quinta-feira, março 29, 2012
quarta-feira, março 14, 2012
Serenata à chuva ou as trancas na porta depois da casa roubada
Claro que nada podíamos fazer para evitar a seca e, na situação atual, justificam-se as medidas anunciadas pela Câmara. Mas é incompreensível esta atitude reativa, quase pavloviana, como se nunca imaginássemos poderem ocorrer situações que há muito (ver também aqui) se sabem ser fatais como o destino.
Falta de água em Vouzela é fenómeno recente. Deve-se a desleixo e incompetência. O presidente da Câmara acerta, em parte, no alvo, quando reconhece: "foram feitas obras que diminuíram as nascentes". Pois foram. Mas também é verdade que, depois disso, nada foi feito para enfrentar o problema. Em que estado estão as canalizações públicas? Que é que obriga as novas construções a incluirem sistemas de recuperação e reaproveitamento de águas, ao fim e ao cabo, o retomar de hábitos que, num passado ainda recente, estavam generalizados? A elaboração, em 2008, do Regulamento de Edificações Urbanas, tinha sido uma boa oportunidade... que se perdeu (ver aqui).
Que não fiquem dúvidas: apoiamos totalmente a campanha (?) que a Câmara vai lançar, alertando para a necessidade de racionalizar o consumo de água. O que não aceitamos é esta atitude de "casa roubada, trancas à porta", de falta de planeamento que tudo vai deixar na mesma logo que caiam os primeiros pingos. "I'm singing in the rain..."
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quarta-feira, março 07, 2012
Não desperdicem os últimos cartuchos
Foto retirada daqui.A proposta foi apresentada pela vereadora Carmo Bica, eleita pelo PS. Manifestava preocupação com as consequências da quebra do poder de compra no comércio local e propunha algumas facilidades para as empresas que tivessem faturado, em 2011, menos de 250 mil euros.
O princípio parece-nos correto e, na situação atual, pensamos, até, que é secundário ter em conta o volume de faturação. Importante é ajudar quem contribua para melhorar a qualidade de vida dos que por aqui resistem; importante é mostrar que o poder local reconhece as dificuldades por que passam os seus munícipes e não se refugia em desculpas, nem espera por iniciativas alheias.
No entanto, há quem entenda que este tipo de medidas representa uma intolerável intromissão numa área para eles exclusiva da iniciativa privada e defenda que as câmaras devem ter um programa paralelo, "limitado" à regulamentação do ordenamento, à ação social, à proteção civil e às obras estritamente necessárias. Ora, não é preciso grande investigação para concluirmos que este conceito é, na melhor das hipóteses, ingénuo e, na pior, uma enorme aldrabice. De facto, se algo sobressai do que foi (ainda é) o papel das autarquias locais, é uma constante interferência na área económica e até o favorecimento de certos investidores e tipos de investimento. Outra coisa não foi (continua a ser) a alteração do estatuto de terrenos que facilitou o monumental disparate do que ficou conhecido por "política do betão", permitindo, inclusivamente, a apropriação privada de mais valias, conseguidas à custa de investimento público. Mesmo que sejamos incorrigíveis crédulos na bondade dos homens e na generalizada boa fé da sua ação (assumimo-lo), como é possível pensar que decisões que se traduzem em planos diretores municipais, na maior ou menor facilidade em realizar obras, no tipo de obras, etc., não interferem nas opções da iniciativa privada?
Também sabemos que o poder local tem funcionado como compensação à falta de investimento e criação de novos empregos. Dir-se-á que, para cumprir essa missão, não pode perder receitas. Mas também aqui não se percebe que lucro pode vir da tentativa em manter aparelhos municipais (relativamente) endinheirados, no meio de "tecidos económicos" falidos ou em desagregação acelerada. O resultado do descalabro é, inevitavelmente, uma perda de receitas e, ainda por cima, uma perda do poder reivindicativo perante o poder central.
Concluindo: a proposta apresentada pela vereadora eleita pelo Partido Socialista é, no fundamental, correta. Devia, até, ser alargada a outras áreas de interesse para o concelho, com consequências diretas na atividade económica. Referimo-nos, entre outros exemplos, a áreas para que temos repetidamente chamado a atenção, como a recuperação de imóveis ou a proteção de construções em pedra. Devia, ainda, ser estudada a sua aplicação a setores fundamentais (e desesperados!), como a agricultura, a criação de gado, a defesa de espécies arbóreas de interesse. Parece-nos, pois, que não ficava mal ao PSD repensar o seu voto e negociar com o PS nova discussão. Se conseguiram coordenar esforços para responder às patetices de um autarca da região, mais importante se torna que o consigam, agora, quando se gastam os últimos cartuchos para combater o destino da nossa morte anunciada.
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quarta-feira, fevereiro 22, 2012
Quarta feira de cinzas
Foi recordando o passado que o presidente da assembleia- geral da Sociedade Musical Vouzelense apelou à unidade e iniciativa dos vouzelenses para ultrapassar os obstáculos do presente. Sabe do que fala. Há cerca de seis décadas que acompanha as coletividades locais que só graças ao engenho e à solidariedade dos seus dinamizadores se mantiveram à tona da água. Já por aqui recordamos o espírito que animou os pioneiros da Associação de Futebol "Os Vouzelenses", com objetivos que iam muito para além das quatro linhas. Idêntico exemplo encontramos em todas as outras: poucas ou nenhumas ajudas oficiais, muita vontade coletiva.
Talvez valha a pena recordar um pouco da história do Monte Castelo. Até 1908, não passava de um cabeço despido de vegetação, bem registado em muitas imagens já aqui publicadas. Depois, um grupo de homens decidiu lançar mãos ao sonho e começar a "desenhar" o que hoje lá se encontra. Há registos de trabalhos individuais de construção de miradouros, limpeza de espaços, plantação de árvores. É verdade que a Comissão de Iniciativa, criada em finais da década de vinte, deu um importante impulso à obra, mas o fundamental continou a dever-se à vontade coletiva. Procurem-se os arquivos do "Correio de Vouzela" (antecessor do atual periódico local) e lá encontram o registo de vouzelenses que, na altura, estavam a criar, nos seus quintais, as árvores que constituiram o início da mata. O sentimento de pertença por parte da população era tal que, na década de 50, quando se decidiu transferir a gestão do Castelo para os (então) poderosos Serviços Florestais, ninguém conseguiu calar a revolta, traduzida numa violentíssima polémica que, apesar dos tempos que se viviam, encheu, durante anos, páginas e páginas do "Notícias de Vouzela".
Numa época de imediatismos e de pouca reflexão, talvez valha a pena olhar um pouco para o passado e, com a sua ajuda, encontrar as coordenadas, tentar perceber como outras crises foram enfrentadas através da vontade coletiva que se impôs por entre a selva de interesses das diretivas "oficiais". Porque, tal como hoje, a resolução dos problemas não foi conseguida por um qualquer governo, mas antes... apesar dele.
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quinta-feira, janeiro 19, 2012
"Nem sabia onde aquilo ficava mas não calculas como aquilo é bonito!"
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Neste blogue podem ser apreciados vários desenhos sobre São Pedro do Sul, de que destacamos este.
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quinta-feira, janeiro 05, 2012
Os leitores lançam as mãos à massa-X
Vouzela vista do ar


Como leitor assíduo do vosso blog deixo em anexo um pequeno achado retirado do blog "A Terceira Dimensão- Fotografia Aérea".
Boas entradas e até 2012 em Vouzela.
Diogo Neves
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segunda-feira, dezembro 05, 2011
sábado, novembro 12, 2011
Percorrendo os caminhos do inferno sem ficar chamuscado
Decorria o debate sobre o orçamento quando, a páginas tantas, o ministro das finanças "despachou" dúvidas levantadas sobre as consequências do aumento do IVA para a restauração para 23%, com a seca afirmação de que o sector "não está abrangido pela necessidade de incentivar e favorecer as exportações". Ponto final. Estranha ligeireza de quem se mostra sempre tão preocupado em fazer passar uma imagem de rigor, contrastando, até, com a preocupação demonstrada e o tempo gasto para refutar a acusação de que tinha citado mal Keynes. No entanto, foi também um sinal e, para nós, um alerta: o turismo que vai merecer os favores deste governo é o que esteja orientado para os estratos sociais com mais poder económico, sobretudo o que se dirija ao mercado externo. O resto, ficará limitado pelo aumento dos custos vários e das dificuldades provocadas pelo desemprego e pela redução de salários. É este o caminho do inferno que, para já, seremos obrigados a percorrer. Tentemos não ficar chamuscados...
Neste contexto, não só é de louvar a "rede" criada por vários agentes económicos no âmbito do projeto "Viajando por Besanas", como devemos refletir no modo de a alargar. Sempre defendemos que esse seria o caminho. As opções do atual governo tornam-no inevitável.
Todos os estudos mostram que há mercado para Vouzela (Lafões), mas não o há em Vouzela. Colocar a região nas rotas turísticas é uma prioridade. Mas é cá dentro que temos que começar por melhorar as estratégias de divulgação. A história do turismo de Vouzela prova que a atividade sempre beneficiou com o sucesso conseguido pelos outros concelhos. De facto, quanto mais rico for o pacote de ofertas que consiga justificar a procura da região, mais potenciais clientes pode ter cada uma das atividades. Quanto mais gente vier procurar as termas ou os pasteis, maior será a frequência possível de restaurantes, papelarias, etc. Quanto mais gente se convencer a passar entre nós períodos de média, longa duração, maior será a procura da construção e de tudo o resto. Então, se cada um tem muito a lucrar com o sucesso dos outros, é evidente que terá todo o interesse em ser o seu maior divulgador, agitando em cada oportunidade, o que o turista só aqui pode encontrar.
Mas, cuidado. O produto que já provou ter procura, é o que de mais específico a região tem: o seu património natural e edificado; os seus usos e costumes; a sua gastronomia... Mais: qualquer profissional do setor explica que se procura "viver", experimentar tudo isso e não apenas tirar fotografias ou colecionar postais do que fomos. Deixemo-nos, então, de intervenções desenecessárias que adulterem a riqueza que temos. Deixemo-nos de blocos de apartamentos de "quatro andares", de "construções em banda" (1), de loteamentos acanhados, da ocupação desnecessária do espaço. Se não o fizermos é mais do que certo que acabaremos queimados pelas chamas do inferno que se avizinha.
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(1)- Da proposta de alteração do PDM de Vouzela
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quinta-feira, outubro 27, 2011
Sobre o PDM de Vouzela: ou falamos agora, ou arrependemo-nos para sempre
Está a decorrer o período de discussão pública das propostas de revisão do Plano Diretor Municipal de Vouzela. Com o objetivo de facilitar a participação dos munícipes, a Câmara organizou duas iniciativas que se registam e aplaudem: divulgou o conjunto dos documentos no "site" da autarquia e vai aprensentar as propostas numa sessão pública a realizar, amanhã, dia 28 de Outubro, pelas 21 horas, no Auditório Municipal.
Já por aí escrevemos que o modo como estes processos são organizados (a variedade de documentos que exigem, de leis para que remetem, de fundamentos e a dispersão da informação disponibilizada), mais parece querer esconder ao cidadão comum o conjunto de diretivas em que, mais tarde ou mais cedo, ele acabará por tropeçar. Mesmo que fosse organizada uma sessão de apresentação pública por freguesia, duvidamos que muitos ficassem com uma ideia global das propostas, de algo que ultrapassasse o que se prevê para a "sua rua". Cidadãos comuns que somos, alertamos desde já para a possibilidade de termos cometido erros de interpretação. Mas... mais vale um disparate que justifique uma adequada explicação técnica, do que ficarmos com o remorso do silêncio.
Quem conhece a versão ainda em vigor do PDM de Vouzela, não pode deixar de reconhecer, agora, uma maior preocupação com questões ambientais, nomeadamente com as que se referem com os recursos hídricos, preservação e recuperação da floresta e recuperação de espaços, bem como uma maior sensibilidade para reconhecer a importância da riqueza do nosso património (natural e edificado) para as atividades económicas (embora nem sempre isso pareça evidente nas propostas apresentadas). No entanto, há alguns aspetos para que queremos chamar a atenção.
Todas as iniciativas que contribuam para que "a valorização ambiental e cultural e da conservação da natureza" seja "a imagem de marca desta região", contam com o nosso apoio. Os comentários que fizemos, devem ser entendidos como um contributo nesse sentido. No mesmo sentido, esperamos que os vouzelenses façam um esforço para participar neste debate porque, ou falamos agora, ou podemos arrepender-nos para sempre.
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(1)- Esta é uma das zonas mais desleixadas de Vouzela, apesar de ter todas as características para merecer cuidados: é a grande mancha verde que, a norte, se avista da vila; é um exemplo do espaço rural que a envolveu e que, durante séculos, lhe deu significado; é o caminho para um dos mais privilegiados espaços de lazer que a irresponsabilidade de muitos continua a ignorar: o Vouga. A velha Cooperativa construiu, aí, algumas instalações que, com o seu cheiro nauseabundo, incomodou todos quantos lá viviam ou por lá passavam. Até hoje, essas mesmas instalações, salvo erro propriedade da Câmara, apresentam um ar de abandono, de falta de cuidado, que remetem aquele espaço para uma das páginas mais vergonhosas da história do nosso crescimento. Será desta que a coisa muda?
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quarta-feira, outubro 05, 2011
Aumentam as casas, faltam pessoas- o estado em que estamos e as ameaças/reformas que se adivinham
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quarta-feira, setembro 28, 2011
Projeto de requalificação da vila de Vouzela
Praça da República
Um dos principais objectivos das propostas apresentadas, é o de privilegiar o "estar" e o "passear" por toda a área do que se chama "centro histórico". Nesse sentido, impõem-se sérias limitações ao estacionamento e à circulação automóvel, criando ou alargando zonas pedonais. A Praça da República é uma das visadas.
Em todo o largo fronteiro à "Casa das Ameias", cria-se uma zona de estar, recuperando a noção de praça que, a pouco e pouco, se foi perdendo. Desaparece o famoso caixote do lixo que tão criticado tem sido, substituído por equipamento enterrado no solo e que se irá localizar junto ao muro. O pelourinho (colocado na praça já em pleno século XX) será deslocado mais para a frente, para uma nova configuração do passeio, mais largo, à frente do Café Central.Rua Morais Carvalho
Como não podia deixar de ser, esta artéria foi uma das preocupações da proposta apresentada e, também, uma das mais polémicas. São conhecidas as dificuldades de circulação, quer para peões, quer para automóveis, numa rua cuja importância era evidente no seu nome inicial- "direita"- e que só conheceu passeios já com o século XX bem entrado. A solução agora encontrada foi limitá-la a sentido único descendente, alargando os passeios.
Praça Morais de Carvalho
Largos Conde Ferreira e do Convento
Estacionamento
Polémica
Quem já assistiu a debates sobre a regulação do trânsito em "centros históricos", sabe que um dos temas obrigatórios é o das possíveis consequências negativas para o comércio, das restrições à circulação automóvel e ao estacionamento. É um assunto delicado e de difícil abordagem, porque todas as comparações que se tentem, todos os argumentos que se avancem, não são suficientes para projectar certezas quanto a resultados futuros. Como não podia deixar de ser, esse foi um dos assuntos mais discutidos, tendo em conta as limitações previstas para a rua e para a praça Morais de Carvalho.
A solução proposta para o estacionamento, para além das dificuldades que pode encontrar no caso de haver oposição por parte do proprietário do terreno, pareceu excessivamente concentrada e insuficiente para satisfazer os habituais circuitos de quem usa o comércio da vila. Nesse sentido, foi sugerido que se tentasse encontrar nova oferta mais próxima da avenida João de Melo.
Um outro assunto várias vezes referido pela assistência, foi o do desvio do trânsito para as ruas do Bairro da Senra, situação que, na opinião de alguns, vai criar problemas por se tratar de uma zona onde já não é fácil circular.
Ao contrário do que os responsáveis pelo projeto pareciam esperar, não houve grandes críticas à mudança do pelourinho e do chafariz do largo do Convento, possivelmente por ser do conhecimento da maioria dos assistentes que já não há qualquer rigor histórico na sua localização atual.
Dúvidas
Para além de todas as que já referimos e, claro está, as relacionadas com o financiamento da obra, outra dúvida foi manifestada: a do momento escolhido para a apresentação deste projecto. Como o executivo camarário está a dois anos do final do mandato e o seu presidente não se pode voltar a candidatar, houve quem criticasse que não se tivesse avançado para este trabalho mais cedo, e alertasse para o risco de poder ser mais um condenado a não sair do papel.
Pela nossa parte, avançamos outras dúvidas. Será que o arranjo proposto para o largo do Convento ainda está a pensar na concretização do alargamento da João de Melo? Aliás, o próprio presidente da Câmara, mesmo não querendo abrir novas frentes de debate, referiu que esse projeto apenas tinha sido adiado. Mas a assistência também não perdeu a oportunidade para manifestar o seu desagrado...
Outra dúvida: por que motivo houve uma tão reduzida presença de eleitos locais neste debate?
Comentário final
Pelo que vimos e ouvimos, pareceu-nos estar perante uma boa base de trabalho que o diálogo com a população pode melhorar. A proposta de criação de uma bolsa de estacionamento mais próxima da avenida João de Melo parece-nos ser de considerar, na medida em que responde às necessidades de um dos mais movimentados centros de oferta de serviços da vila. Por outro lado, convém não facilitar nos pormenores da concretização do projecto (excesso de materiais, mobiliário urbano, etc.). Há, muitas vezes, uma tentação para "deixar assinatura", para "decorar", que se traduz num "excesso de intervenção" (expressão feliz que ouvimos da boca de um arquiteto, sobre as obras na envolvente da Igreja Matriz). Ora, a harmonia (ainda) existente em Vouzela entre todos os elementos que compõem a sua paisagem, deve ser o primeiro dos elementos disciplinadores de qualquer projeto de intervenção e o primeiro dos bens a preservar. Queremos que se recupere e, se possível, melhore o que temos. Não queremos ter outra coisa qualquer.
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PS: O relato que aqui deixamos, não é uma descrição exaustiva do que se passou na sessão do Auditório Municipal, do passado dia 22. Outros temas houve que mereceram a atenção dos presentes (maior oferta de parques infantis, por exemplo). A nossa preocupação foi, apenas, dar uma ideia do que mais pode mudar na vila de Vouzela, com a concretização deste projecto.
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domingo, agosto 28, 2011
Vouzela
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segunda-feira, julho 25, 2011
sábado, maio 21, 2011
Até que enfim!
Trata-se de uma formação especializada que, para além de preparar os jovens empresários agrícolas para a gestão das suas explorações, dá resposta à legislação do PRODER que prevê que, durante os dois anos de implementação do projecto financiado, o proprietário esteja devidamente credenciado para o efeito.
A formação é destinada a todos os jovens agricultores com projectos aprovados, quer seja na área da avicultura, horticultura e frutos silvestres, nomeadamente explorações de mirtilos e framboesas, tenham o 9º ano de escolaridade e idade compreendida entre os 18 e 40 anos. Os formandos terão direito a subsídio de refeição e certificado de formação.
O curso terá início em Junho e é constituído pelos módulos “Formação Básica de Agricultura”, “Formação de Gestão da Empresa Agrícola”, “Formação Específica para a Orientação Produtiva da Instalação” e “Componente Prática em contexto Empresarial”.
“Formação de Gestão da Empresa Agrícola” será o primeiro módulo a ministrar e decorrerá em horário pós laboral.
As inscrições decorrem até ao dia 26 de Maio e todos os interessados deverão contactar o Gabinete de Desenvolvimento Rural, na Av. João de Melo, nos dias úteis das 9h às 12h30 e das 14h às 17h30, pelo mail gdr@cm-vouzela.pt ou pelo telefone 232 779 185- Página da Câmara Municipal de Vouzela
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quinta-feira, abril 07, 2011
Cruzeiro do Gamardo
O autor desta foto, Hermínio Augusto Dias, foi presidente da Câmara de Vouzela nos anos cinquenta, grande apoiante das colectividades locais, ligado a importantes actividades económicas da vila, como o Hotel Vouzelense e a casa Dias & Irmão. Da sua objectiva sairam as principais imagens que, durante vários anos, divulgaram Vouzela, transformadas em postais com a chancela da sua casa comercial e, ainda, da "Casa da Montanha". A foto que publicamos (assim como outras já aqui e aqui publicadas), gentilmente cedida por seu filho, Dr. António Liz Dias, é um trabalho original que, até hoje, nunca tinha sido divulgado.
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segunda-feira, março 21, 2011
Igreja da Misericórdia
Estes postais do início do século devem ter sido os primeiros que foram emitidos em Vouzela. São dos mais raros que se conhecem. São postais fotográficos com boa qualidade de imagem. Desconhece-se quem foi o fotógrafo (ou alguém me consegue informar?).
Os cortes são bastante rudimentares, não são todos do mesmo tamanho, dando ideia que foram cortados com uma guilhotina caseira. Alguns até estão sem esquadria.
As imagens destes postais foram mais tarde usadas nas emissões da "Ourivesaria Souto" e "Casa da Montanha Castela".
Os mesmos postais existem numa série numerada, noutra não numerada e ainda numa série "Resur", embora com diferentes legendas. Desconheço se todos foram emitidos nas três versões.
Apresento aqui uma imagem que já conhecemos. Já aqui foi apresentada a versão publicada por volta de 1910 pela "Casa da Montanha Castela" (embora nessa versão tenha sido artificialmente colorida).
Estes postais pioneiros estão classificadas como sendo de 1900 (mais ano menos ano). Fica a mesma imagem em duas versões, uma numerada e noutra não.
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segunda-feira, fevereiro 28, 2011
Mira Vouga
O actual Instituto Missionário Marista já foi em tempos o Hotel Mira-Vouga que por sua vez foi a Pensão Mira-Vouga. A passagem a Hotel esteve relacionada com o aumento do tamanho inicial da Pensão, tanto em número de quartos como em serviços oferecidos. Já aqui foram mostradas as imagens da Pensão original e da versão final do Hotel. Existiu no entanto um estado intermédio (pouco documentado) pois o aumento não foi feito todo de uma vez. Repetimos as imagens anteriores e apresentamos uma nova de 1940 ou do fim dos anos 1930, do tempo em que o "Palácio-Pensão" tinha o telefone n.º 10.
Depois de termos mostrado este postal do fim dos anos 1930:
E este de meados dos anos 1950:
Mostramos agora este de 1940 / fim dos anos 1930.
Embora não havendo referência ao editor deste postal, suponho que terá sido emitido pela Pensão Mira-Vouga dado ser da mesma série de um outro, correspondente a uma vista parcial de Vouzela, mas que destaca o "Mira-Vouga" com impressão do nome na própria frente do postal, o que não é muito vulgar. Talvez quisessem mostrar a quem chegava de comboio onde ficava a pensão.
Adenda: já em tempos esta imagem do Mira-Vouga aqui tinha sido mostrada pois faz parte de um panfleto de 1940. Sendo assim estes postais devem ser do fim dos anos 1930 ou de 1940.
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sexta-feira, fevereiro 18, 2011
Ermida do Monte Castelo
Pelo que vamos lendo, o Monte Castelo manteve-se um cabeço despido até cerca de 1908. Depois, a iniciativa de muitos foi construindo o que hoje conhecemos, através de caminhos nem sempre fáceis de percorrer. Foi uma verdadeira iniciativa popular que vale a pena ser conhecida. Nem que mais não seja para que se não perca a memória de uma construção colectiva que muitos pensam sempre ter existido, enquanto outros a condenam à rotina de facto consumado, vazio de significado, ao ponto de terem retirado o espaço das Festas que ostentam o seu nome. Na foto, a ermida no início da arborização.
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sexta-feira, fevereiro 11, 2011
Praça da República com neve
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segunda-feira, fevereiro 07, 2011
Igreja Matriz / Lotaria Nacional
Só os monumentos de reconhecido valor histórico têm "direito" a fazer parte das imagens da lotaria nacional.
Foi o caso da nossa Igreja Matriz no dia 20 de Abril de 1990.
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