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sexta-feira, julho 11, 2008

O carro eléctrico

"(...) tinha a vantagem de ser transporte colectivo, sector que, inexplicavelmente, o governo continua a ignorar".

Nos finais dos anos 70, soube-se que a estação espacial Skylab ia cair na Terra, sendo imprevisível o local. Tratava-se de uma estrutura enorme de não sei quantas toneladas, o que causou alguma apreensão. Consta que, nessa altura, aproveitando o nervosismo dominante, houve uns patuscos que decidiram vender...capacetes anti- Skylab. Parece que fizeram algum negócio.

A leva anunciadora do nosso governo, fez-nos recordar este episódio. Confrontados com o desespero de uma população que passa dificuldades, agravadas pelo brutal aumento do preço do petróleo, eis que o governo tira da cartola uma série de projectos e de promessas, para dar a entender que tem a situação controlada. Capacetes anti-Skylab.

Um dos projectos, foi o do carro eléctrico. Cerimónia pública virada para as câmaras, José Sócrates anunciou o protocolo assinado com a Renault-Nissan . Estes constroem a viatura e o governo compromete-se a criar condições para o carregamento e mudança das baterias do automóvel e garantir benefícios fiscais. Imposto automóvel limitado a 30%, disse José Sócrates e aqui começaram as dúvidas. Porquê 30%, se a lei actual isenta por completo “veículos não motorizados, bem como os veículos exclusivamente eléctricos ou movidos a energias renováveis não combustíveis”?

Depois, para quem, como nós, nem a bateria do portátil consegue ter em condições, essa história da autonomia de 200 quilómetros, mais equipamento especial para mudar bateria que leva, no mínimo, 26 minutos a carregar, fez uma enorme confusão. Não será que se estão a construir aeroportos para a Passarola de Bartolomeu de Gusmão? É que, projectos de viaturas movidas através de energias mais ou menos alternativas, é coisa que não falta. Um desses projectos, até está a ser desenvolvido com o apoio da Câmara Municipal do Porto. Não serve? O governo não sabia? Pode garantir que o protocolo agora assinado é a melhor solução? Tudo parece meio precipitado, sem grande critério, só para mostrar que se faz alguma coisa.

Por tudo isto e até prova em contrário, o único carro eléctrico que nos convence é precisamente aquele com que uns tantos iluminados quiseram acabar, já depois de se conhecerem os efeitos do primeiro choque petrolífero. Além do mais, tinha a vantagem de ser transporte colectivo, sector que, inexplicavelmente, o governo continua a ignorar.

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Ele aí vem!

(Actualizado)
O comboio pode regressar a Vouzela. De acordo com o presidente da Câmara de Aveiro, é intenção do governo “abrir concurso para o estudo-prévio e avaliação de impacto ambiental do troço Aveiro-Viseu ainda este ano” (Jornal de Notícias, a partir daqui)). Élio Maia respondia às críticas de um vereador do Partido Socialista que o tinha acusado de passividade na polémica sobre a localização da estação do TGV (que parece estar prevista para Albergaria-a-Velha). Na sequência disso, defendeu ser mais importante para Aveiro a ligação a Salamanca em comboio de alta velocidade, tendo então adiantado a informação sobre a ligação Aveiro-Viseu.

Se por "alta velocidade" entendermos o TGV, claro que não podemos esperar por uma paragem em Vouzela para comprar pastéis- por muito que o mereçam. Aliás, nem em Vouzela, nem em qualquer outro local, cuja distância seja incompatível com a velocidade desejável. Agora, o que nos parece é ser esta a grande oportunidade para reivindicar que a região volte a ser servida pela via férrea. Já que o "canal" vai ser aberto para velocidades altas, porque não conciliá-lo com opções de velocidade mais moderada?

Sempre defendemos que o regresso do comboio, mais tarde ou mais cedo, acabará por ser inevitável. Resta saber qual será a capacidade (e o interesse) dos responsáveis pelos três concelhos de Lafões para imporem a sua participação neste debate. Ou, se quiserem, qual será a nossa capacidade para os fazer entender que não nos basta ver passar... as bicicletas.

terça-feira, dezembro 04, 2007

Quando um homem quiser

Vouzela, 4 de Dezembro. Sigo na direcção de Fataunços, passa já da meia- noite. Rua Sidónio Pais, defunta estação dos combóios, defunta serração, atravesso a ponte, passo à porta dos Maristas (defunto Hotel Mira-Vouga) e, no cimo, junto ao cruzamento, o sinal vermelho vivo, realçado pela escuridão, obriga-me a parar. Já passa da meia- noite, repito. Nem carros, nem pessoas, nada que se visse ou mexesse. De frente para a capela de São Sebastião, interrogo-me se aquele semáforo será uma nova forma de apelar ao recolhimento, um substituto tecnológico das “alminhas” de antanho. Concluo que, ao fim e ao cabo, as cores do semáforo têm mais que ver com a quadra natalícia do que muitas iluminações que temos visto. E, afinal de contas, “Natal é quando um homem quiser”...

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Regista-se com agrado que Vouzela alarga o seu espaço na blogosfera. Já conhecíamos o “Metal Morfose”, o “Underground Sound”, o “Anti-Sócrates”, “Os dias assim” o “Burro quando foge”. Recentemente tivemos conhecimento do “Postal de Vouzela” (bem apanhado) e do “Maria Carqueja”. Têm interesses diferentes, objectivos diferentes mas uma vontade comum de comunicar. “Caladinhos” é nome de biscoito e de tanta troca de ideias, alguém há-de explicar que, "quando um homem quiser", os semáforos podem ficar em amarelo intermitente.