que se despedia por entre nuvens de fumo branco.

Mas os senhores deste mundo, não conhecem a ironia corrosiva do beirão. Vamos ouvindo as notícias sobre a crise do petróleo e os insuportáveis custos da energia e, então, fecho os olhos e imagino-me na sala de jantar da saudosa Pensão Jardim, amplas janelas abertas para o vale e para a ponte. Recordo o som cadenciado da aproximação e aquele silvo agudo que desperta e grita: "acordem, vouzelenses! Temos um comboio para apanhar".
- Texto escrito para a exposição "100 anos da chegada do comboio a Vouzela".


Ao Carlos Pereira

A exposição que a Associação D. Duarte de Almeida inaugura, neste 5 de Novembro, no Museu Municipal de Vouzela, deve muito ao investimento e ao entusiasmo do nosso colaborador, Carlos Pereira. Contactamos com ele, pela primeira vez, em 2007, numa altura em que dinamizava um blogue irónica mas certeiramente chamado "Postal de Vouzela". Já então tinha publicadas dezenas de imagens da vila, revelando um amor pela terra onde, jovem, andou a estudar. Mais tarde, decidiu integrar o grupo de colaboradores do "Pastel de Vouzela" e o resultado final é conhecido: muitas das mais de duzentas imagens da região de Lafões que publicamos, vieram da sua coleção particular. Mas um outro interesse sempre o animou que, curiosamente, ligava bem com as iniciais, "CP", com que assinava e assina os seus textos: a história da linha do Vale do Vouga. Esta exposição é o resultado desse interesse, mas também uma simples homenagem a um homem que, embora afastado da região, a sente como poucos. Obrigado, Carlos Pereira.  Vouzela precisa de amigos como tu.


segunda-feira, novembro 14, 2011

Vouzela - Marcofilia

1853 - 1878
Primeira e segunda reformas postais

O tipo de carimbos criados para inutilizar os selos postais consistia num carimbo de metal com a forma circular ou oval de barras estreitas, mais largas ou de pontos, sendo no seu interior colocado o número correspondente à estação postal expeditora - 209 estações na primeira reforma e 220 na segunda reforma.

A Vouzella foi atribuído o número 135.

Embora o carimbo não tenha sido batido na perfeição, a raridade de tal peça vale bem a sua apresentação.


1879 - 1912
Terceira reforma postal

Com a criação da terceira reforma postal foram introduzidas centenas de estações postais, de modo que se tornou inviável criar números para cada uma delas. Assim foi autorizada a criação de um carimbo por cada estação postal. Não tendo havido qualquer imposição de design por parte da administração central, estes carimbos dependiam unicamente da "arte" do seu criador.

Em Vouzella foram utilizados dois carimbos diferentes.


segunda-feira, setembro 26, 2011

Estação de Oliveira de Frades


Estação do caminho de ferro... há umas décadas...

em sequência do excelente trabalho do CP há duas semanas....
Posted by Picasa

quarta-feira, julho 14, 2010

A Locomotiva E211

Depois da foto de 1968 tira da na Estação de Vouzela, procurámos o rasto da Locomotiva E211 e daqui e dali fomos tentando reconstruir a sua história. Muitos pedaços de tempo aqui faltam, mas fica um pequeno resumo.

A locomotiva E 211, construída em 1923 por Henschel & Sohn para os Caminhos de Ferro Portugueses, pertence a uma série de dezasseis unidades.
Depois de tantas viagens efectuadas na Linha do Vale do Vouga esta locomotiva é transferida em 1975 para a linha de Famalicão - Póvoa de Varzim. É transferida para os depósitos centrais no Porto (Campanhã) e a última revisão foi terminada a 5 de Julho de 1976. Depois disso é transferida para a Régua e é usada na Linha do Corgo essencialmente no transporte de mercadorias e de carruagens de trabalho.
Circula pela última vez em 1981.

Três anos mais tarde a CP põe à venda 12 locomotivas a vapor não utilizadas, entre as quais a E 211. É comprada pelo GECP. No dia 10 de Julho de 1986 é transferida para Vila Real de onde foi transportada por camião para Mézel-Châteauredon onde chega no dia 18. Daí é transferida para Puget-Théniers, onde, após revisão é posta em circulação e fez parte do "Train des Pignes" durante 5 anos, de 1988 a 1992.

Eis imagens de postais dessa época (emitidos pelo GECP) com a "nossa" locomotiva em plena circulação.

La Locomotive Mallet (Portugaise)
au pied du hameau de Gévaudan
Alpes de Haute-Provence

La Locomotive Mallet (Portugaise)
près de la halte de la Thuilière, aux environs de Barrême.
Alpes de Haute-Provence

Les deux Locomotives "Bretonne" E 327 et Portugaise E 211
Gare de Puget-Théniers
Alpes Maritimes


Entretanto a locomotiva é enviada para Itália para um restauro total, nos estaleiros de Lucato Térmica em Castelletto-Monferrato. A locomotiva volta a Puget-Théniers no dia 3 de Dezembro de 2009, e é reposta ao serviço para a época de 2010 rebocando o "Train des Pignes" a vapor. Podemos ver imensos vídeos no YouTube sobre o descarregamento da locomotiva na estação de Puget-Théniers.
O mais interessante é ver os diversos vídeos de 19 de Maio deste ano onde podemos ver a nossa locomotiva em funcionamento, como por exemplo este.

Para quem tiver disponibilidade para dar um saltinho a França e recordar uma viagem a vapor, numa locomotiva que tantas vezes passou em Vouzela, aqui fica o endereço, com horários e contactos.


Como grande entusiasta que sou dos comboios a vapor e especialmente da Linha do Vale do Vouga, a história desta locomotiva faz-me recordar uma frase da minha avó: "O lixo de uns é o tesouro de outros".

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Estação do Caminho de Ferro

Para começar bem o ano, uma extraordinária imagem...
Provavelmente um dos cinco melhores postais de Vouzela.

1920's


Edição de Dias e Rocha - Vouzela 

Nem me atrevo a comparar estas duas imagens ou a falar do que a Estação era e do que é agora... 

2009



segunda-feira, janeiro 19, 2009

Os leitores lançam as mãos à massa-V

Nos tempos que correm, encontrar alguém que possui uma relíquia e se dispõe a partilhá-la, não só é raro, como é motivo de orgulho para todos os que com ele privam. É isso mesmo que sentimos por termos leitores como o Augusto Rodrigues que, de Ovar, nos mandou a imagem que se segue. Para partilhar.

Inauguração da Estação de Vouzela


Amigos:
Junto foto da inauguração da estação de caminho de ferro em Vouzela, presumo ter sido em 17 de Março de 1914.
(...)
Grande abraço,
Augusto Rodrigues - Ovar

sexta-feira, novembro 23, 2007

Intervenção de risco

O fumo saía da chaminé da Serração. Em primeiro plano, a Estação do Caminho de Ferro

A demolição. Percebe-se o espaço que liberta e o conjunto de edifícios que aguarda por seguir o mesmo caminho.

Prepara-se mais uma intervenção de alto risco na vila. Demolida a Serração e tendo em conta o valor daqueles terrenos, a tentação para amontoar tijolo deve ser muito grande.

Chegou a ser das principais unidades industriais do concelho e, quando foi construída, provavelmente estava fora da malha urbana, mesmo em frente à estação do comboio. Fazia sentido. Depois a vila cresceu e passou a ocupar um espaço privilegiado e... cobiçado.

Situada numa das zonas mais elevadas e de difícil circulação, qualquer construção que ali venha a ser feita acabará por ter um impacto muito grande. Resta saber se da parte de quem vai licenciar haverá sensibilidade para o perceber. De facto, a futura obra que ali venha a ser autorizada, será um exame à competência técnica da Câmara. Só que é a imagem de Vouzela, o seu equilíbrio, que pode vir a sofrer as consequências de um possível “chumbo”.

segunda-feira, outubro 01, 2007

Linha do Vale do Vouga:uma viagem ao que resta

Aproximava-se o fim. A poucos metros do local de onde foi conseguida esta imagem, está hoje um prédio
(foto de Guilherme Figueiredo)

Não vale a pena perder muito tempo com o assunto: o encerramento da linha do Vale do Vouga foi, na hipótese mais suave, uma tremenda irresponsabilidade; na mais dura, uma vigarice, cuja história há-de ser contada sem poupar nos pormenores sórdidos. Ponto final. O que nos parece ser de realçar é o modo como muitos trabalham para manter a memória viva, publicando estudos, organizando arquivos de imagens e até divulgando petições pela sua reactivação. Todos, lá bem no íntimo, mantêm viva a esperança de que a asneira não seja irreversível. Ao fim e ao cabo, para além do recurso turístico que podia ter sido, o comboio é a melhor alternativa a uma circulação automóvel que o futuro, inevitavelmente, irá limitar.

A construção da linha do Vale do Vouga sucedeu ao projecto de tornar o rio navegável desde Aveiro até São Pedro do Sul. Não tivessem as tropas de Junot invadido o país e talvez a obra fosse concretizada (1).

A verdade é que, depois de muita polémica a propósito do melhor traçado, a data oficial de inauguração da via férrea que nos havia de ligar ao litoral fixou-se a 23 de Novembro de 1908 (troço entre Espinho e Oliveira de Azeméis). Já depois da instauração da República, foi feita a ligação entre Aveiro e a Sernada (Setembro de 1911) e, finalmente, em 5 de Fevereiro de 1914, até Viseu.

A velha linha resistiu às dificuldades de duas guerras mundiais, mas não conseguiu enfrentar o “boom” do automóvel em Portugal (e das empresas de camionagem), nem as exigências de maior velocidade e comodidade. Na verdade, sendo uma linha de via estreita, nunca beneficiou de modernizações significativas e a tentativa de aumentar a velocidade de circulação através de automotoras, revelou-se pouco satisfatória.

Foi isso que deu força à ofensiva favorável ao encerramento, que teve o seu auge nos anos 70. Do mesmo lado da barricada, misturaram-se os argumentos dos que defendiam investimentos para a melhorar e dos que preferiam acabar com ela: que não justificava as despesas, que havia meios de transporte alternativos, que... causava fogos. Em 1972, o comboio era substituído por camionetas da CP, embora isso não fosse assumido como definitivo. A verdade é que, dois anos depois, a 10 de Janeiro de 1974, o Notícias de Vouzela publicava, na sua primeira página, o seguinte desabafo, ilustrado por uma fotografia da estação: “O que irá ser um dia, este terreno enorme, no centro da vila, que foi, durante sessenta anos, estação do caminho de ferro? Porque já não acreditamos que o comboio regresse (...)".

A população nunca se resignou. Logo após o 25 de Abril, há registo de diversas tomadas de posição que obrigaram os governantes a prometerem não só o regresso do comboio como, também, a melhoria das suas condições. Ele voltou, mas nunca melhorou. E íam começar os tempos dourados da construção civil.

A 27 de Dezembro de 1983, setenta e cinco anos, um mês e quatro dias depois da inauguração do primeiro troço da linha, o Vale do Vouga assistiu à última viagem do seu combóio. Na sua obra “Memórias do Vale do Vouga”, o médico Manuel Castro Pereira antecipou: “Novos e difíceis tempos virão, onde a ferrovia tem de desempenhar um papel decisivo de alternativa de transporte de pessoas e bens”. Esses tempos aí estão, apesar dos nossos governantes, nacionais e locais, assobiarem para o lado, na tentativa desesperada de que não nos lembremos de lhes pedir responsabilidades.

Depois de já termos divulgado páginas de fotografias recordando a linha no seu auge, propomos agora uma viagem pelo que existe. São imagens de abandono, de desleixo, da pressa com que alguns “urbanizaram” o espaço. Nós próprios, apesar de termos limitado o estrago, não evitámos construir lá um prédio (erro já assumido pela Câmara Municipal de Vouzela). Mas, numa altura em que alguns discutem o que fazer com as pontes que eram usadas pelo comboio, esta viagem que propomos à estupidez e ao desperdício, é o nosso contributo para que não se agrave a asneira. E para que ela não seja irreversível. Porque, mais cedo ou mais tarde, o comboio vai regressar.

Que a viagem comece (basta "clicar")
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(1)- As referências históricas foram retiradas da obra Vouzela- A Terra, os Homens e a Alma, Vouzela, 2001.

quinta-feira, dezembro 12, 2013

Os leitores lançam as mãos à massa-XI

Na caixa de comentários dos "Desabafos" que o Pedro aqui publicou, apareceu-nos o António Damásio que se apresentou: "Olá amigos de Vouzela. Em 1976/77 fui professor na escola Secundária de S. Pedro do Sul que ficava perto da estação de comboios. A linha do Vouga é uma das mais belas e S.Pedro e Vouzela com as suas belas pontes de comboio a atravessar o rio deixam-me saudades. Tenho algumas fotos de Vouzela das pontes e da vossa banda filarmónica a tocar numa procissão que tirei nessa época e que gostava de partilhar com vocês, digam-me como posso enviá-las". Claro que dissemos e elas aí ficam como registo de um tempo, da memória do António Damásio e de pessoas que bem conhecemos, algumas já nesse espaço onde a saudade as torna eternas.

Vouzela- 1977